O regresso definitivo dos titãs noruegueses DIMMU BORGIR aos registos de originais chega com a força de uma tempestade árctica.
Os DIMMU BORGIR regressaram. Quase uma década desde «Eonian» — de 2018, o último álbum de originais, já ele tardio —, a banda norueguesa apresentou hoje, via Nuclear Blast Records, o seu muito aguardado «Grand Serpent Rising», um novo registo de estúdio que promete reposicionar o grupo no centro absoluto do metal sinfónico mundial. Em simultâneo, o grupo lança o vídeo-clip do novo single «As Seen In The Unseen», uma declaração de intenções tão feroz quanto calculada.
Há géneros musicais que toleram ausências bem longas. O metal extremo, com a sua cultura de devoção quase litúrgica, não é um deles. Durante anos, os fãs dos DIMMU BORGIR aguardaram notícias de novo material com uma mistura de expectativa e resignação. O grupo de Oslo nunca deixou de ser realmente uma presença — concertos esporádicos, compilações, regressos a palcos de festivais —, mas a ausência de música nova pesava como uma pedra de granito.
«Grand Serpent Rising» chegou, por isso, carregado de significado. Não é apenas um LP: é uma resposta, um acerto de contas com o tempo e, acima de tudo, uma óptima prova de que os DIMMU BORGIR não perderam nem a voz nem a vontade de a usar com violência controlada.
O single que acompanha agora o lançamento do álbum funciona como porta de entrada e como aviso. «As Seen In The Unseen» chega a rasgar — muito agressiva, viciosa e retorcidamente bela, para usar a descrição que a própria banda e a editora avançaram. Há nela aquela qualidade rara que os melhores momentos dos DIMMU BORGIR sempre tiveram: a capacidade de conjugar grandiosidade orquestral com uma brutalidade que não soa a encenação, mas a convicção genuína.
Um dos detalhes que mais importa neste regresso é a escolha do produtor. Os DIMMU BORGIR voltaram a Gotemburgo para trabalhar com Fredrik Nordström, o mesmo nome por trás de alguns dos discos mais marcantes da sua discografia. «Puritanical Euphoric Misanthropia» e «Death Cult Armageddon» — dois álbuns que definiram o que o metal sinfónico podia ser na viragem do milénio — nasceram também sob a sua batuta. Regressar a essa parceria não é nostalgia: é uma escolha deliberada de continuidade com o melhor da própria herança.
O resultado é um álbum que preserva a fusão característica entre grandiosidade sinfónica e agressividade implacável, empurrando o som dos DIMMU BORGIR para territórios mais sombrios e mais dominadores. No contexto do metal extremo europeu, o regresso da banda tem peso simbólico e prático. São uma das poucas bandas do género com capacidade de preencher grandes salas e palcos principais de festivais, e a sua influência sobre gerações de músicos é indesmentível.
«Grand Serpent Rising» já está disponível em todas as plataformas de streaming e em formato físico via Nuclear Blast Records.





