BEHEMOTH

BEHEMOTH regressam com um álbum inédito: «I, Scvlptor» chega em Setembro

“Uma obra autónoma que serve de ponte entre o nosso passado e o que há de novo e fresco“, diz NERGAL, o timoneiro dos BEHEMOTH.

Há bandas que sobrevivem às décadas. Há bandas que as redefinem. Os BEHEMOTH pertencem a uma terceira categoria ainda mais rara: a das que constroem uma mitologia tão densa e consistente que cada novo movimento se transforma em acontecimento. É precisamente isso que acontece com o anúncio de «I, Scvlptor», o mais recente álbum da formação polaca, previsto para 4 de Setembro de 2026 através da Massacre Records, editora que assegura a distribuição física mundial em todas as suas variantes — CD, LP, cassete e uma edição de luxo e limitada em caixa que promete ser, nos próprios termos do projecto, à altura da ambição.

A parceria com a Massacre Records não é um pormenor menor. A editora alemã, com um historial extenso no universo do metal extremo, posiciona esta aliança como um dos momentos mais significativos da sua trajectória. “Os BEHEMOTH são uma das forças mais poderosas e icónicas do metal extremo actual, e não podíamos estar mais honrados por levar «I, Scvlptor» aos seus fãs em CD e vinil em todo o mundo“, afirma Thomas Hertler. “Este é um momento histórico para a nossa editora, e estamos totalmente empenhados em dar a este lançamento a apresentação que merece.

Do outro lado, Adam “Nergal” Darski — o rosto, a voz e a mente por detrás dos BEHEMOTH — também não economiza nas palavras para descrever o que está a chegar. “«I, Scvlptor» é o mais recente álbum de originais dos BEHEMOTH — uma obra autónoma que serve de ponte entre o nosso passado e o que há de novo e fresco“, declara o músico.

Este disco inclui temas completamente inéditos que incorporam a força total da nossa energia ao vivo, a intensidade e o fogo que impulsiona esta banda há décadas. Revisitámos também o nosso material mais antigo, reconfigurado com um lado moderno mas preservando o seu espírito ancestral. «I, Scvlptor» é igualmente uma homenagem aos artistas e bandas sem os quais os BEHEMOTH nunca teriam existido. Preparem-se para 40 minutos de uma peregrinação sónica forjada ao mais alto nível.

O álbum reúne oito temas inéditos, o que o coloca claramente no domínio da obra de longa-duração — não um EP de recurso nem um exercício de reedições, mas um trabalho original e completo. A revelação da arte gráfica da capa e da lista de faixas está agendada para 1 de Junho de 2026, a mesma data em que arrancam as pré-encomendas.

Para compreender o peso específico deste anúncio, importa ainda recordar a trajectória comercial de uma banda que soube crescer sem jamais negociar a sua integridade estética. Os BEHEMOTH emergiram do underground polaco no início dos anos 90, numa época em que o black metal escandinavo dominava o imaginário da cena extrema, e foram sistematicamente alargando o seu território — musical, geográfico e simbólico.

O álbum «The Apostasy», de 2007, representou a primeira entrada dos BEHEMOTH na tabela americana Billboard 200 — um feito sem precedentes à altura para um grupo desta natureza. Dois anos depois, foi com «Evangelion» que subiram à posição 56 da mesma tabela, confirmando que a base de fãs crescia a um ritmo que a indústria dificilmente conseguia ignorar.

No entanto, foi com «The Satanist», de 2014, que tudo mudou verdadeiramente de escala. O LP entrou na Billboard 200 na posição 34, tornando-se o álbum de black ou death metal mais bem colocado na história daquela tabela até à data — e simultaneamente alcançou o número um na tabela polaca OLIS, o que colocou os BEHEMOTH na singular posição de fenómeno simultaneamente underground e também mainstream, venerado tanto pelos puristas como pelo grande público. O próprio Nergal descreveu o feito como “inaudito“.

«I Loved You At Your Darkest», de 2018, manteve a trajectória ascendente, entrando na Billboard 200 na posição 85 e dominando o top na Polónia — número um nas vendas de vinil, quarto lugar geral. O disco colocou-se ainda nas tabelas de vendas de países como a Alemanha, Suécia, o Reino Unido e a Austrália. Mais recentemente, «Opvs Contra Natvram» garantiu uma entrada no top 20 do Reino Unido, na posição 19, reforçando a posição da banda como um dos grupos de metal extremo comercialmente mais sólidos do planeta.

«I, Scvlptor» chega, portanto, carregado de expectativa e contexto. Uma obra que, segundo Nergal, olha simultaneamente para o passado e para o futuro — revisitando as origens com uma nova perspectiva, mas sem abandonar o presente que os BEHEMOTH continuam a construir com uma determinação que poucos conjuntos desta cena alguma vez demonstraram.