MEGADETH

MEGADETH apostam nos êxitos na digressão de despedida [vídeos]

No primeiro concerto da sua última ’tour’ mundial, os MEGADETH revisitaram décadas de história com um repertório que destacou os momentos mais marcantes da sua discografia.

Os lendários MEGADETH deram início oficial à sua aguardada digressão de despedida com um concerto que funcionou como uma retrospetiva abrangente de mais de quatro décadas de carreira. Apoiada num alinhamento de 17 temas, a banda norte-americana privilegiou claramente o seu repertório clássico e, pelo caminho, ofereceu ao público uma viagem cronológica pelos momentos mais marcantes da sua discografia, num espectáculo pensado tanto para celebrar o passado como para assinalar o fim iminente da sua actividade ao vivo.

Apesar de terem lançado recentemente o seu derradeiro álbum de estúdio, o homónimo «Megadeth», a presença do novo material foi relativamente discreta. O concerto abriu com o single «Tipping Point», que assumiu a função simbólica de inaugurar esta última digressão, enquanto «I Don’t Care», de abordagem mais directa e com influências punk, surgiu apenas na primeira metade do concerto. A inclusão limitada de novas composições reforçou a natureza assumidamente nostálgica desta digressão, concebida como uma celebração do percurso histórico da banda.

O restante alinhamento confirmou essa intenção. Temas fundamentais como «Hangar 18», «Sweating Bullets», «Countdown To Extinction» e «Symphony Of Destruction» evidenciaram o impacto duradouro dos álbuns lançados durante o período de maior afirmação comercial e artística dos MEGADETH. Ao mesmo tempo, a inclusão de «Peace Sells» e «Mechanix» recordou as origens mais cruas e agressivas da banda, enquanto «Dystopia» representou a sua fase mais recente.

O concerto culminou com «Holy Wars… The Punishment Due», um dos temas mais emblemáticos do catálogo dos MEGADETH, encerrando a noite com um momento que sintetiza a identidade musical e estética da banda. A escolha deste tema como encerramento reforça o seu estatuto como peça central do legado construído por Dave Mustaine, cuja visão criativa tem permanecido o elemento orientador do grupo desde a sua fundação, em 1983.

Este primeiro concerto da digressão canadiana estabelece o tom para o que se antecipa como uma série de actuações marcadas pela revisitação do repertório que definiu o thrash metal moderno. Mais do que promover um novo lançamento, esta digressão assume-se como um gesto de despedida consciente, no qual os MEGADETH escolhem celebrar as composições que consolidaram a sua posição como uma das formações mais determinantes da música pesada contemporânea.

Recorde-se que os MEGADETH estão confirmados como co-headliners do EVILLIVƎ FESTIVAL, juntando-se ao previamente anunciado MARILYN MANSON no topo de um cartaz que promete marcar o próximo Verão. O festival vai acontecer a 5 de Julho, na MEO Arena, em Lisboa, regressando ao formato indoor para uma edição especial de um só dia, centrada na intensidade, no rigor artístico e numa produção de nível internacional.

Como é do conhecimento geral, a entrada dos MEGADETH no alinhamento surge integrada na digressão que assinala o capítulo final da carreira de uma das bandas mais influentes e respeitadas da história do metal. Fundados em 1983 e liderados desde sempre por Dave Mustaine, os norte-americanos são uma das forças fundadoras do thrash e membros incontornáveis do lendário Big Four, ao lado dos SLAYER, METALLICAANTHRAX. Os bilhetes para a edição de 2026 do EVILLIVƎ FESTIVAL custam entre 75 e 79 euros, já à venda em primeartists.eu e nos locais habituais.