O CA VILAR DE MOUROS regressa ao sítio do costume nos dias 18, 19, 20, 21 e 22 de Agosto.
O festival CA Vilar de Mouros revelou esta semana os últimos nomes do cartaz de 2026, fechando assim a grelha de espectáculos que, entre os dias 18 e 22 de Agosto, vai ocupar os cinco dias do mais antigo festival de música da Península Ibérica. À já extensa lista de nomes revelados — YUNGBLUD, DROPKICK MURPHYS, BODY COUNT, KAISER CHIEFS, THE HIVES ou CABARET VOLTAIRE, entre muitos outros — juntaram-se agora os THE MOLOTOVS, Tom A. Smith, THE LILACS, THE COVASETTES, Sydney Ross Mitchell, Rudeboy (a interpretar o reportório dos URBAN DANCE SQUAD em parceria com DJ DNA), MONSTRO e TRAVO.
O primeiro dia em Vilar de Mouros, 18 de Agosto, fica marcado pela presença de duas revelações britânicas. THE MOLOTOVS chegam com o estatuto de banda mais precoce do lote: ainda adolescentes, já tinham partilhado palco com THE LIBERTINES, SEX PISTOLS, Adam Ant e BLONDIE, e contam com o apoio público dos GREEN DAY. O ano que agora terminam, feito de digressões e passagens por festivais como o Isle of Wight, consolidou-os como um dos nomes a seguir da nova vaga britânica.
No mesmo dia atua Tom A. Smith, guitarrista de 22 anos que começou a tocar aos quatro e que já esteve em Glastonbury e Leeds, para além de ter partilhado cartaz com Sam Fender, Elton John, Miles Kane e os Catfish And The Bottlemen. A sua ligação à música estende-se ao cinema: interpreta Dave Stewart, dos EURYTHMICS, no filme Ebony McQueen — um dado que ilustra a versatilidade que tem vindo a construir a sua reputação.
O terceiro dia de CA Vilar De Mouros, 20 de Agosto, reúne duas bandas de Manchester e arredores que têm feito um percurso inverso ao habitual: dos concertos esgotados em salas de bairro para os grandes festivais europeus. THE LILACS, naturais de Wigan, chegam a Vilar de Mouros na maior digressão da sua carreira, com direito à apresentação do EP «The 395 (To Forever)», depois de terem esgotado a O2 Ritz, em Manchester, e conquistado a atenção da Radio X e da BBC Radio 1.
Também de Manchester, os THE COVASETTES trazem uma sonoridade indie de melodias cativantes e letras emotivas, moldada em festivais, e em concertos ao lado dos THE SHERLOCKS e SUNDARA KARMA. Esta dupla de bandas confirma a aposta do festival na nova geração indie britânica, um território que Vilar de Mouros tem cultivado com regularidade nos últimos anos.
A 21 de Agosto, quarto dia de festival, a norte-americana Sydney Ross Mitchell leva a Vilar de Mouros uma escrita que cruza as raízes country do Texas com uma sensibilidade mais contemporânea, adquirida já em Nashville e Los Angeles. Depois do EP de estreia «Pure Bliss Forever», apresenta agora «Cynthia», o segundo capítulo de uma carreira que a crítica norte-americana tem apontado como uma das mais promissoras da nova geração.
No mesmo dia, os portugueses MONSTRO — projecto de Gonçalo Ferreira e Isaac Oliveira — apresentam o álbum de estreia «Unborn Love», um registoo que revisita a pop rock dos anos 60 e a desvia para territórios mais psicadélicos, entre a doçura e a desilusão.
O último dia em Vilar de Mouros, 22 de Agosto, guarda a novidade mais inesperada do cartaz. Rudeboy, vocalista fundador dos URBAN DANCE SQUAD, regressa aos palcos quase duas décadas depois da separação da banda neerlandesa, acompanhado por DJ DNA, também membro original do projecto. O alinhamento do concerto percorre temas dos cinco álbuns do grupo, numa mini-tour europeia por festivais seleccionados, e representa uma oportunidade rara de revisitar ao vivo uma das bandas mais influentes no cruzamento entre rock, rap e funk alternativo dos anos 90.
Fecham o cartaz os TRAVO, quarteto de Braga e Porto que desde «Sinking Creation» tem vindo a impor-se como um dos nomes mais consistentes do rock psicadélico nacional. Com o LP «Astromorph God», editado internacionalmente pela Spinda Records, a banda chega a Vilar de Mouros no rescaldo de uma ascensão sustentada em concertos de intensidade reconhecida, que cruzam psicadelismo, prog-rock, garage e thrash.
Os bilhetes diários para o CA Vilar de Mouros 2026 têm o custo de 55€ e estão à venda na plataforma BOL.pt. Os passes de quatro e cinco dias custam, respectivamente, 130€ e 160€, e incluem acesso gratuito ao campismo, sujeito à capacidade do recinto. Para quem não adquirir passe, existe ainda um bilhete diário de campismo, disponível na bilheteira local, ao preço de 5€.




