FARO ALTERNATIVO

FARO ALTERNATIVO 2026: Três noites de punk, hardcore e metal no coração do Algarve

A 16.ª edição do festival algarvio FARO ALTERNATIVO acontece já no próximo fim de semana, de 2 a 4 de Outubro, levando ao Passeio Ribeirinho de Faro um cartaz que cruza nomes nacionais e internacionais e várias faces da música underground.

Durante o próximo fim de semana Faro entra em modo underground. Entre 2 e 4 de Outubro, o Passeio Ribeirinho recebe a 16.ª edição do Faro Alternativo, numa maratona de três noites dedicada às sonoridades mais pesadas e à cultura independente, com um cartaz que atravessa punk, hardcore, metal e outras ramificações da música alternativa.

Promovido pela A3 – Associação Algarve Alternativo, o festival regressa com uma programação que coloca lado a lado diferentes gerações e geografias, juntando bandas portuguesas a projectos provenientes do Reino Unido, de Espanha e do Brasil. Mais do que obedecer a uma única fronteira estilística, a proposta mantém aquela lógica de cruzamento que tem ajudado a definir o evento ao longo das suas 16 edições.

A primeira investida acontece na sexta-feira, 2 de Outubro, com uma noite particularmente internacional. Os britânicos Desolated surgem entre os principais nomes do alinhamento, acompanhados pelos espanhóis Brothers Till We Die e ainda pelos brasileiros Asfixia Social. A representação nacional fica entregue aos Grankapo, Fear The Lord e Against Them All, num arranque que promete colocar diferentes vertentes da música pesada no mesmo palco.

O segundo dia, Sábado, 3 de Outubro, mantém a aposta numa programação sem grandes preocupações em respeitar fronteiras entre géneros. Os espanhóis Avulsed e Teething integram um alinhamento onde também figuram Besta, Morte Incandescente, Capela Mortuária e Baltum. Entre metal extremo, hardcore e outras linguagens da música pesada, será uma das noites mais diversificadas desta edição.

Para o Domingo, 4 de Outubro, fica guardado um dos nomes mais históricos do cartaz. Os Mata-Ratos, banda fundamental para a história do punk português, assumem o papel de um dos destaques da noite de encerramento, acompanhados por Ancient Settlers, Redemptus, Razor Kids e Undercover Society.

A presença dos Mata-Ratos ajuda, aliás, a estabelecer uma ponte entre diferentes momentos da música alternativa portuguesa, uma ideia que o Faro Alternativo procura preservar através de um cartaz onde coexistem artistas com percursos e linguagens distintas. A organização apresenta precisamente o festival como um espaço de encontro entre gerações, estilos e comunidades ligadas à música independente.

Essa dimensão comunitária não ficará limitada aos concertos. O recinto contará também com um mercado de vendedores e uma zona de comida, acrescentando ao programa uma componente de convívio que faz parte da própria experiência de um festival desta natureza. Entre bandas, o público terá assim espaço para circular, descobrir projetos e vendedores e prolongar a permanência no recinto para lá dos horários de palco.

A programação foi construída, segundo a A3, com especial atenção às bandas que continuam a manter activa a cena underground. É uma abordagem que se traduz num cartaz suficientemente abrangente para cruzar diferentes públicos, mas sem perder de vista a matriz independente que está na origem do festival. E, desta vez, a espera está praticamente terminada. Faltam apenas alguns dias para o Faro Alternativo abrir portas, com a edição de 2026 a arrancar na próxima sexta-feira e a estender-se até Domingo.

Ao longo dessas três noites, o Passeio Ribeirinho de Faro será o ponto de encontro para uma comunidade que continua a encontrar na música pesada e alternativa uma forma de expressão, descoberta e convívio. As portas abrem diariamente às 20:30, estando o primeiro concerto previsto para as 21:00. Os bilhetes têm um preço de 25 euros por dia, com os sócios da A3 a pagarem 20 euros. Para os três dias, o passe custa 55 euros para o público em geral e 45 euros para associados. Mais informações aqui.