O sexto álbum dos norte-americanos PALAYE ROYALE chega em Janeiro e nasceu num período marcado pela perda da mãe dos três irmãos. O LAV – Lisboa Ao Vivo recebe a banda em Abril de 2027.
Há discos que prolongam uma fase e há outros que acabam por nascer precisamente da necessidade de começar de novo. Para os PALAYE ROYALE, «Amsterdamage» parece pertencer à segunda categoria. O sexto álbum de estúdio do trio norte-americano chega às lojas a 22 de Janeiro de 2027, através da Sumerian Records, e será apresentado ao vivo em Lisboa poucos meses depois, com o LAV – Lisboa Ao Vivo a receber a banda no dia 6 de Abril.
Esta nova passagem por Portugal será a quarta dos PALAYE ROYALE, depois das actuações no Cineteatro Capitólio, no festival CA Vilar de Mouros e, mais recentemente, no NOS Alive. Desta vez, porém, o contexto é diferente: o grupo chega ao nosso país já depois de ter fechado o longo ciclo de promoção associado a «Death Or Glory», editado há dois anos, e já com uma nova etapa discográfica perfeitamente definida.
«Amsterdamage» começou a ganhar forma ao longo do ano de 2025, enquanto Remington Leith, Sebastian Danzig e Emerson Barrett continuavam envolvidos numa intensa actividade ao vivo. A composição foi acontecendo em diferentes pontos do mapa, da costa de San Diego, nos Estados Unidos, aos Países Baixos, antes do álbum ser concluído no estúdio de Chris Greatti, em Los Angeles. Mas a história do novo álbum dos PALAYE ROYALE não se resume a viagens, estúdios e estrada.
Em 2024, os três irmãos perderam a mãe, Stephanie Rachel, vítima de cancro, num momento que teve um impacto profundo na família e, inevitavelmente, no próprio processo criativo dos novos temas. Emerson Barrett descreve o álbum como uma espécie de ponto de reencontro depois dessa perda. “Acho que, se não tivéssemos feito este álbum, teríamos acabado por seguir caminhos separados. Depois de perdermos a nossa mãe, este é o nosso renascimento das cinzas“, explica o baterista.
Esta afirmação ajuda muito a enquadrar um disco que, para lá da sua posição cronológica na discografia dos PALAYE ROYALE, representa também um momento de reconstrução. O trio encontrou na criação musical uma forma de voltar a aproximar-se depois de cada um ter procurado a sua própria maneira de lidar com o luto, transformando essa experiência numa obra de expurgação que foi construída em conjunto.
O primeiro vislumbre de «Amsterdamage» chegou esta semana com «Lost In Translation», tema que Remington Leith associa directamente à música que marcou o crescimento dos três irmãos. A canção recupera influências do rock britânico de meados dos anos 2000 e procura transformar essa nostalgia num tema energético, concebido também a pensar na resposta do público durante os concertos. Por baixo da sua componente mais imediata, «Lost In Translation» aborda a tentativa de fazer resultar algo apesar dos obstáculos — seja uma relação, um sonho ou qualquer outro objectivo que pareça constantemente escapar.
É, nesse sentido, uma primeira amostra de um LP que nasce num período pessoalmente bastante turbulento, mas que os PALAYE ROYALE apresentam como uma nova etapa criativa. Importa aqui referir que «Amsterdamage» chega depois de uma década em que o trio foi construindo uma identidade difícil de encaixar numa única etiqueta. Desde «Boom Boom Room (Side A)», de 2016, e «Boom Boom Room (Side B)», de 2018, até «The Bastards», «Fever Dream» e «Death Or Glory», a banda foi cruzando rock alternativo, electrónica, elementos pop, teatralidade e uma dimensão visual particularmente marcada.
Essa identidade ganha outra dimensão em palco. A entrega física dos três músicos, a componente teatral e a utilização do espaço transformaram os concertos dos PALAYE ROYALE numa extensão natural do universo que desenvolveram em estúdio. É essa vertente ao vivo que voltará a estar no centro das atenções quando o trio iniciar a digressão europeia associada ao novo álbum.
Em Lisboa, a expectativa terá ainda um elemento adicional: quando os PALAYE ROYALE subirem ao palco do LAV – Lisboa Ao Vivo: «Amsterdamage» já terá chegado ao público há mais de dois meses. O concerto acontecerá, portanto, numa fase em que as novas canções estarão plenamente integradas no espectáculo e a banda já estará a percorrer a Europa com o novo capítulo da sua carreira em andamento. Depois de «Death Or Glory», os PALAYE ROYALE não regressam a Portugal para repetir a fórmula que os trouxe até aqui. Regressam com um disco novo, uma história diferente para contar e uma fase da carreira que começou, literalmente, a ser construída a partir das cinzas.
O regresso está marcado para 6 de Abril de 2027, na Sala 1 do LAV – Lisboa Ao Vivo. Os bilhetes têm um preço de 35€, à venda a partir de 9 de Outubro em primeartists.eu e dos locais habituais.






