O segundo volume da saga gráfica de BRUCE DICKINSON promete revelar os segredos mais sombrios do universo de Necropolis e do Dr. Lazarus numa espiral de misticismo, ciência e loucura.
Enquanto percorria os palcos da América do Norte na sua digressão a solo de 2025, Bruce Dickinson não estava apenas a cantar. Em paralelo com as noites de concertos, o vocalista dos IRON MAIDEN dedicava-se, com a mesma obstinação que o caracteriza há décadas, a construir o segundo capítulo da sua saga de banda desenhada The Mandrake Project. O resultado, anunciado agora pela editora Z2, promete ser tudo menos convencional.
The Mandrake Project: Year Two chega com 184 páginas que mergulham o leitor num território onde a guerra entre magia e ciência pela conquista da imortalidade atinge um ponto de rutura. A narrativa parte de uma experiência de quase-morte que catapulta Necropolis para um mundo paralelo, onde a árvore genealógica da sua família começa a revelar segredos tenebrosos.
A pergunta central que o volume coloca é quase tão filosófica quanto perturbadora: estará este homem condenado a repetir um legado de autodestruição em nome da ambição, ou não passa só de uma peça numa máquina cósmica controlada por forças sobrenaturais?
Bruce Dickinson não esconde que o segundo volume vai mais longe. “Aguentem-se bem, porque isto fica MESMO muito estranho!”, afirmou, com a ironia característica de quem nunca temeu ultrapassar limites. O argumento é de Tony Lee, seu parceiro criativo, que acrescentou com humor: “Acham que o primeiro livro ia dar-nos problemas? Ainda não viram nada.”
O segundo volume mantém a tradição de incorporar referências culturais e históricas que contextualizam o universo da saga. Desta vez, o foco recai sobre Wilhelm Reich — um sociólogo e místico cujas teorias controversas o conduziram à prisão por ordem do FBI, onde morreu em 1957. A inclusão de um artigo extenso sobre Reich é reveladora da ambição intelectual do projecto: não se trata apenas de uma história de banda desenhada de autor, mas de uma obra que dialoga com a história das ideias, com o ocultismo e com a contestação do poder institucional.
Para além da narrativa principal, o volume inclui um conjunto de entrevistas e ensaios sobre a digressão que Dickinson levou a cabo para apoiar o álbum «The Mandrake Project» em 2025, bem como reflexões da equipa criativa sobre o processo de desenvolvimento deste novo capítulo. A introdução é assinada por Sacha Gervasi, realizador do aclamado documentário Anvil! The Story of Anvil.
As edições de luxo, no formato 12″x12″, chegam numa caixa recortada com detalhes em dourado, fita de selagem e bordados em papel dourado. As versões deluxe e platinum — assinadas por Bruce Dickinson — incluem quatro cartões de coleccionador em folha metalizada e a medalha metálica envelhecida do «Mandrake Project», a mesma que o Dr. Lazarus segura nas páginas da obra.
Existe também uma edição mais compacta, no formato 9″x9″, sem caixa de proteção, distribuída através de parceiros como a Amazon, a Barnes & Noble nos Estados Unidos e a HMV no Reino Unido, para além de lojas independentes de banda desenhada e música em todo o mundo.
Rantz Hoseley, editor-chefe da Z2, não disfarça o entusiasmo — e a surpresa — perante o que o segundo volume representa: “Pensava que conhecia os limites da visão louca do Bruce Dickinson para este universo, mas este novo livro deixa uma coisa muito clara: não há limites para onde a história pode ir. E somos todos mais afortunados por isso.” As pré-encomendas já estão disponíveis aqui.





