GOJIRA

GOJIRA sem baterista para festivais nos Estados Unidos por “questão de imigração”

Mario Duplantier ficou em terra a poucas horas dos concertos — os GOJIRA viram-se forçados a recorrer a um substituto de última hora para não terem de cancelar.

Os franceses GOJIRA confirmaram esta quinta-feira, dia 16 de julho, que o baterista Mario Duplantier vai falhar as próximas datas da banda nos Estados Unidos devido a um problema burocrático de imigração, cuja natureza exacta não foi especificada. O músico será substituído temporariamente por Luigi Paraventi, dos suíços PALEFACE SWISS. O anúncio foi feito através das redes sociais, num comunicado bastante curto: “O Mario está a lidar com uma questão de imigração que tornou impossível viajar até aos Estados Unidos a tempo dos nossos próximos concertos. Como é lógico, está de coração partido por não estar connosco e lutou arduamente em cada etapa para encontrar uma solução.”

Sobre a escolha do substituto, os GOJIRA não pouparam elogios ao músico dos PALEFACE SWISS: “Estamos muito gratos ao incrível Luigi Paraventi, dos PALEFACE SWISS, que entrou em acção a curto prazo. O Jogador 2 entrou no jogo — respeito.” Até ver Paraventi vai fazer poucos concertos com o grupo, uma vez que a ausência de Mario Duplantier afecta só três compromissos já agendados no calendário norte-americano da banda: hoje, quinta-feira, dia 16, em Cadott, no Wisconsin, no Rock Fest; na sexta-feira, dia 17, em Grand Rapids, Michigan, no festival Upheaval; e no Sábado, dia 18, em Mansfield, no Ohio, no Inkcarceration Music & Tattoo Festival.

Não está ainda claro se o baterista poderá reintegrar a banda nas datas seguintes da digressão norte-americana, uma vez que os GOJIRA não adiantaram qualquer previsão de resolução da situação.

A ausência de Duplantier, um dos pilares rítmicos da banda desde a sua formação, surge num momento de particular visibilidade internacional para os GOJIRA. Em Fevereiro de 2025, o grupo francês foi distinguido com o Grammy de “Melhor Interpretação Metal”, atribuído na pré-transmissão da cerimónia da 67.ª edição dos prémios, na Crypto.com Arena, em Los Angeles. O prémio reconheceu «Mea Culpa (Ah! Ça Ira!)», uma releitura do tema revolucionário francês «Ah! Ça Ira!», que a banda tocou durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Essa actuação, realizada junto à Conciergerie — antiga prisão parisiense onde esteve detida a rainha Maria Antonieta antes de ser executada, em 1793 —, contou com a participação da cantora lírica Marina Viotti e com figuras decapitadas em representação da monarca. O momento tornou-se um dos mais comentados da edição olímpica, consagrando os GOJIRA como a primeira banda de metal a actuar nos Jogos Olímpicos.

Antes desta vitória, o grupo já contava com três nomeações aos Grammy: duas em 2017, nas categorias de “Melhor Interpretação Metal” e “Melhor Álbum de Rock”, pelo disco «Magma», e uma em 2022, novamente na categoria “Melhor Interpretação Metal”. O mais recente LP de originais da banda, «Fortitude», editado em 2021, estreou directamente no primeiro lugar de várias tabelas da Billboard nos Estados Unidos e alcançou ainda a 12.ª posição da Billboard 200, sendo o melhor registo de sempre da banda no mercado norte-americano.

A nível internacional, «Fortitude» entrou no top 10 numa série de países, incluindo França (#2),Reino Unido (#6),Austrália (#3),Alemanha (#8),Bélgica (#2),Países Baixos (#4),Dinamarca (#3),Finlândia (#2) e Noruega (#10). Em Portugal, o álbum alcançou o #4 lugar da tabela de vendas, confirmação do estatuto que os GOJIRA detêm junto do público português.