MARILYN MANSON

MARILYN MANSON regressa à estrada com nova formação — e surpresas no alinhamento [vídeos]

A primeira noite da digressão de Primavera do Sr. MANSON revelou uma banda renovada, raridades no alinhamento e o regresso de um colaborador histórico que muitos julgavam definitivamente afastado do projecto.

O concerto de abertura da digressão de Primavera de MARILYN MANSON, realizado no passado dia 22 de Abril no Yaamava’ Resort & Casino, em Highland, Califórnia, não foi apenas o arranque de uma série de datas — foi uma declaração de intenções. Com 17 temas em cena, a noite confirmou que, já quatro décadas depois da sua génese, a banda do infame shock rocker continua a operar como um organismo em constante mutação: a formação mudou e o alinhamento revelou surpresas.

A mudança mais imediata e visível foi operada a nível da guitarra. Recentemente integrada na formação dos THE BLACK QUEEN, projecto de Greg Puciato, Reba Meyers já não faz parte da banda de Manson. No seu lugar, surgiu então Nick Annis, músico com um currículo eclético que inclui aparições ao serviço de DOROTHY e KESHA. O contraste de trajectórias é evidente, mas é nessa heterodoxia que reside parte do fascínio histórico do universo de MARILYN MANSON: a sua banda de apoio sempre funcionou como um cruzamento improvável de influências e personalidades.

Igualmente notável foi o regresso de Tim Skold ao baixo. O músico sueco esteve na formação entre 2002 e 2008, tendo começado na guitarra antes de migrar depois para as quatro cordas — é nessa função que reaparece. A presença de Skold implicou outra uma reorganização interna: Piggy D., membro de longa data que tinha assumido o baixo nos últimos anos, transita agora para a guitarra, partilhando com Annis as responsabilidades das seis cordas.

Quanto ao alinhamento, os 17 temas interpretados cobriram um arco generoso da discografia. Canções clássicas como «The Beautiful People», «Disposable Teens» ou «The Dope Show» convivem agora com material recente, nomeadamente «As Sick As The Secrets Within» e «Nod If You Understand», retiradas de «One Assassination Under God – Chapter One», o álbum editado em 2024.

Mais significativo para os seguidores históricos foi o regresso de «(s)AINT», faixa de «The Golden Age Of Grotesque», que não era tocada ao vivo desde 2005 — mais de duas décadas de ausência, portanto. Para além disso, foi também resgatada «Dried Up, Tied Up And Dead To The World», que estava ausente dos palcos desde 2018.

A digressão continua com mais datas pelos Estados Unidos, antes de MARILYN MANSON actuar no Sick New World, em Las Vegas. Para o Verão, está confirmada uma rota por festivais de Verão na Europa, que inclui passagem por Lisboa, e uma co-digressão com ROB ZOMBIE — uma parceria que historicamente tem produzido espectáculos de grande envergadura. Depois, o Outono reserva uma série de concertos comemorativos do 30.º aniversário de «Antichrist Superstar», um dos álbuns mais marcantes do rock pesado norte-americano dos anos 90.