NEVERMORE

NEVERMORE revelam nova formação e assinam com a Reigning Phoenix Music [vídeo]

Os históricos norte-americanos NEVERMORE regressam aos palcos em Abril e, em jeito de antecipação acabam de estrear um documentário com imagens inéditas de ensaios com a nova formação.

Hoje, o regresso dos NEVERMORE deixa definitivamente de ser uma hipótese para passar a ser um plano concreto. Os clássicos do heavy metal norte-americano assinaram contrato com a Reigning Phoenix Music (RPM), dando um passo decisivo num processo de renascimento que tem vindo a ser acompanhado com expectativa pelos fãs. Em simultâneo, os membros fundadores Jeff Loomis e Van Williams anunciaram uma formação renovada e revelaram imagens documentais dos primeiros ensaios desta nova fase.

A nova encarnação da banda integra Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen na voz, juntando-se ao núcleo duro formado pelo guitarrista Loomis e e pelo baterista Williams. A estreia ao vivo da nova formação dos NEVERMORE está marcada para o dia 1 de Abril, em Istambul, Turquia, num concerto que simboliza o recomeço de um dos nomes mais respeitados do metal moderno.

A acompanhar este anúncio, os NEVERMORE disponibilizaram um documentário realizado e produzido por Ola Englund, que oferece um olhar directo sobre os ensaios realizados em janeiro nos Swans Neck Soundworks, em Väderstad, na Suécia. O filme inclui interpretações cruas de temas clássicos como «The River Dragon Has Come», «Engines Of Hate» e «The Heart Collector», bem como imagens do processo de audições e das discussões internas que antecederam a decisão de reactivar o projecto.

Sobre a assinatura com a editora, Loomis e Williams afirmam: “Estamos entusiasmados por anunciar que os Nevermore assinaram oficialmente com a Reigning Phoenix Music! Foi óbvio desde o início que eram o parceiro perfeito para a nova era dos Nevermore. A paixão deles pelo metal, combinada com a vastíssima experiência da equipa na indústria, tornou a decisão fácil. Mal podemos esperar para regressar aos palcos diante dos nossos fãs em Istambul, no dia 1 de Abril, e estamos igualmente entusiasmados por terminar a composição e a preparação do novo álbum dos Nevermore!”

Do lado da editora, o cofundador Gerardo Martinez não escondeu o entusiasmo: “Não há palavras para descrever o orgulho e a excitação da RPM por fazer parte do próximo capítulo dos Nevermore. Sou fã desde 1995, quando os vi em digressão com os Death, e acompanhei todo o percurso musical da banda. Mal posso esperar pelo que está para vir.”

No documentário,os dois tomoneiros dos NEVERMORE confirmam também as presenças em festivais ao longo de 2026 e partilham detalhes sobre a direção criativa do novo material, que já está a ganhar forma. Van Williams descreve os primeiros resultados com entusiasmo: “Se a nova música tivesse de ser descrita numa palavra, seria deliciosa. Porque é tão boa que vai deixar-vos com vontade de ouvir mais.” os músicos encontram-se actualmente a equilibrar o processo de escrita com os preparativos para os concertos que aí vêm, procurando honrar o seu catálogo histórico enquanto avançam com uma identidade renovada.

A escolha do novo vocalista revelou-se, claro, determinante. Recordando a primeira audição de Berzan Önen, Loomis afirma: “Ele destacou-se imediatamente de muitas formas logo à primeira audição. Senti mesmo a emoção e a paixão quando o ouvi cantar pela primeira vez. Não estava apenas a cumprir… por isso percebi logo de imediato que era fã da forma de cantar do Warrel, pela maneira como interpretava e articulava certas palavras.”

Formados após a primeira vida dos SANCTUARY, os NEVERMORE construíram uma base de seguidores global através de discos tão marcantes como o «Dead Heart In A Dead World» e o «This Godless Endeavor», consolidando uma identidade própria que cruzava peso, sofisticação técnica e intensidade emocional. Ao longo dos anos, a banda contou com músicos de relevo, incluindo Jim Sheppard, figura central na fase mais definidora do grupo, bem como guitarristas como Pat O’Brien, Tim Calvert, Steve Smyth e Chris Broderick, todos deixando a sua marca na evolução sonora da formação.

O grupo entrou em hiato em 2011, num contexto de tensões internas. Warrel Dane prosseguiu a carreira a solo até à sua morte, em 2017, deixando um legado profundamente influente. Jeff Loomis faz questão de sublinhar que o regresso não pretende substituir o antigo vocalista: “Ninguém pode substituir o Warrel Dane. Ponto final. Não estamos à procura de um clone do Warrel Dane. Estamos à procura de alguém que consiga interpretar as músicas antigas no seu próprio estilo vocal e que acrescente algo novo e renovador ao próximo capítulo da banda.”

Também Van Williams rejeita a ideia de que o regresso tenha motivações financeiras: “A maioria dos músicos não faz isto pelo dinheiro… Escolhemos esta vida porque sempre a amámos. É isso que nos move.” À entrada de 2026, a missão está bem definida. Como resume Loomis: “O Van e eu somos extremamente apaixonados pela banda. Aquilo que entregamos ao público é o nosso próprio desejo de ouvir novamente aquelas músicas antigas… e estamos também entusiasmados por conhecer uma nova geração de fãs.”