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SILVERTOMB regressam do silêncio com álbum marcado para 13 de Novembro [vídeo-clip]

Sete anos depois de um hiato imposto pela pandemia e por batalhas pessoais, os SILVERTOMB, que são liderados por Kenny Hickey e Johnny Kelly, ambos ex-TYPE O NEGATIVE, preparam-se agora para editar «The Interpretation Of Nightmares». O single «No Way To Live» já pode ser escutado em baixo.

Os SILVERTOMB, supergrupo de doom norte-americano, que junta antigos membros dos TYPE O NEGATIVE, AGNOSTIC FRONT e SHEER TERROR, anunciaram lançamento do segundo álbum de originais para 13 de Novembro, através da editora Steamhammer, encerrando assim um interregno que ameaçou ditar o fim precoce do projecto.

Há supersticiosos que evitam sextas-feiras 13 como quem foge de um mau presságio. Os SILVERTOMB, o supergrupo de doom norte-americano, que junta antigos membros dos TYPE O NEGATIVE, AGNOSTIC FRONT e SHEER TERROR,escolheram precisamente essa data para regressar às edições. Como é óbvio, a ironia não é despicienda para uma banda cujo nome remete para túmulos de prata e cuja música se alimenta de atmosferas muito sombrias: «The Interpretation Of Nightmares», o segundo LP do grupo, chega às lojas e plataformas de streaming a 13 de Novembro de 2026, via Steamhammer.

O primeiro single de avanço a ser conhecido do novo álbum chama-se «No Way To Live» e, como podes comprovar no player ali em baixo, assume-se como uma faixa relativamente mais rápida, funcionando quase como contraponto aos momentos mais lentos e sombrios que, segundo tudo indica, dominam o restante alinhamento. Liricamente, a canção aborda temas de rejeição e de dor — território emocional que não é propriamente estranho ao imaginário dos SILVERTOMB, nem ao percurso pessoal recentemente partilhado por Kenny Hickey.

O anúncio e o single marcam o fim de um silêncio de sete anos, período que separou este novo registo do aclamado LP de estreia, «Edge Of Existence», lançado em 2019. Entre um álbum e o outro, houve uma pandemia, houve uma paragem forçada e houve, também, uma travessia pessoal que o vocalista e guitarrista Kenny Hickey não esconde ao anunciar o regresso da banda.

Mesmo quando as coisas começavam finalmente a correr melhor para os SILVERTOMB, ficámos de mãos atadas durante vários anos por causa da pandemia e das suas consequências duradouras; para além disso, tinha um problema com o álcool que precisava urgentemente de ser resolvido“, afirmou o músico, olhando para trás sobre o período entre 2020 e 2024.

A frase resume, sem grandes rodeios, o que impediu os SILVERTOMB de capitalizarem mais o impulso gerado pelo «Edge Of Existence», disco recebido de forma unanimemente positiva tanto pela crítica especializada como pelo público. Na altura, chegou mesmo a estar agendada uma digressão ao lado dos MONSTER MAGNET — planos que o confinamentoreduziu a cinzas.

Os SILVERTOMB não nasceram do vazio, nem da vontade repentina de juntar nomes sonantes numa formação. A ligação entre Kenny Hickey e Johnny Kelly, respectivamente guitarrista/vocalista e baterista, remonta aos lendários TYPE O NEGATIVE, a banda que ambos integraram e que deixou uma marca indelével no metal gótico e no doom das últimas três décadas. Depois da dissolução do colectivo, a dupla manteve-se activa com os SEVENTH VOID, projecto que viria a funcionar como ponte directa para aquilo que os SILVERTOMB se tornariam.

À banda juntam-se três nomes igualmente reconhecidos na cena: o guitarrista Joe James, ex-AGNOSTIC FRONT, a referência incontornável do hardcore nova-iorquino; o baixista Hank Hell, conhecido do trabalho com os SHEER TERROR; e Aaron Joos, responsável pela guitarra, teclados e voz, cuja entrada na formação viria a redesenhar por completo a sonoridade do grupo. “Há um rol de elementos que já explorávamos nos SEVENTH VOID“, diz Johnny Kelly. “O que fazemos com os SILVERTOMB parece um continuar disso, mas as canções e as estruturas das canções ganharam vida própria.

A sonoridade é mais estratificada e texturada — não ao ponto do que fazíamos com os TYPE O NEGATIVE, mas acho que está um pouco mais próximo dessa vibração. Não soa a TYPE O, mas, obviamente, há dois elementos dos TYPE O NEGATIVE nesta banda, por isso claro que vai haver semelhanças. Continua a ser uma abordagem mais orientada para o rock do que era com os TYPE O, que eram muito mais lentos e soturnos, mas há mais camadas e texturas do que havia nos SEVENTH VOID.

Dito isto, os SILVERTOMB apresentam «The Interpretation Of Nightmares» como um LP que supera o antecessor em vários aspectos. No comunicado de imprensa, o disco é descrito como um exercício de doom matmosfericamente denso, herdeiro directo das texturas góticas que Hickey e Kelly ajudaram a definir com os TYPE O NEGATIVE, mas moldado agora por uma identidade própria, consolidada ao longo de mais de uma década de trabalho conjunto.

Com edição marcada para 13 de Novembro através da Steamhammer, os SILVERTOMB parecem determinados a transformar o número sete — de anos de espera, de hiato, de dificuldades — não numa maldição, mas numa espécie de purga necessária. Resta agora aguardar para perceber se «The Interpretation Of Nightmares» conseguirá, de facto, corresponder à ambição anunciada e devolver à banda o lugar de destaque que «Edge Of Existence» prometia antes de tudo parar.

01. Brain Matter / No God | 02. Ascension | 03. Graves In The Sky | 04. You Know | 05. Prayer For The Paranoid | 06. Distorted | 07. No Way To Live | 08. When Will You Learn?