PRONG

PRONG revelam «New Commission», novo álbum homónimo a caminho [streaming]

O novo disco dos veteranos nova-iorquinos PRONG chega já a 6 de Novembro, com onze temas e mistura e masterização a cargo de Andy Sneap.

Os PRONG acabam de divulgar «New Commission», o mais recente tema de avanço para o próximo álbum de estúdio, intitulado simplesmente «Prong». Com edição marcada para a próxima sexta-feira, 6 de Novembro, através da Napalm Records, o novo LP assinala mais uma etapa na carreira de uma das bandas mais influentes a emergir da cena hardcore nova-iorquina.

Com quase quatro décadas de actividade, o grupo liderado por Tommy Victor continua a apostar numa fórmula que cruza aquela agressividade típica do NYHC com riffs de thrash, grooves bem musculados e ambientes industriais. «New Commission» é um bom exemplo dessa combinação: um tema muito veloz e demolidor, construído em torno de riffs dissonantes, uma secção rítmica particularmente incisiva e a habitual abordagem vocal corrosiva de Victor. Pelo caminho, há ainda espaço para um refrão bastante marcante e um breakdown particularmente violento.

“A «New Comission» é uma canção explosiva, um verdadeiro petardo de thrash, com um refrão enorme e um breakdown feroz. Na verdade, acho que pode dizer-se que tem um pouco de tudo!“, diz o timoneiro dos PRONG sobre o novo single.

«Prong», o álbum, reúne onze temas e foi pensado como uma espécie de declaração de intenções para esta nova fase da banda. O primeiro avanço, «The Banner», já tinha deixado antever uma abordagem que alterna passagens de particularmente intensas e um refrão melódico, enquanto «The Uprising» recupera a vertente industrial que também faz parte da identidade do grupo. Por seu lado, «Uncertain Truth» aposta numa componente melódica mais evidente, antes de «Fear The Sun» recuperar a agressividade característica do hardcore nova-iorquino.

Entre os restantes temas encontram-se ainda «Proportionate Response», «Simulated Drowning» e «Our Continuance», que foi escolhido para encerrar o alinhamento com uma combinação de ritmos ameaçadores, texturas electrónicas e riffs dissonantes.

A produção foi entregue a Andy Sneap, responsável pela mistura e masterização nos Backstage Studios. Para Tommy Victor, o resultado representa um dos momentos mais fortes da discografia dos PRONG. “Este poderá ser o melhor álbum dos PRONG até à data. É definitivamente o nosso disco que soa melhor, graças ao trabalho incrível do Andy Sneap na mistura e masterização“, disse o músico quando o disco foi anunciado há uns meses.

O vocalista e guitarrista descreve ainda este lançamento como uma espécie de renascimento para o grupo, destacando a chegada a uma nova editora, uma atitude renovada e uma abordagem mais rápida e pesada, sem abdicar de refrões fortes e de uma produção cuidada. A escolha de um título homónimo não foi, por isso, acidental: Victor encara este disco como um momento de redefinição para os PRONG.

Formados em Nova Iorque durante a segunda metade dos 80s, numa época em que o lendário CBGB era ainda um dos principais pontos de encontro da música alternativa da cidade, os PRONG começaram por construir a sua identidade muito própria num meio dominado pelo hardcore. Ao lado de nomes como GORILLA BISCUITS, MADBALL, BIOHAZARD, SICK OF IT ALL, o grupo distinguiu-se pela forma como incorporou elementos melódicos, estruturas mais próximas do metal e influências industriais numa sonoridade que viria a deixar marcas em diferentes gerações de músicos.

Discos como «Beg To Differ», de 1990, e «Cleansing», de 1994, ajudaram a consolidar essa identidade, levando também a banda a ganhar exposição através do programa Headbangers Ball, da MTV. Desde então, os PRONG mantiveram uma presença regular nos palcos internacionais, passando por festivais como o Wacken Open Air, o Alcatraz e o Brutal Assault.

Quase 40 anos depois do início da sua actividade, Tommy Victor continua a conduzir o projecto com a mesma vontade de cruzar linguagens e explorar diferentes territórios sonoros. «Prong» chega na próxima sexta-feira, 6 de Novembro, e promete funcionar tanto como uma celebração do percurso da banda como uma afirmação da sua vitalidade no presente.