HEATHEN

HEATHEN prestam homenagem aos IRON MAIDEN com uma versão de «The Prisoner» [streaming]

Os thrashers de São Francisco HEATHEN decidiram assinalar o 50.º aniversário das lendas britânicas com uma releitura fiel — mas devidamente “heathenizada” — de um clássico de 1982.

Há celebrações que se fazem com palavras e há outras que se fazem com riffs potentes. Veteranos da cena thrash da famosa Bay Area de São Francisco, os HEATHEN escolheram claramente a segunda opção para assinalar os 50 anos de carreira dos IRON MAIDEN, editando uma versão de «The Prisoner», tema incluído no clássico «The Number Of The Beast», de 1982. Como podes comprovar em baixo, o projecto foi tratado com um cuidado que ultrapassa o simples exercício de homenagem.

Além da regravação do tema, os HEATHEN foram buscar amostras sonoras da série televisiva homónima que inspirou o original, e recrutou o talentoso ilustrador Dan Goldsworthy — nome conhecido pelo trabalho com os ACCEPT, HAKEN e INHUMAN CONDITION — para transformar visualmente o duende de «Goblin’s Blade», imagem que remete directamente para o álbum de estreia dos californianos, «Breaking The Silence», de 1987. O logótipo da própria banda foi também reformulado para remeter a uma estética que evoca o dos próprios IRON MAIDEN, fechando o círculo de referências.

A mistura e masterização do tema ficaram a cargo do reputado Chris “Zeuss” Harris, produtor com créditos em nomes como 3 INCHES OF BLOOD, MUNICIPAL WASTE e SHADOWS FALL, garantindo à faixa um acabamento sonoro contemporâneo sem trair a espinha dorsal do original.

Kragen Lum, o guitarrista dos HEATHEN, não esconde o peso simbólico da escolha. “O que podemos dizer sobre os lendários IRON MAIDEN que já não tenha sido dito? Deram-nos 50 anos de heavy metal energético e melódico que inspirou os HEATHEN e legiões de outras bandas do género”, afirma o músico. Sobre a escolha específica do tema, Lum foi directo: “«The Prisoner» foi uma escolha fácil para nós. Com a sua introdução pesada, versos aceleraddos, refrão cativante e secção instrumental clássica, é um tema perfeito. Acrescentámos apenas alguns toques para ‘heathenizar’ a canção, mas mantendo-nos fiéis ao que a tornou tão marcante quando foi editada originalmente em 1982.”

O guitarrista remata com um convite à celebração colectiva: “Aproveitem esta gravação enquanto celebramos o 50º aniversário de uma das maiores bandas da história do heavy metal. Up the Irons!”

O lançamento desta versão de «The Prisoner» surge em sintonia com uma extensa digressão norte-americana que os HEATHEN vão levar a cabo em dois momentos distintos. A primeira leva-os a abrir concertos para os também veteranos METAL CHURCH, com a rota a arrancar a 17 de Julho em Derry, New Hampshire, passando por cidades como Montreal, Pittsburgh e Rochester, antes de terminar a 26 de Julho em Leesburg, Virgínia.

Sem pausa, os músicos iniciam em Raleigh, Carolina do Norte, logo no dia 27 de Julho, uma digressão como cabeças de cartaz, com os thrashers VOID como banda de abertura. Este segundo troço passa por salas mais intimistas em cidades como Atlanta, Filadélfia, Milwaukee e Detroit, concluindo-se a 9 de Agosto em Toronto.

A banda mostra-se entusiasmada com este desafio duplo: “Estamos radiantes por nos juntarmos aos lendários METAL CHURCH nesta curta digressão pelo nordeste dos Estados Unidos e Canadá. Vamos dar o nosso melhor nestes concertos antes de partirmos para uma série de datas como cabeças de cartaz com os fantásticos VOID como banda de abertura. Preparámos um alinhamento repleto de clássicos, temas favoritos dos fãs e algumas surpresas que não vão querer perder… Comprem os vossos bilhetes, vemo-nos no mosh pit!”

Recorde-se que, em Fevereiro, os HEATHEN anunciaram a assinatura de um novo contrato com a Napalm Records precisamente através da edição de duas faixas pouco conhecidas, ligadas a outros projectos dos próprios membros do grupo. A primeira foi logo «Never A God», tema-título da maqueta de estreia dos LAUGHING DEAD, banda liderada nos 90s pelo vocalista David White.

Os HEATHEN são frequentemente apontados, a par de nomes como os EXODUS, os TESTAMENT, FORBIDDEN, DEATH ANGEL e VIO-LENCE, como um dos pilares da cena de thrash que floresceu na Bay Area de São Francisco em meados e finais da década de 80. Ao longo dos anos, a formação sofreu várias alterações, mas manteve sempre como base David White na voz e Kragen Lum na guitarra — este último, aliás, conhecido também por substituir Gary Holt nos EXODUS sempre que este tem de se ausentar em digressão com os SLAYER.

A discografia dos HEATHEN conta, até à data, com quatro álbuns de estúdio: «Breaking The Silence», de 1987, «Victims Of Deception», de 1991, «The Evolution Of Chaos», de 2009, e «Empire Of The Blind», de 2020. O disco de estreia, «Breaking The Silence», ultrapassou as 100 mil cópias vendidas em todo o mundo, enquanto o mais recente, «Empire Of The Blind», que dista já seis anos, chegou ao Top 40 das tabelas na Alemanha e na Hungria, tendo também marcado presença nas tabelas de outros países, como a Escócia.