Com os OBSCURA a celebrarem 25 anos de carreira e os PESTILENCE a reforçarem o cartaz, o SHRED FEST traz a Lisboa e ao Porto um dos cartazes mais exigentes do metal extremo técnico dos últimos anos.
O SHRED FEST, conceito itinerante que passou pela América do Norte e pela Austrália antes de chegar ao Velho Continente, vai levar finalmente a cabo e a sua primeira edição europeia no próximo ano e Portugal surge na rota com duas paragens: na República da Música, em Lisboa, a 8 de Fevereiro, e no MOUCO, no Porto, logo no dia seguinte.
Ponto assente: não se trata de mais um festival. O SHRED FEST é uma maratona declarada — 39 datas consecutivas, sem qualquer pausa, que atravessa a Europa e o Reino Unido num formato que exige tudo das bandas envolvidas e promete o mesmo ao público. Uma lógica de resistência, convicção e de respeito por uma cena que raramente recebe atenção proporcional à sua qualidade.
À cabeça da digressão estão os alemães OBSCURA, um dos nomes incontornáveis do death metal técnico das últimas duas décadas. Fundados em 2002, os bávaros entram nesta edição do SHRED FEST a celebrar 25 anos de carreira — um marco que a banda parece querer assinalar com a força de quem tem história acumulada, mas também com a ambição de quem ainda tem algo a dizer. A tour é apresentada como o início de uma nova era para o grupo, embora os contornos concretos dessa renovação fiquem, por agora, em aberto.
O restante cartaz é construído com critério. Os neerlandeses PESTILENCE são, por direito próprio, uma das presenças mais significativas de qualquer alinhamento que se reclame do death metal técnico. Com fundação em 1986 em Enschede, foram dos primeiros grupos a empurrar o género para territórios de complexidade harmónica e estrutural que, à época, soavam quase alienígenas. A sua influência sobre as gerações seguintes é difícil de exagerar — e continua a fazer-se sentir na própria geração que partilha este cartaz.
Essa nova geração tem nome. Os britânicos CRYPTIC SHIFT emergem como uma das propostas mais estimulantes da cena contemporânea, cruzando death técnico com progressivismo e uma sensibilidade sci-fi que lhes confere uma identidade inconfundível. O álbum de estreia, lançado em 2020, foi recebido com entusiasmo nos meios especializados, e a expectativa em torno da evolução ao vivo é considerável.
Os dinamarqueses THUS completam o corpo central do alinhamento, trazendo uma abordagem que articula death metal melódico e progressivo com uma maturidade composicional que contrasta com a relativa juventude da banda. A fechar o cartaz — ou, mais precisamente, a abri-lo — os franceses DVRK assumem o papel de aperitivo sonoro, encarregues de estabelecer desde cedo o nível de intensidade que um evento como este exige.
Os bilhetes para a passagem dupla do SHRED FEST por Portugal vão ser colocados à venda na próxima terça-feira, dia 28 de Abril, às 11:00. Mais informações disponíveis no site oficial da Free Music Events.




