O maior espectáculo dos lendários NEVERMORE em mais de uma década acontece no WACKEN OPEN AIR, com Jeff Loomis a garantir um alinhamento de clássicos, uma nova formação e até a possibilidade de novas canções.
Após mais de quinze anos de silêncio, os NEVERMORE preparam-se para regressar à estrada em 2026, num anúncio que rapidamente se tornou num dos mais comentados no ano transacto e reacendeu a atenção da comunidade metal internacional. Numa publicação nas suas redes sociais, o guitarrista Jeff Loomis confirmou que a banda norte-americana fará o seu regresso oficial no gigantesco Wacken Open Air, com formação renovada e a possibilidade concreta de tocar material novo, além de um alinhamento centrado nos temas clássicos que definiram o legado do grupo de Seattle.
O ponto alto deste regresso será a actuação já anunciada para o dia 1 de Agosto de 2026, quase 16 anos após a última passagem da banda norte-americana pelo emblemático festival alemão. Num curto vídeo, o músico não escondeu o entusiasmo em torno deste reencontro com o público.
“Grandes notícias para toda a gente. Vamos regressar ao Wacken depois de quase 16 anos com alguns novos membros na banda e possivelmente novas canções também. Mas, definitivamente, vamos tocar os velhos clássicos e abanar o palco”, afirmou o guitarrista, deixando claro que o respeito pela herança dos NEVERMORE continuará a ser central nesta nova fase.
Até ao momento, a formação confirmada inclui Jeff Loomis e o baterista fundador Van Williams, aos quais se juntam um novo vocalista e um novo baixista, cujas identidades ainda não foram reveladas. A escolha destes músicos foi precedida por uma extensa audição à escala global, lançada no início de 2025, que reuniu mais de 650 candidaturas de instrumentistas e vocalistas de todo o mundo. Segundo Loomis, o processo foi exigente, mas necessário para garantir que a nova encarnação dos NEVERMORE estará à altura do seu passado artístico e técnico.
O regresso dos NEVERMORE acontece quinze anos depois de um período conturbado que levou à saída de Jeff Loomis e Van Williams em 2011, na sequência de divergências internas que culminaram também no cancelamento das digressões que tinham planeadas. Na altura, o vocalista Warrel Dane rejeitou desde logo a ideia de um fim definitivo da banda, mas admitiu que seria extremamente difícil avançar sem Jeff Loomis, chegando mesmo a afirmar que não faria outro álbum dos NEVERMORE sem o guitarrista.
Como é do conhecimento geral, essa possibilidade ficou dramaticamente comprometida com a morte de Warrel Dane, em 2017, vítima de um ataque cardíaco, um acontecimento que marcou a história do metal e tornou qualquer reunião um assunto delicado e emocionalmente complexo. Durante os anos seguintes, Jeff Loomis manteve-se activo noutras frentes, nomeadamente como membro dos ARCH ENEMY, banda com a qual esteve durante cerca de uma década.
No entanto, a vontade de regressar aos NEVERMORE nunca desapareceu. Em declarações à imprensa, o guitarrista explicou que uma das razões para abandonar os ARCH ENEMY foi precisamente a necessidade de retomar o controlo criativo do seu percurso musical. “Queria voltar a estar ao volante da minha própria música. Senti que tinha de recuperar a minha antiga banda, que foi uma parte muito importante da minha vida durante muito tempo”, explicou, sublinhando o peso pessoal e artístico desta decisão.
No entanto, nem todas as reações ao anúncio foram positivas. Jim Sheppard, baixista original e fundador do grupo, criticou duramente o regresso dos NEVERMORE quando se soube que voltariam ao palco com uma nova formação , considerando-o “totalmente desrespeitoso” e lamentando o facto de não ter sequer sido contactado antes do processo avançar. Mais tarde, acabou por suavizar a sua posição: “Dito isto, não posso negar que lhes desejo o melhor”, escreveu numa declaração que, embora não apague totalmente o conflito, sugere algum distanciamento emocional face ao regresso.
Apesar das críticas, Jeff Loomis continua a defender que esta nova fase pretende respeitar a história dos NEVERMORE. Segundo o guitarrista, a actual formação vai “honrar o legado enquanto forja também um novo caminho” e promete que os NEVERMORE regressarão “maiores e melhores que nunca”. Em suma, o regresso dos NEVERMORE em 2026 não é apenas um acontecimento nostálgico, mas um capítulo novo numa história marcada por tensão criativa, perda e reinvenção.












