Esta nova peça visual cruza uma estética sombria com realismo urbano, e dá continuidade ao ciclo de promoção do mais recente álbum de estúdio dos SOULFLY.
Os SOULFLY revelaram um vídeo-clip animado para o tema «Favela/Dystopia», acrescentando uma nova dimensão visual ao seu universo sonoro. A estreia marca mais um momento de actividade intensa para a banda liderada por Max Cavalera, que continua a explorar diferentes formas de expressão artística com um indelével fio condutor.
A animação e realização do vídeo-clip, que podes ver no player em baixo, ficaram a cargo da Creeptoons, responsável por traduzir em imagens a dualidade presente no próprio tema. A banda descreve este novo vídeo como um cruzamento improvável entre duas referências cinematográficas distintas: o imaginário gótico e estilizado de The Nightmare Before Christmas, de Tim Burton, e a crueza social retratada em Cidade De Deus, filme brasileiro que expõe o quotidiano violento das favelas do Rio de Janeiro.
O resultado é uma peça visual que reflete esse contraste entre a fantasia e a realidade, acompanhando a intensidade rítmica e a carga temática de «Favela/Dystopia». A escolha estética reforça a ligação histórica dos SOULFLY às raízes culturais brasileiras de Max Cavalera, ao mesmo tempo que projecta a sua música para territórios mais conceptuais e cinematográficos.
Este lançamento surge numa altura em que os SOULFLY se encontram numa tour pelos Estados Unidos, actuando como suporte directo aos icónicos GWAR. A acompanhar esta série de concertos estão também os australianos KING PARROT, completando um alinhamento que reforça bem o peso e a diversidade do circuito mais extremo do metal contemporâneo.
«Chama», o décimo terceiro registo de estúdio dos SOULFLY, foi editado no dia 24 de Outubro de 2026 através da Nuclear Blast Records. O novo LP de Max Cavalera e companhia veio reafirmar a essência tribal e incendiária da banda com um conjunto de temas que exploram tanto a herança espiritual como a raiva contra os males do mundo moderno.
Num comunicado de imprensa, Max Cavalera explicou a escolha do título do álbum: “Chama é a palavra brasileira para chama, mas também significa ‘um chamamento’. Respeito ao Alex Pereira por usar a «Itsari» nas suas entradas no UFC. «Chama» é inspirado pela energia desses momentos. Este álbum é o som do fogo SOULFLY! Mal posso esperar para tocar estas músicas ao vivo para a nossa tribo. Chama!”. Essa referência a Pereira, campeão de artes marciais mistas, reforça a ligação entre a música e a combatividade, algo que sempre foi um dos traços identitários do legado dos SOULFLY.
O papel da família Cavalera mantém-se central neste novo capítulo. Zyon Cavalera, baterista e filho de Max, teve aqui uma participação alargada, não apenas na performance, mas também na produção do álbum. O próprio sublinha: “Com cada disco dos SOULFLY em que participei, consigo sentir a minha evolução em tempo real. Este não foi diferente, já que tive a oportunidade de assumir uma boa parte da produção pela primeira vez. Tentar levar a banda a lugares onde nunca tinha estado antes foi um prazer e estou ansioso por fazer mais trabalho de produção no futuro!”.
Gravado nos Platinum Underground Studios, em Mesa, no Arizona, com engenharia de John Aquilino, o álbum contou com produção de Zyon Cavalera em parceria com Arthur Rizk, responsável também pela mistura e masterização. Rizk, bem conhecido pela sua colaboração com vários projectos ligados à família Cavalera e pela influência que tem exercido no metal moderno, surge neste contexto como sendo uma peça fundamental na consolidação do som de «Chama».




