Depois de conquistarem uma base de fãs fiel por cá, os norte-americanos DEAD POET SOCIETY voltam a Lisboa para apresentar o aguardado sucessor de «Fission», já antecipado pelos singles «Sinner Systems» e «Roach».
Os DEAD POET SOCIETY vão regressar a Portugal no dia 21 de Janeiro de 2027 para um concerto único no LAV – Lisboa Ao Vivo, em Lisboa. A banda oriunda de Boston volta ao nosso país numa fase bastante importante da sua carreira, trazendo na bagagem o sucessor de «Fission», o álbum editado em 2024, já antecipado pelos singles «Sinner Systems» e «Roach».
Depois de uma passagem anterior por cá, que ajudou a consolidar a ligação ao público português, o quarteto norte-americano regressa a Lisboa numa altura em que a sua afirmação na Europa continua a ganhar dimensão. A crescente presença em festivais e salas de referência tem acompanhado a evolução de uma banda que, ao longo da última década, construiu o seu percurso de forma pouco convencional, afastando-se das fórmulas mais tradicionais de ascensão dentro do rock alternativo.
Formados em Boston, em 2013, os DEAD POET SOCIETY são constituídos por Jack Underkofler na voz e guitarra, Jack Collins na guitarra, Dylan Brenner no baixo e Will Goodroad na bateria. Curiosamente, o primeiro verdadeiro impulso da carreira do grupo não surgiu nos Estados Unidos, mas sim no México, onde começaram a conquistar seguidores depois de terem sido descobertos através de um blogue. Esse entusiasmo inicial traduziu-se em sete digressões pelo país, incluindo várias actuações como cabeça de cartaz, perante uma base de fãs construída gradualmente, concerto após concerto, sem o apoio das rádios ou de uma exposição mediática significativa.
O reconhecimento no mercado norte-americano só chegaria mais tarde, impulsionado pelas digressões como banda de abertura de Andrés e, posteriormente, dos BADFLOWER, em 2019. Foram esses anos intensos na estrada que moldaram a identidade dos DEAD POET SOCIETY enquanto banda de palco, desenvolvendo uma abordagem marcada pela experiência adquirida em salas de pequena dimensão e em circuitos exigentes. Essa evolução acabaria por refletir-se também na forma como passaram a ser encarados pela crítica especializada, sobretudo após o lançamento de «Fission», o registo que lhes valeu um reconhecimento mais amplo e consistente.
A música dos DEAD POET SOCIETY ocupa um espaço muito próprio dentro do rock alternativo, cruzando influências que vão do garage ao rock progressivo. Um dos elementos mais distintivos da sua identidade sonora é a utilização de uma guitarra fretless por Jack Collins, opção pouco comum que contribui para um caráter singular nas composições da banda.
Essa abordagem é complementada pela versatilidade vocal de Jack Underkofler, capaz de alternar entre momentos mais contidos e explosões de intensidade sem perder coerência interpretativa. A publicação AllMusic já descreveu o som da banda como “dark alternative hard rock” com uma dimensão progressiva, uma definição que ajuda a enquadrar a proposta dos norte-americanos, embora não consiga traduzir por completo a energia que demonstram em palco.
Até ao momento, os DEAD POET SOCIETY editaram dois álbuns de estúdio através da Spinefarm Records: o disco de estreia «-!-», lançado em 2021, e o sucessor «Fission», de 2024. Pelo caminho, vários singles contribuíram para reforçar a sua notoriedade, com destaque para «Running In Circles», que alcançou o 24.º lugar da tabela Mainstream Rock Songs da Billboard e assinalou um importante passo na crescente visibilidade da banda, tanto nos Estados Unidos como na Europa.
Agora, com um novo álbum prestes a chegar às lojas e já antecipado pelos temas «Sinner Systems» e «Roach», o regresso a Lisboa representa mais um capítulo na consolidação da relação dos DEAD POET SOCIETY com o público português. Depois da recepção positiva da anterior visita, o concerto marcado para o LAV – Lisboa Ao Vivo surge como uma oportunidade para apresentar o novo material, sem deixar de revisitar as canções que têm marcado o percurso de uma das propostas mais interessantes do rock alternativo contemporâneo.
Os bilhetes para o concerto têm o preço de 25 euros e vão estar disponíveis a partir da próxima sexta-feira, dia 3 de Julho, em www.primeartists.eu e nos pontos de venda habituais.





