Com produção de Kurt Ballou e um primeiro single demolidor, os FUMING MOUTH regressam em Julho com «The Ringing Bell».
Basta o nome de Kurt Ballou associado a um LP para que certos ouvidos agucem. O produtor oriundo de Salem, no Massachusetts — também guitarrista dos CONVERGE, responsável por algumas das gravações mais brutas e lúcidas do metal moderno — juntou-se aos conterrâneos FUMING MOUTH, numa parceria que promete render frutos consideráveis. O resultado chama-se «The Ringing Bell» e chega a 17 de Julho pela editora Triple B Records.
O anúncio surge acompanhado do primeiro avanço do álbum: «A Blaze of Nihilism», tema que já tem viídeo-clip e serve de cartão de visita para aquilo que a banda promete ser uma evolução natural do seu som — a fusão de death metal e hardcore que tem caracterizado o percurso dos FUMING MOUTH, mas agora moldada por uma nova dinâmica rítmica.
Sim, porque a novidade mais significativa em torno de «The Ringing Bell» não é sonora, é humana. Jay Weinberg — baterista que durante anos ocupou o lugar de destaque nos SLIPKNOT, antes de uma saída mediática em 2023 — integra agora a formação permanente dos FUMING MOUTH, ao lado do vocalista e guitarrista Mark Whelan, do guitarrista Pat Merson e do baixista Chris Berg.
Esta é a primeira gravação do grupo a contar com Weinberg nas baquetas, e a escolha não é indiferente. Filho de Max Weinberg, baterista histórico da E Street Band de Bruce Springsteen, Jay construiu o seu próprio percurso no universo do metal pesado, e a sua entrada numa banda como os FUMING MOUTH representa tanto uma aposta de visibilidade como uma interrogação bastante legítima: que impacto terá uma presença tão marcada no horizonte sónico de uma banda que sempre soou a garagem incendiada e a urgência sem ornamentos?
Segundo a própria banda, «The Ringing Bell» vai beber da simbologia dos sinos ao longo da história — artefactos que serviram para anunciar perigos, assinalar celebrações, convocar comunidades e marcar o fim de jornadas árduas. É uma metáfora que assenta bem no universo dos FUMING MOUTH: música que funciona como alarme, como chamada de atenção, como sinal de que algo chegou ao fim ou está prestes a começar.
Gravado nos míticos GodCity Studios, em Salem, o disco foi moldado pelo ouvido rigoroso de Ballou, que há vários anos ocupa um lugar singular no panorama da produção da música mais pesada e extrema — capaz de preservar a agressividade bruta das bandas com que trabalha sem lhes esterilizar a energia. As pré-encomendas dos formatos físicos do álbum já estão disponíveis.
A edição de «The Ringing Bell» será acompanhada por uma digressão norte-americana que se estende pelo Outono. Em Agosto, os FUMING MOUTH juntam-se aos veteranos do death metal SIX FEET UNDER para algumas datas, antes de embarcarem numa tour de maior dimensão durante Setembro e Outubro, ao lado dos REVOCATION, DEFEATED SANITY e WEEPING. O cartaz é bem eloquente: entre bandas com décadas de estrada e projectos mais recentes a afirmar-se, os FUMING MOUTH ocupam um espaço cada vez menos periférico no metal contemporâneo.

01. Cheat Death | 02. Self-Exhumed | 03. Finally Fearless | 04. A Blaze Of Nihilism | 05. After Oblivion | 06. Hidden In The Moor | 07. Vivid Revelations | 08. Flourishing Flesh | 09. The Ringing Bell | 10. Barbarian Scourge | 11. Respect Mortality




