O festival minhoto CA VILAR DE MOUROS anunciou mais nomes para a edição de 2026, incluindo os UGLY KID JOE e PRESIDENT, entre outros, que se juntam a um cartaz que já reunia THE HIVES, BODY COUNT e YUNGBLUD.
O CA Vilar de Mouros continua a desenhar aquele que promete ser um dos cartazes mais eclécticos do Verão português. Depois de uma ronda de anúncios que já tinha garantido a presença de nomes como THE HIVES, BODY COUNT, YUNGBLUD, KULA SHAKER, DROPKICK MURPHYS, KASABIAN ou Ben Harper, o festival minhoto revelou um novo lote de confirmações, numa lista de doze nomes que atravessa gerações e géneros — do britpop mais vincado ao metal industrial, passando pelo funk metal e pelo hard rock dos anos 90.
A abertura do festival, no dia 18 de Agosto, reúne três propostas de sensibilidades bem distintas. Os enigmáticos PRESIDENT, um nome em rápida ascensão dentro da cena de peso britânica, vão trazer pela primeira vez a Portugal uma fórmula que cruza a contundência do género com texturas electrónicas, reforçada pelo secretismo cultivado em torno da identidade dos seus elementos. A banda chega a Vilar de Mouros numa altura de particular exposição: o álbum de estreia, «Blood Of Your Empire», tem edição prevista para Setembro, o que transforma este concerto numa antestreia privilegiada para o público português.
No mesmo dia sobem ao palco os CABARET VOLTAIRE, projecto de Sheffield e pioneiro incontornável do industrial e do pós-punk britânico, que celebram meio século de existência em 2026 — uma efeméride assinalada precisamente com uma digressão que passa também por Portugal. Temas como «Yashar» ou «Nag Nag Nag» continuam a ser referências obrigatórias para perceber a genealogia de tudo o que se seguiu, da electrónica industrial ao techno mais austero. Completam o dia as LAMBRINI GIRLS, que marcaram presença em Paredes de Coura no ano passado e que chegam agora a Vilar de Mouros para injectarem no cartaz a irreverência mais crua do punk britânico contemporâneo.
Também de teor LOUD!ável, o dia 19 de Agosto vai reunir dois nomes de culto dos anos 90 e uma proposta mais recente da cena punk. Os norte-americanos UGLY KID JOE, figuras incontornáveis do rock dessa década, regressam a Portugal num momento particularmente significativo: encontram-se a preparar um novo álbum de originais, com lançamento previsto ainda para este ano, o que deverá trazer a Vilar de Mouros uma antevisão de material inédito ao lado dos clássicos que consolidaram o nome do grupo.
Ainda no mesmo dia, os FISHBONE trazem para o palco minhoto a sua característica fusão entre metal e funk, um cruzamento de géneros que os californianos ajudaram a definir muito antes de se tornar tendência, num registo que a banda tem vindo a reafirmar através de «Stockholm Syndrome», o seu mais recente disco, editado em 2025. Juntam-se ao cartaz desse dia os GRADE2, outro nome que em 2025 passou por Paredes de Coura e que confirma a aposta do festival na cena punk britânica mais contemporânea.
O dia 20 de Agosto é dominado pelo regresso dos KAISER CHIEFS. A banda liderada por Ricky Wilson actua no Minho apenas semanas depois de ter subido ao palco do Rock in Rio Lisboa, trazendo consigo «Kaiser Chiefs’ Easy Eighth Album», editado há dois anos e que confirmou a vitalidade de um grupo que, quase duas décadas depois da estreia, continua a preencher recintos.
Num concerto que se prevê explosivo, não vão certamente ficar de fora os hinos que consagraram a banda de Leeds, como «I Predict A Riot» ou «Everyday I Love You Less And Less». Completam o cartaz do dia os THE LATHUMS, que apresentam em Portugal «Matter Does Not Define», o mais recente trabalho de estúdio, editado em 2025.
No dia 21 de Agosto, os TRIGGERFINGER cumprem um regresso já prometido desde a sua passagem pelo festival em 2025, trazendo de volta a Vilar de Mouros a fúria rock que os tornou habituais da estrada europeia. Ao seu lado, os islandeses KALEO juntam-se ao cartaz com uma proposta que tem conquistado audiências bem para lá da Escandinávia.
O último dia do festival, 22 de Agosto, reúne dois nomes de percursos muito distintos. Os galeses SKINDRED, cuja fusão entre metal e reggae os transformou, ao longo de duas décadas, num dos nomes mais reconhecíveis e imprevisíveis da cena britânica, encerram o cartaz ao lado de Marky Ramone, antigo baterista dos RAMONES, que regressa a Portugal para revisitar ao vivo alguns dos temas mais emblemáticos da banda nova-iorquina — uma rara oportunidade de ouvir, num só concerto, canções que ajudaram a definir a própria gramática do punk rock.
A organização, a cargo da promotora Surprise & Expectation, garante que o cartaz continuará a crescer nos próximos dias, com mais anúncios previstos para a edição de 2026 do festival. Os bilhetes e passes para o evento já estão à venda nos locais habituais, com o passe de cinco dias a custar 160 euros, enquanto o passe de quatro dias — válido para 19, 20, 21 e 22 de Agosto — tem um custo de 130 euros. Os bilhetes diários estão disponíveis por 55 euros. Mais informações disponíveis no site oficial do CA Vilar de Mouros.



