A colaboração dos MONOLORD com o ex-baixista/vocalista dos GRAVE e ENTOMBED resulta num híbrido colossal de doom/death metal que antecipa o álbum mais ambicioso dos suecos até à data.
No próximo dia 29 de Maio, os suecos Thomas Jäger, Mika Häkki e Esben Willems lançam pela Relapse Records aquele que se anuncia como o capítulo mais denso da sua discografia. No entanto, antes disso, os MONOLORD chegam com uma última antevisão: «It’s Neverending», tema que encerra — e dá título — ao novo álbum «Neverending», conta com a participação especial de Jörgen Sandström, ex-GRAVE e ENTOMBED, figura incontornável da história do death metal escandinavo.
A escolha de Sandström não é arbitrária nem cosmética. «It’s Neverending» é um épico de doom/death que exigia uma voz com história, peso e uma certa brutalidade sagrada. Jäger, o guitarrista e vocalista principal dos MONOLORD, começou por gravar uma demo com os seus próprios growls — mais como esboço de intenção do que proposta definitiva.
“Fiz as linhas guturais na demo, mas demorei uma eternidade a gravar”, explica o músico. “Era mais para ilustrar a ideia. No entanto, a voz do Jörgen é muito mais poderosa, e a interpretação que fez da canção é realmente extraordinária.”
Aliás, a reacção em estúdio quando as vocalizações de Sandström chegaram foi, segundo Häkki, de pura euforia. “Quando colocámos as linhas vocais dele no lugar, lembro-me de ter simplesmente começado a rir-me”, conta o baixista. “Foi a minha reacção genuína a como o resultado final me deixou feliz. O Jörgen deve ter aberto um novo portal com aqueles gritos.”
Para gravar «Neverending», os MONOLORD abandonaram a Suécia e viajaram até Ashland, no Oregon, para trabalhar com Sylvia Massy — produtora e engenheira de som com uma carreira que inclui nomes colaborações com nomes como os TOOL, SYSTEM OF A DOWN e Johnny Cash. Uma escolha que alterou profundamente o processo criativo da banda.
O ponto de partida foi incomum: Massy pediu a Jäger que lhe enviasse absolutamente tudo o que o trio já tinha escrito. “Ela pediu-me para lhe enviar tudo o que tínhamos — não apenas as canções escritas para o álbum, mas todos os riffs soltos e ideias que existissem”, recorda o guitarrista. “Enviei-lhe até material que tinha escrito há dez anos. Ela ouviu tudo e enviou-nos uma lista do que queria trabalhar.”
Desse processo saíram doze canções ensaiadas, onze gravadas, oito seleccionadas para o alinhamento final do novo álbum. Um exercício de contenção e foco que, paradoxalmente, resultou num disco que os próprios descrevem como a versão mais expansiva do seu som — concentrada, mas sem limites à vista.
O álbum foi anunciado com «You Bastard», acompanhado de um vídeo que documenta os bastidores das sessões de gravação com Massy. A imprensa especializada recebeu o tema com entusiasmo muito considerável, classificando-o como “glorioso” ou “uma peça de doom substancial e bastante melódica“, cunhando simultaneamente os MONOLORD como os novos “titãs suecos do doom“.
O segundo avanço, «Oozing Wound», trouxe uma surpresa técnica: a banda desceu a afinação das suas guitarras de forma radical, numa aposta no peso máximo que representou “uma mudança significativa” no ADN sonoro do trio.
Agora, com «It’s Neverending» a fechar o ciclo de antevisões, os MONOLORD chegam ao lançamento do próximo dia 29 de Maio com as apostas bem definidas. «Neverending» está disponível em várias edições de vinil limitado, CD e cassete, com as pré-encomendas já disponíveis através da Relapse Records.

01. Iodine | 02. You Bastard | 03. Inside A Collider | 04. Crystal Bridge | 05. Oozing Wound | 06. The Masque | 07. Invisible | 08. It’s Neverending




