Trinta anos depois da formação em Tumba, os AMON AMARTH preparam a edição do seu 13.º álbum de estúdio — e voltam a invocar Oden para uma nova era de conquistas. «The Allfather Awakens», novo álbum de originais dos suecos, chega no dia 2 de outubro: «Gjallarhorn» é o novo tema de avanço.
Há bandas que constroem carreiras sobre temas recorrentes; os AMON AMARTH ergueram sobre eles uma verdadeira mitologia. Trinta e quatro anos depois da fundação da banda em Tumba, na Suécia, o quinteto regressa com «The Allfather Awakens», o seu décimo terceiro álbum de originais desde a estreia com «Once Sent From The Golden Hall», em 1998. Como seria de esperar, a figura de Oden — o “all father” nórdico, deus da guerra, da sabedoria, da morte, da magia e da poesia — volta a ocupar o centro simbólico do disco, tanto nas letras como na arte de capa.
Os AMON AMARTH fazem, porém, questão de esclarecer que não se trata de um álbum conceptual, mas antes de uma coleção de narrativas épicas de inspiração histórica, atravessadas por temas de conflito e sacrifício em nome de um bem maior.
O anúncio surge poucas semanas depois de os músicos terem editado «Upphaf», o seu primeiro tema acústicao de sempre — um momento de recolhimento que os próprios descrevem como uma história oral. «Gjallarhorn», o mais recente single, representa o contraponto imediato: um regresso furioso ao território clássico dos AMON AMARTH, com um riff de guitarra vigoroso e um refrão de andamento acelerado que promete tornar-se, segundo a própria banda, um habitual da sua presença em palco.
A canção serve para retomar o mito do sacrifício de Oden, que arrancou o próprio olho e o lançou ao poço de Mímisbrunnr em troca de sabedoria cósmica capaz de moldar o destino de deuses e dos homens. Em torno desta imagem, os AMON AMARTH constroem uma proposta simbólica dirigida aos fãs: quem já recebeu “o olho” sabe o que fazer; quem ainda não o recebeu é convidado a procurá-lo.
Segundo o comunicado de anúncio do disco, «The Allfather Awakens» “nasceu de um processo distinto do habitual na carreira da banda“. Em vez de aguardarem por uma pausa nas digressões para se dedicarem à escrita, os AMON AMARTH começaram a compor ainda em estrada, consolidando o material ao longo de duas sessões de gravação separadas por vários meses, no estúdio do produtor Jacob Hansen, na Dinamarca. A primeira sessão decorreu na primavera de 2025; a gravação final ficou concluída em Março de 2026.
Este método permitiu à banda concentrar-se inteiramente em cada tema antes de avançar para o seguinte, tratando praticamente cada canção como um single autónomo. Segundo o guitarrista Olavi Mikkonen, “trabalhámos uma canção de cada vez e tentámos torná-la o melhor possível. Depois gravávamos uma canção de cada vez até estar totalmente terminada — bateria, guitarras e voz. Só então avançávamos para a seguinte.” Também a sonoridade das guitarras sofreu ajustes: a banda optou por um registo menos moderno, abandonando os amplificadores 5150 em favor dos tradicionais Marshall.
Curiosmente, a faixa que dá nome ao álbum, «The Allfather Awakes», foi a última a ser escrita, mas o imaginário histórico e mitológico volta a atravessar a generalidade das faixas, com títulos como «Eight Legs Of Thunder», «Kvasir’s Blood» ou «Die With A War Cry». Já em «We Rule The Waves», o vocalista Johan Hegg dá voz a um dos temas mais recorrentes da banda — a errância marítima dos povos nórdicos. A capa do álbum, um retrato de Oden assinado por Tom Thiel, marca a sétima colaboração do ilustrador com a banda.
Formados em 1992, ao longo de mais de trinta anos, os AMON AMARTH consolidaram um estatuto que ultrapassa largamente o universo do death metal melódico sueco. Partilharam cartaz com nomes como SLAYER, IRON MAIDEN, SLIPKNOT e PANTERA, encheram recintos como o The Forum, em Los Angeles, ou o histórico Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, e somam presenças de destaque nos principais festivais europeus — duas vezes cabeças de cartaz do britânico Bloodstock Open Air, quatro presenças no Download entre 2008 e 2019, e oito actuações no Summer Breeze desde 2003, seis delas como headliner. Em 2024, tocaram para 85 mil pessoas no Wacken Open Air.
Note-se ainda que o lançamento de «The Allfather Awakens» surge num momento de forte visibilidade para a banda, que prepara uma digressão norte-americana ao lado de DETHKLOK e CASTLE RAT. No Outono, o novo disco ganha também forma em palco, através de uma produção inteiramente nova, inspirada no lendário Salão Dourado de Oden, que promete transformar o já reconhecível espetáculo ao vivo da banda numa extensão viva do álbum.
“Com «The Allfather Awakens», os AMON AMARTH confirmam aquilo que a carreira já vinha a sugerir há três décadas: a de uma banda capaz de reinventar, disco após disco, um universo mitológico que, longe de se esgotar, continua a alimentar tanto a escrita da banda como a devoção colectiva do seu público“, lê-se a rematar o comunicado de imprensa.. A banda actua em Lisboa em Novembro, podes conferir a capa e o alinhamento completo do disco em baixo, com as pré-encomendas disponíveis através da Metal Blade Records.

01. Gjallarhorn | 02. Eight Legs Of Thunder | 03. Kvasir’s Blood | 04. We Rule The Waves | 05. Upphaf | 06. Die With A War Cry | 07. Raven God | 08. The Allfather Awakes | 09. Oden’s Hunt | 10. Ascending Like An Eagle


