Depois de dois singles avassaladores, CHELSEA WOLFE aprofunda o mergulho na folk gótica com um terceiro tema de avanço para o seu novo álbum, que chega a 21 de Agosto.
Depois de um início de Verão marcado por dois singles de peso, CHELSEA WOLFE regressa com mais uma faixa de assinalar: «Cold», tema que serve também para confirmar finalmente a existência de um novo álbum, intitulado «The Dark», e que chega às lojas e plataformas de streaming no próximo dia 21 de Agosto através da Loma Vista Recordings.
A canção, que pode ser escutada em baixo, abre em modo despojado, quase folk, com a voz vibrante e melancólica da compositora norte-americana a assumir um momento de transição — “I’m letting you go”, canta Wolfe, enquanto piano, guitarra acústica e uma bateria tocada com escovas se vão instalando ao fundo, como sombras que se aproximam devagar. O refrão, emocionalmente denso, intensifica-se com uma imagem tão simples quanto arrepiante: “Crying underwater/screaming at the surface”.
O tema surgiu acompanhado por um vídeo-clip em que Chelsea Wolfe e um grupo de amigos encenam uma sessão espírita. Este ritual, conduzido à luz de velas, evolui para momentos de possessão e resulta naquela que poderá ser a imagem mais imponente já captada da artista em vídeo.
«Cold» junta-se assim ao tema-título «The Dark» e a «Death Is Not The End», reveladas há uns dias, completando o que é já um retrato consistente do novo seu próximo longa-duração. Para a construção do disco, Wolfe voltou a contar com um dos seus muitos colaboradores de longa data, Ben Chisolm, juntando-se-lhe agora a compositora também Jennifer Decilveo. A lista de convidados no álbum inclui ainda o guitarrista Robin Finck — habitual colaborador ao vivo dos NINE INCH NAILS, ex-GUNS N’ ROSES —, o baterista de sessão Matt Chamberlain, conhecido pelo trabalho com Tori Amos e Fiona Apple, e elementos dos KAELAN MIKLA.
«The Dark» sucede a «She Reaches Out To She Reaches Out To She», editado em 2024, e assume-se, segundo comunicado da editora, como um álbum sobre despedidas — de relações, de partes da identidade e, sobretudo, de padrões de autoabandono. Este é um disco que fala de abraçar o desconhecido e de largar o passado.
Em comunicado, Chelsea Wolfe reflecte sobre o tom confessional do álbum: “Os fantasmas são assombrados pelos vivos tanto quanto os vivos são assombrados pelos fantasmas”, afirma ela. “Neste álbum não estou a apontar o dedo a ninguém… Estou a assumir responsabilidade. Alguém que talvez tenha sido uma presença tóxica na minha vida… se calhar eu também fui má para essa pessoa. Está tudo bem em afastarmo-nos deste tipo de ligações que só parecem gerar confusão para as duas partes, depois de um longo período a tentar resolver as coisas.”
Quanto aos concertos, a Sra. Wolfe retoma a estrada com uma digressão que atravessa a América do Norte e a Europa a partir de meados de Setembro, com datas completas a serem divulgadas brevemente no site oficial da cantora norte-americana.

01. Cold | 02. Seethe | 03. Humours | 04. Swallower | 05. Halo | 06. The Dark | 07. Turn The Key | 08. I’m Not There | 09. Death Is Not The End | 10. Dancer In The Sky


