O anúncio da ‘(sic)est Stadium Tour’ foi recebido com entusiasmo, mas a presença de MARILYN MANSON em algumas das datas rapidamente desviou as atenções — e desencadeou milhares de críticas por parte dos fãs dos SLIPKNOT nas redes sociais.
Os SLIPKNOT anunciaram ontem aquela que promete ser uma das maiores digressões da sua carreira, mas a (sic)est Stadium Tour está a gerar uma discussão bem diferente daquela que a banda provavelmente esperava. Pouco após reveladas as primeiras datas e convidados, a inclusão de MARILYN MANSON no cartaz provocou uma forte reacção entre os fãs da banda do Iowa, com milhares de comentários críticos a surgirem nas redes sociais.
Como noticiado anteriormente, a extensa digressão vai levar os SLIPKNOT a estádios da Europa, América do Norte e América do Sul durante o Verão de 2027. O arranque está marcado para 3 de Julho, no Wembley Stadium, em Londres, numa noite que contará também com MARILYN MANSON, LORNA SHORE e HATEBREED.
Pois bem, é precisamente a presença de Brian Warner, no entanto, que está a transformar o anúncio num foco de controvérsia. Nos comentários da publicação dos SLIPKNOT na sua conta oficial do Instagram, multiplicaram-se as mensagens de fãs que decidiram manifestar o seu desagrado com a escolha do cantor norte-americano como convidado em determinadas datas. Entre essas reacções encontram-se vários comentários de pessoas que dizem ter perdido a vontade de assistir aos concertos devido à participação de Manson.
“Adoraria ir ao concerto, mas não há literalmente nada no mundo que alguém pudesse fazer com que o meu dinheiro fosse parar aos bolsos do Manson“, escreveu um dos seguidores, numa mensagem que resume uma posição repetida por vários outros fãs. Há também quem classifique a decisão como “desapontante”, afirmando que a presença de Manson alterou a sua intenção de comprar bilhetes. A dimensão da reacção fez com que a escolha do músico passasse rapidamente para o centro das atenções do anúncio dos SLIPKNOT, apesar da quantidade e diversidade de nomes associados à digressão.
A contestação está directamente relacionada com as acusações de abuso sexual e violência doméstica feitas contra Brian Warner ao longo dos últimos anos. Em 2021, a actriz Evan Rachel Wood identificou publicamente Warner como o antigo companheiro que, segundo os seus relatos, a teria submetido a grooming, manipulação e abusos durante a relação entre ambos. Na sequência dessas declarações, várias outras mulheres apresentaram acusações semelhantes contra o músico. O cantor rejeitou repetidamente essas alegações, que descreve como “horríveis distorções da realidade“.
É neste contexto que a presença de Manson numa digressão desta dimensão está a provocar reacções particularmente fortes entre parte da audiência dos SLIPKNOT. Para esses fãs, a questão ultrapassa a simples preferência por determinado artista e diz mais respeito à decisão de uma banda que admiram associar a sua actividade a um músico envolvido nestas controvérsias. Ao mesmo tempo, a inclusão de Manson não se limita à data inaugural em Londres. O músico deverá voltar a juntar-se aos SLIPKNOT em Setembro, quando a (sic)est Stadium Tour passar pela América do Sul, com actuações previstas em Buenos Aires, Santiago do Chile e Bogotá.
Apesar desta polémica em torno de Manson ter dominado a reacção inicial ao anúncio, a digressão de estádios dos SLIPKNOT foi construída com uma extensa rotação de bandas convidadas, escolhidas de acordo com cada etapa do percurso. A estratégia vai permitir ao colectivo montar cartazes diferentes ao longo da digressão, juntando-lhe nomes de diferentes sectores da música mais pesada. Por enquanto, Manson continua oficialmente confirmado nas datas anunciadas. A reacção dos fãs, contudo, mostra que o cartaz está longe de ser consensual — e coloca desde já a participação do músico entre os aspectos mais discutidos de uma das digressões mais ambiciosas da carreira dos SLIPKNOT.








