cavalera

MAX CAVALERA: “O Chuck Schuldiner não recebeu crédito suficiente pelo que fez” [vídeo]

Depois de se juntar aos TOXIC HOLOCAUST para uma versão demolidora da «Evil Dead», MAX CAVALERA falou sobre o impacto que o malogrado CHUCK SCHULDINER teve no universo da música extrema.

Corria o ano de 2020 quando MAX CAVALERA, ex-SEPULTURA e actualmente ao leme dos SOULFLY e dos CAVALERA CONSPIRACY, entre outros projectos, foi entrevistado pelo canal That Just Happened e falou sobre o impacto que o malogrado Chuck Schuldiner teve no universo da música extrema com os seus DEATH.

Juntamente com os POSSESSED, da Bay Area de São Francisco, os DEATH, criação pessoal de Schuldiner e a banda que o tornou famoso (primeiro no underground e depois no mainstream da música pesada), não só ajudaram a concretizar um dos mais bem sucedidos subgéneros extremos como desafiaram, através da mestria técnica, todos os preconceitos que se pudessem ter em relação à evolução de um género “abrutalhado” por natureza.

Uma destas noites juntei-me ao pessoal dos Toxic Holocaust e acabámos por fazer uma versão da «Evil Dead», dos DEATH“, explicou Max. “Mal acabámos de a tocar fiquei a pensar para mim mesmo: ‘Isto aconteceu mesmo? Isto é muito bom!’. Por todas as razões, mas sobretudo porque esta era uma óptima oportunidade de honrarmos o Chuck e a sua arte. Pessoalmente, não acho que ele tenha recebido crédito suficiente pelo que fez pelo metal.

Max Cavalera continuou: “O Chuck era um músico super-inovador, talentoso, grande instrumentista e uma pessoa mesmo muito porreira. Acabámos por tocá-la em Orlando, na Florida, e foi um momento muito especial, porque o Chuck era da Florida e o pessoal estava todo a cantar o tema. Foi, sem dúvida, um dos momentos mais memoráveis dos últimos tempos“.

Da maqueta «Death By Metal», editada em 1983, gravada ainda com uma banda pré-DEATH chamada MANTAS à despedida com o glorioso «The Sound Of Perseverence», em 1998, passando pelas primeiras fusões de jazz metal de «Human» e «Individual Thought Patterns», o mago Chuck viveu e conduziu a carreira dos DEATH como Da Vinci, que pensava que a arte nunca é finalizada, apenas abandonada.

Ao longo de uma carreira sempre em crescendo, a banda norte-americana nunca fiz dois álbuns iguais, mas agora percebe-se que todos estavam ligados; numa narrativa não-linear que culminou na formação dos CONTROL DENIED ainda antes da morte do músico.