Os MADBALL regressam com «Not Your Kingdom» e um manifesto contra o oportunismo e a rebeldia de fachada.
Oito anos. É quanto tempo passou desde que os MADBALL lançaram o seu último álbum de originais, e é tempo suficiente para muita coisa mudar — no hardcore, na indústria, no mundo. A banda nova-iorquina, uma das mais respeitadas e duradouras da cena NYHC, não chegou de mansinho: chegou com o potente hino «Rebel Kids», primeiro single do décimo álbum de estúdio, «Not Your Kingdom», que tem data de edição prevista para 24 de Julho através da Nuclear Blast Records.
A canção estabelece o tom do que aí vem. Num groove de NYHC com arestas melódicas, suportado por acordes suspensos que carregam o peso dos anos de estrada, Freddy Cricien — a verdadeira voz e alma dos MADBALL desde sempre — aponta o dedo àqueles que usam a rebeldia como acessório de moda, aos que “surfam” tendências sem nunca terem construído nada. A letra funciona como ajuste de contas, mas também como carta de princípios.
“O sentimento, a energia e a mensagem da canção tornaram-se o catalisador de tudo o que se seguiu”, diz o timoneiro dos MADBALL num comunicado. “Todos adorámos a faixa de imediato, mas nenhum de nós podia imaginar que seria o primeiro single. Tínhamos vários temas que sentimos poder lançar em primeiro lugar. No fim, a «Rebel Kids» acabou por fazer mais sentido — musical e liricamente. É algo especial para nós, e esperamos que o resto do mundo sinta o mesmo assim que a ouvir.”
O vídeo-clip de «Rebel Kids» — que inclui o breve intro quasi-dub «Rebelude», com que o álbum arranca — foi parcialmente filmado no American Legion Post 82, em Nashville, no Tennessee, um clube histórico ligado a veteranos de guerra que ao longo dos anos acolheu inúmeros artistas de rock e blues. Nesse dia, segundo a própria banda, o palco pertenceu ao hardcore.
«Not Your Kingdom» foi registado nos Boneyard Studios, na mesma cidade, com os interlúdios a cargo de Jeff “Stress” Davis e Chuck Treece, gravados nos Chop Shop Studios. A produção e a engenharia de som ficaram entregues a Andrew Baylis, Aiden Thompson e Grady Saxman, com mistura e masterização finais da responsabilidade de Lee Rouse.
O disco reúne 14 temas e é descrito pelos MADBALL como o seu trabalho mais pessoal até à data — “um olhar cru sobre a perspectiva de Freddy Cricien acerca do estado actual do mundo e da condição humana”, lê-se no comunicado de imprensa. Depois de «For The Cause», de 2018, e de uma fase marcada pelas inevitáveis paragens da pandemia e pelo compasso de espera que se seguiu, os MADBALL regressam com aquilo que historicamente melhor sabem fazer: falar directamente, sem filtros, a quem sempre os acompanhou.

01. Tethered | 02. Flammable | 03. Rebelude | 04. Rebel Kids | 05. Don’t Misstep | 06. What Say You | 07. Stab Wounds | 08. Sunrise | 09. Life’s A Mural | 10. Family First | 11, Clockwork | 12. IWI | 13. The Ride | 14. Chase A Dream




