AA WILLIAMS

A.A. Williams anuncia álbum «Solstice» e regressa com o single «Poison» [streaming]

O terceiro disco da cantora britânica A.A. WILLIAMS chega já a 5 de Junho, e o tema de avanço «Poison» surge acompanhado por um vídeo-clip que explora a linha ténue entre a euforia e a autodestruição.

A.A. WILLIAMS tem sido uma das vozes mais singulares a emergir da cena britânica nos últimos anos — uma artista que habita com rara convicção no espaço onde a fragilidade e a força se tocam, e onde o silêncio antecede a tempestade. Recentemente, Williams confirmou o que muitos aguardavam: o seu novo álbum chama-se «Solstice» e vai ser lançado a 5 de Junho.

Um dos singles já revelados chama-se «Poison» e surgiu acompanhado por um vídeo-clip. Nas palavras da própria A.A. WILLIAMS, trata-se de “uma canção sobre aprender a não ter medo da liberdade”. A letra descreve um percurso de desprendimento gradual — as restrições que se desfazem, o impulso que cresce, a razão que cede à imprudência — até ao ponto em que a euforia e a autossabotagem se tornam indistinguíveis.

“Desesperada por satisfazer os teus desejos, incendeias tudo o que construíste. Enquanto o velho mundo desmorona, tu elevas-te, sem medo”, acrescenta a artista. É uma síntese poderosa do que a «Solstice» parece prometer: um LP que não recua perante a contradição, que encontra no colapso uma forma de renovação.

Como será fácil de perceber, o título «Solstice» não é inocente. Um solstício é um limiar — o momento em que a luz e a escuridão atingem o seu ponto extremo antes de se inverterem. É precisamente nessa fronteira que A.A. WILLIAMS parece ter construído este novo trabalho: entre a sombra e o renascimento, entre a confissão sussurrada e o crescendo que tudo engole.

Do ponto de vista sonoro, o álbum aponta para uma expansão do universo que a artista britânica tem vindo a construir desde os seus primeiros registos. As guitarras acumulam-se como frentes de mau tempo, as cordas surgem com uma leveza quase frágil antes de cederem lugar a ondas de distorção intensa, e a voz de Williams percorre toda a amplitude dinâmica disponível — do murmúrio íntimo à intensidade que não pede licença para entrar. É música que se move como um ritual, com a sua própria temporalidade e gravidade.

A imagem evocada não é nova para quem acompanha a carreira da artista, mas «Solstice» promete uma maturidade formal e emocional que os anos de tours intensas e colaborações reconhecidas alimentaram claramente durante a última década.

A.A. WILLIAMS não é um caso de ascensão repentina. A cantora e compositora londrina construiu a sua reputação de forma consistente, através de concertos exigentes, de reinterpretações que quebraram as expectativas e de uma relação com o público que assenta na autenticidade bastante mais do que na espectacularidade. O seu trabalho tem sido acolhido com entusiasmo tanto em contextos de música independente como em círculos ligados ao metal progressivo e ao pós-rock — uma porosidade de géneros que diz muito sobre a sua recusa em ser catalogada.

«Solstice» surge assim não como uma reinvenção, mas como uma consolidação. O disco de uma artista que sabe onde está, de onde veio e para onde quer ir — ainda que o caminho atravesse a escuridão.

O alinhamento completo e a capa do álbum podem ser vistos em baixo, com as pré-encomendas dos formatos físicos já disponíveis. «Solstice» chega a 5 de junho de 2026.

01. Poison | 02. Wolves | 03. Little By Little | 04. Hold It Together | 05. Outlines | 06. I’ve Seen Enough | 07. The Veil | 08. Just A Shadow | 09. It Won’t Rain Forever | 10. Breathe | 11. The Gentle Harm