Os japoneses MONO voltam a Lisboa e ao Porto cinco anos depois de terem protagonizado duas noites totalmente esgotadas por cá — e, desta vez, trazem na bagagem um LP marcado pela perda, continuidade e renovação.
Os MONO anunciaram o regresso a Portugal para dois espectáculos agendados para os dias 10 e 11 de Fevereiro de 2027, em Lisboa e Porto, respectivamente. Cinco anos depois de duas noites esgotadas que ficaram na memória do público nacional, a banda japonesa prepara-se para regressar so país no âmbito da digressão internacional de apresentação de «Snowdrop», o seu mais recente trabalho de estúdio. Os bilhetes para ambos os concertos já estão disponíveis através da See Tickets.
Gravado nos emblemáticos estúdios Electrical Audio, o novo álbum do colectivo de Tóquio assume um peso particular na sua discografia. Trata-se do primeiro registo editado após a morte de Steve Albini, figura incontornável que acompanhou a banda ao longo de vários capítulos e cuja abordagem crua e analógica deixou uma marca profunda na identidade sonora dos MONO. Para dar continuidade a esse legado, o grupo trabalhou com Brad Wood, colaborador próximo de Albini e conhecedor do universo criativo do grupo.
Mantendo a sua linguagem assente na tensão entre a contenção e a explosão, «Snowdrop» amplia o espectro sonoro dos MONO através da incorporação de uma orquestra de dez elementos e de um coro composto por oito vozes. “Ao longo de oito composições extensas, o novo LP desenvolve uma narrativa emocional onde a dor e a perda se transformam em matéria criativa, abrindo espaço para um sentimento de renovação que percorre toda a obra“, pode ler-se em comunicado.
Formados em Tóquio em 1999, ao longo de quase três décadas, os MONO têm vindo a afirmar-se como um dos nomes mais consistentes do pós-rock. A sua música, frequentemente situada na interseção entre o minimalismo e a grandiosidade orquestral, constrói paisagens sonoras onde o silêncio assume o papel estrutural e a dinâmica se torna elemento narrativo. Em palco, essa abordagem traduz-se em actuações de forte intensidade emocional, capazes de captar a atenção da plateia através de um equilíbrio rigoroso entre contenção e catarse.
O regresso a Portugal em 2027 surge, assim, como a continuação de uma relação sólida com o público nacional, agora enquadrada por um momento de transição na história da banda e por um novo trabalho que reflete, com clareza, essa mesma transformação.




