Em estreita colaboração com a família Osbourne, ROBBIE WILLIAMS prestou homenagem a OZZY com uma versão de «No More Tears».
O nome de Ozzy Osbourne voltou a ecoar com particular intensidade em Manchester, na noite de 28 de Fevereiro, quando o lendário cantor britânico foi distinguido, a título póstumo, com o prémio de carreira na edição de 2026 dos BRIT Awards. A distinção reconheceu formalmente um percurso que redefiniu os limites do heavy metal e consolidou uma influência que atravessou mais de cinco décadas.
A cerimónia incluiu um segmento de vídeo bastante evocativo, que percorreu vários momentos da vida e carreira de Ozzy, culminando numa mensagem especial de Dolly Parton, que surgiu a partir de Nashville para prestar homenagem ao artista britânico. “O Ozzy Osbourne dedicou toda a sua vida à música e o seu legado deixou uma marca permanente no tecido dos amantes de música em todo o lado. E estamos a falar de alguém que sabia roubar o espectáculo”, afirmou a icónica cantora, aproveitando para sublinhar todo o impacto do seu legado.
Na mesma mensagem, destacou também a dimensão performativa que definiu a sua carreira: “O Ozzy sabia como captar a atenção com o seu amor pela teatralidade e pelo seu talento musical — conseguia transformar qualquer ocasião num espectáculo completo. No seu núcleo, o Ozzy era um verdadeiro showman. O seu legado deixou uma marca permanente nos amantes de música em todo o mundo.”
O momento seguinte trouxe ao palco Sharon Osbourne, acompanhada pelos filhos Kelly Osbourne e Louis Osbourne, que aceitaram o prémio em nome de Ozzy. Visivelmente emocionada, a viúva do cantor partilhou palavras que refletiram tanto o orgulho como a ausência sentida:
“É uma honra aceitar este prémio pelo meu lindo marido. Deus sabe como eu gostaria que ele estivesse aqui para o receber… O Ozzy está a olhar por nós neste momento. Tornou-se um dos músicos mais reconhecidos e respeitados. Para ser sincera, ele era o egomaníaco mais humilde que alguma vez conhecerão. No final do dia, será sempre uma estrela do rock… Se o Ozzy estivesse aqui esta noite, estaria extremamente orgulhoso por receber isto do país que tanto amava.”
No entanto, o ponto alto da noite chegou com uma actuação especial concebida como homenagem ao cantor. Uma interpretação de «No More Tears», tema originalmente editado em 1991 e um dos marcos da sua carreira a solo, que reuniu em palco vários músicos que fizeram parte do seu percurso ao longo dos anos, incluindo Adam Wakeman, Robert Trujillo, Tommy Clufetos e, claro, Zakk Wylde. A actuação foi liderada por Robbie Williams, convidado pessoalmente por Sharon Osbourne, refletindo a admiração e proximidade que mantinha com a família.
Ozzy Osbourne faleceu em Julho de 2025, deixando um legado que transcende a sua própria obra. Como cantor dos BLACK SABBATH, ajudou a estabelecer as bases do metal com álbuns e temas fundamentais como «Paranoid», «Iron Man» ou «Children Of The Grave», que redefiniram a linguagem do género. A sua carreira a solo consolidou essa influência com discos e canções como «Crazy Train», «Bark At The Moon» e a já referida «No More Tears», ampliando o seu alcance artístico e cultural.
Ao longo de mais de cinquenta anos de actividade, vendeu mais de 100 milhões de discos, recebeu cinco prémios Grammy e foi distinguido com várias honras institucionais. Foi também o criador do Ozzfest, um festival que desempenhou um papel decisivo na promoção de novas gerações de artistas dentro do metal e da música pesada.
Durante a cerimónia, Stacey Tang, presidente do comité dos BRIT Awards de 2026, sintetizou o impacto do artista: “O Ozzy Osbourne foi uma força poderosa na música moderna. Com uma voz inconfundível e uma presença única, transformou o som e o espírito do rock, inspirando gerações de artistas. Este prémio reconhece um legado notável, construído com base na originalidade e numa influência duradoura que continua a ligar-se aos fãs em todo o mundo.”
A noite terminou com a confirmação de uma evidência que a história há muito consolidou: Ozzy não foi só um músico marcante, mas uma figura que ajudou a definir o próprio significado do rock enquanto expressão cultural, artística e humana.






