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PRONG revelam «Fear The Sun», segundo single de avanço para o seu novo álbum de estúdio [vídeo-clip]

Com produção de Andy Sneap, o álbum homónimo «Prong» chega às lojas a 6 de Novembro e assinala uma nova etapa para uma das bandas fundadoras da cena de peso nova-iorquina.

Depois de terem anunciado a estreia na Napalm Records com um novo álbum homónimo, os PRONG deram recentemente aos fãs a segunda amostra concreta do que aí vem. Com uma abordagem musculada e directa, a novidade «Fear The Sun» recupera parte da fórmula que ajudou os músicos a estabelecerem-se como uma das referências do metal alternativo norte-americano, evocando a energia crua dos clubes de Nova Iorque e, em particular, a tradição dos mosh pits associada ao lendário CBGBs.

Tommy Victor, vocalista, guitarrista e figura central dos PRONG, explica que o novo tema representa uma espécie de viagem ao passado, embora com uma produção e uma abordagem contemporâneas. “Penso que voltámos atrás no tempo com esta canção. É uma versão modernizada das bases do groove metal que os PRONG ajudaram a estabelecer com «Beg To Differ»“, explica Victor. A componente lírica segue uma linha mais metafórica, no entanto. Segundo o músico, a letra reflecte sobre a experiência que é viver “sem mudanças sazonais“, utilizando essa ideia como ponto de partida para uma reflexão sobre uma existência marcada pela ausência de transformação.

O novo tema surge, assim, como uma ponte entre o passado e o presente dos PRONG: recupera uma linguagem que ainda lhes é familiar, mas sem se limitar a reproduzir os velhos tempos. O resultado é um regresso particularmente físico às raízes da banda, com Tommy Victor novamente a assumir o papel de principal arquitecto de riffs e letras incisivas.

O tema sucede a «The Banner», o tema de abertura de «Prong», uma faixa que arranca a fundo, com uma dose de riffagem muito cirúrgica a sustentar os latidos ferozes do vocalista Tommy Victor com autoridade quase marcial. Áspera e cortante como sempre foi timbre da banda, a canção estabeleceu, desde logo, o tom do que promete ser um disco particularmente combativo por parte da banda nova-iorquina.

Sobre esse primeiro single, que pode ser escutado em baixo, Tommy Victor não conseguiu sequer esconder o o seu entusiasmo: “Estamos incrivelmente entusiasmados por partilhar «The Banner», o primeiro single do nosso próximo álbum homónimo”, diz ele num breve comunicado à imprensa. “A mistura e masterização do Andy Sneap são absolutamente arrasadoras e ferozes. Isto é apenas o começo e esperamos que gostem.”

Ao longo de quase quatro décadas de existência, os PRONG mantiveram-se uma força respeitada dentro da cena metal, actuando persistentemente um pouco por todo o mundo e tornando-se presença regular em festivais como o Wacken Open Air, o Alcatraz ou o Brutal Assault. Paralelamente, foram construindo um fundo de catálogo sem mácula, que marcou presença assídua na televisão, na rádio e, mais recentemente, nas plataformas de streaming.

Fiel a essa herança, «Prong» reúne onze faixas contundentes, onde se cruzam elementos de industrial, thrash, rock alternativo e, inevitavelmente, do hardcore nova-iorquino que viu a banda nascer.

Antes do lançamento do single, Tommy Victor, o timoneiro dos PRONG, já tinha sublinhado a importância deste novo capítulo: “Este pode ser o melhor álbum dos PRONG de sempre. É definitivamente o que soa melhor de sempre, com o incrível trabalho de mistura e masterização do Andy Sneap! Este disco representa uma nova vida para esta banda, com uma nova editora, uma atitude renovada, canções mais rápidas e mais pesadas, refrães mais fortes e uma qualidade sonora de topo. É por isso que é homónimo: é um episódio que redefine os PRONG!”.

Das inúmeras lendas nascidas do caldo primordial que fervilhava no CBGB’s, o clube mais icónico do punk nova-iorquino, há só uns PRONG. Formados durante o período de renascimento da sala no final dos 80s, lado a lado com nomes incontornáveis do hardcore como os GORILLA BISCUITS, MADBALL, SICK OF IT ALL e BIOHAZARD, os PRONG distinguiram-se desde cedo por uma sensibilidade melódica pouco comum, patente em discos como «Beg To Differ», de 1990, e «Cleansing», de 1994., que os transformaram em presença habitual do programa Headbangers Ball da MTV.

Foi, de resto, essa fusão pioneira entre o hardcore nova-iorquino clássico, grooves contagiantes e texturas industriais que acabaria por lançar as bases para diversos subgéneros do pós-hardcore, do groove metal ao metal industrial, passando pelo crossover thrash. Talvez por isso, enquanto declaração de intenções, «Prong» convoca todo o espectro estilístico que sustenta o legado da banda.

As secções de thrash abrasivo de «The Banner» abrem caminho a refrões mais amplos, antes da intensidade ser empurrada ainda mais em «New Commission». Já «The Uprising» resgata a vertente industrial da banda, armando sintetizadores texturados sobre um two-step pulsante, enquanto «Uncertain Truth» revela o lado mais melódico dos PRONG, que carrega um gancho de uma doçura quase inesperada.

Segue-se o golpe directo ao peito de «Fear The Sun», um tema talhado para incitar o caos típico dos mosh pits do hardcore nova-iorquino. Em «Proportionate Response», os dotes de Tommy Victor como cantor e guitarrista surgem em pleno, numa incitação latente à justiça retaliatória, antes dos pontapés vertiginosos de «Simulated Drowning» impulsionarem o LP para a frente. Depois, o ponto final fica a cargo de «Our Continuance», que conduz o álbum a um desfecho cataclísmico, com um pulso metodicamente ameaçador e breakdowns dissonantes e demolidores, amarrados por um refrão amplo, amplificado por sintetizadores envolventes.

Com Andy Sneap aos comandos da mistura e da masterização nos Backstage Studios, o resultado sonoro é nítido e contundente, servindo de moldura ideal às letras mordazes e confrontativas de Tommy Victor, que convidam o ouvinte a reflectir sobre temas como a validade da verdade, as travagens que impomos a nós próprios e o altruísmo. Ambicioso na dinâmica, firme na ideologia e infeccioso na melodia, «Prong» já está disponível para pré-encomenda, promete honrar o legado da banda e explica, uma vez mais, a longevidade pouco comum de um dos nomes mais consistentes do metal alternativo norte-americano.

01. The Banner | 02. New Commission | 03. The Uprising | 04. Uncertain Truth | 05. Fear The Sun | 06. Commonsense Resolution | 07. Doomed World | 08. Proportionate Response | 09. Transgression | 10. Simulated Drowning | 11. Our Continuance | 12. Out Of Body | 13. Cruel Summer