Três anos depois de «In Times New Roman…», os QUEENS OF THE STONE AGE apresentam o primeiro tema inédito de uma nova era.
Depois de um período marcado por percalços de saúde e tensões internas amplamente comentadas, os norte-americanos QUEENS OF THE STONE AGE decidiram avançar por uma via mais tranquila — literalmente. «Easy Street», o novo single da banda de Josh Homme, é a primeira música nova da banda desde o álbum «In Times New Roman…», editado em 2023, mas não chegou totalmente de surpresa. Quem acompanhou a banda ao vivo nos últimos dois anos, durante a digressão Catacombs — marcada por arranjos despidos e instrumentação acústica —, já tinha tido um primeiro contacto com esta canção, estreada em palco em 2025.
A versão de estúdio, que já podes escutar no player em baixo, confirma agora esse registo mais contido: guitarras dedilhadas sem efeitos, palmas com reverberação e um ritmo que evoca a rumba servem de base ao característico timbre suave de Josh Homme. Ainda assim, a grande novidade de «Easy Street» está na presença vocal de Nikki Lane, cantora country que reencontra assim o timoneiro dos QUEENS OF THE STONE AGE numa colaboração que já vem de trás: o músico produziu o álbum «Denim & Diamonds», de 2022, da própria Lane. Este dueto surge, por isso, como uma continuação natural dessa parceria criativa.
Liricamente, a canção percorre território emocional pouco habitual no contexto dos QUEENS OF THE STONE AGE. Fala-se de dinâmicas amorosas algo desequilibradas, de um apaziguamento das tendências mais turbulentas da juventude e da busca por um caminho mais sereno, a tal «Easy Street». O tema fecha com um passeio instrumental de guitarras tratadas com eBow, num efeito quase orquestral.
Num breve comunicado, Josh Homme explica a filosofia por detrás da gravação, optando deliberadamente por um registo cru e imperfeito. “É uma canção engraçada, de certa forma. É como bater no cotovelo — dói porque é engraçado e é engraçado porque dói. É sério, mas é engraçado“, afirma o músico. Homme detalhou ainda o processo de gravação: “Fizemos a canção como se faz uma maqueta. Sem click, com os erros todos por dentro. Acelera, abranda, as palmas não são propriamente boas, mas também não são más, e uma palma mal dada acrescenta esse elemento humano que não se consegue fingir.“
Para terminar, o líder dos QUEENS OF THE STONE AGE acrescenta uma reflexão que ultrapassa a própria canção: “Não é só uma brincadeira. É sobre perceber a imperfeição das nossas vidas. A canção, como a vida, está nos erros. As suas imperfeições são imbatíveis.”
O tema estreou acompanhado por um vídeo em que Homme é perseguido ao longo da tal «Easy Street» por um cowboy, um “juggalo”, um pai natal de centro comercial e outras figuras que, de forma pouco subtil, parecem corresponder aos restantes membros da banda. A edição de «Easy Street» surge num momento de intensa actividade ao vivo para os QUEENS OF THE STONE AGE, que têm estado em digressão europeia com os SYSTEM OF A DOWN. O Verão vai reservar ainda mais palcos: a banda junta-se aos FOO FIGHTERS para uma tour norte-americana que arranca a 4 de Agosto, no Rogers Stadium, em Toronto.
Paralelamente, Homme tem multiplicado colaborações fora do universo dos QUEENS OF THE STONE AGE. O músico norte-americano assegurou vozes de apoio em «Snakes For Dinner», o novo single dos MASTODON — um reencontro com a banda de Atlanta quinze anos depois de ter cantado na épica «Colony Of Birchmen», de «Blood Mountain». E marcou ainda presença em «Faded Blue Jeans», o mais recente single de Shania Twain.


