ANTHRAX

ANTHRAX rompem uma década de silêncio com «It’s For The Kids» [streaming]

Aqui está o primeiro single de avanço para o novo álbum dos ANTHRAX! «Cursum Perficio», um dos discos mais aguardados do thrash em 2026, chega em Setembro após uma década de silêncio discográfico.

O título está gravado na entrada da última casa de Marilyn Monroe. A frase cursum perficio — que tem sido frequentemente traduzida como “a minha viagem termina”, mas cujo significado real é “persevero” ou “estou a completar a minha jornada” — foi escolhida pelos ANTHRAX para baptizar o seu novo álbum de estúdio e diz muitíssimo sobre o estado de espírito da banda. Depois de dez anos sem disco novo, os veteranos de Queens regressam com uma declaração de intenções tão discreta quanto poderosa: não é um fim, é um exercício de perseverança.

O single «It’s For The Kids», que já pode ser escutado no player em baixo, surge como o primeiro avanço para «Cursum Perficio», que tem data de edição prevista para o dia 18 de Setembro, com edição norte-americana pela Megaforce Records e europeia pela Nuclear Blast. O tema chega acompanhado de vídeo-clipe oficial, filmado em Dezembro do ano passado, e serve de cartão de visita para aquele que promete ser um dos lançamentos mais relevantes do metal pesado nos últimos anos.

As sessões de mistura — e parte das gravações — de «Cursum Perficio» decorreram no Studio 606, em Northridge, na Califórnia, o estúdio pertencente a Dave Grohl. À mesa de mistura esteve novamente Jay Ruston, o mesmo produtor que trabalhou com os ANTHRAX em «Worship Music», de 2011, e «For All Kings», de 2016. A continuidade criativa com Ruston não é um detalhe menor: os dois álbuns anteriores sob a sua supervisão foram os mais elogiados da fase contemporânea da banda, e o novo álbum parece querer aprofundar esse caminho.

O disco contém onze faixas, entre as quais se contam «Persistence Of Memory», «The Long Goodbye», «Everybody’s Got A Plan», «The Edge Of Perfection», «Infectious», «NYC 93», «T.O.M.B.», «Watch It Go» e «My Victory», para além do tema-título e do single já revelado.

A lacuna discográfica de uma década é o elefante na sala, mas Scott Ian, guitarrista e co-fundador dos ANTHRAX, desmistifica o hiato. A digressão de «For All Kings» prolongou-se até Novembro de 2019, altura em que os ANTHRAX começavam já a esboçar material novo. A ideia era regressar ao estúdio em 2020 — mas o mundo, como para tantos outros, tinha planos bem diferentes. Foi apenas em 2021 que o processo criativo recomeçou com consistência. “Se contarmos o tempo real de composição e gravação, são talvez três anos, o que é bastante normal para uma banda como a nossa”, explica Ian.

O guitarrista não esconde, no entanto, o entusiasmo — nem a frustração de ainda não poder partilhar o resultado: “É como ter a arma mais poderosa do mundo à tua disposição, mas faltar-te aquele pequeno detalhe para a poderes usar.” O baterista Charlie Benante, por seu lado, acrescenta: “Estou entusiasmado. Muito, mesmo muito, entusiasmado. Este disco é muito, muito bom.” Mas foi sobre a coerência interna do álbum que o músico se mostra mais eloquente — e também mais revelador. “Não são três ou quatro boas canções e depois o resto é uma desilusão. Cada faixa aguenta-se sozinha.”

Fundados por Scott Ian e o baixista Dan Lilker em Queens, Nova Iorque, no dia 18 de julho de 1981, os ANTHRAX foram dos primeiros grupos de thrash a emergir da Costa Leste norte-americana, rapidamente reconhecidos como um dos pilares do género ao lado de METALLICA, SLAYER e MEGADETH — a famosa formação conhecida como o Big Four. Em 2021, celebraram quatro décadas de carreira com uma série de iniciativas comemorativas.

O catálogo da banda soma onze álbuns de estúdio, várias certificações de ouro e platina, seis nomeações para os Grammy e milhares de espectáculos em todo o mundo, incluindo uma noite no Madison Square Garden e a histórica actuação no Yankee Stadium no âmbito da digressão do Big Four. «For All Kings», o LP mais recente até agora, foi considerado por vários críticos como o ponto mais alto da discografia dos ANTHRAX — uma fasquia que «Cursum Perficio» agora se propõe, pelo menos, igualar. Pelas palavras de quem o fez, há razões para acreditar que pode mesmo superá-la.

Com o lançamento do novo álbum no horizonte, os ANTHRAX já delineiam também uma agenda intensa de concertos. Para 2026, estão previstas dezenas de datas, incluindo uma série de actuações na América do Norte como banda de suporte dos IRON MAIDEN, sinalizando que o regresso dos ANTHRAX será acompanhado por uma forte presença em estrada. Por cá, a banda actua a 7 de Julho, no Estádio da Luz, como “banda de suporte” ao famoso grupo britânico.