Um ano depois de ter regressado aos discos e aos palcos, o Sr. MARILYN MANSON confirma que o segundo capítulo do seu mais recente álbum está prestes a ver a luz do dia.
O regresso de MARILYN MANSON ao centro da actividade criativa parece estar longe de ter terminado. Depois de, em 2024, ter quebrado um longo silêncio com o lançamento do seu décimo-segundo álbum de estúdio, o muitíssimo aplaudido «One Assassination Under God – Chapter 1», e de ter sustentado o regresso às edições com uma digressão internacional, o artista norte-americano prepara-se agora para avançar para a continuação directa desse trabalho.
Desta vez, a ideia de “capítulo seguinte” não é apenas simbólica: trata-se, segundo o próprio, de uma sequela literal que deverá ser lançada “muito em breve”. A revelação, feita através das redes sociais do músico, surgiu de forma discreta, mas inequívoca, com MARILYN MANSON a garantir que o segundo capítulo do projecto conceptual iniciado no ano passado está praticamente pronto.
“Muito em breve”, escreveu Manson, deixando no ar a expectativa de um lançamento iminente, embora sem adiantar datas concretas ou detalhes adicionais sobre o formato e o alinhamento do novo disco. A escolha de manter o silêncio em torno desses pormenores parece alinhar-se com a estratégia seguida aquando do anúncio do primeiro capítulo, que também foi antecedido por um período de comunicação controlada e minimalista.
«One Assassination Under God – Chapter 1» marcou um ponto de viragem na carreira do shock rocker, não apenas do ponto de vista musical, mas também simbólico. Foi o primeiro álbum editado após vários anos de afastamento forçado da indústria, numa altura em que Manson se encontrava no epicentro de uma forte polémica pública. Durante 2021, mais de uma dúzia de mulheres avançaram com acusações de abuso sexual e conduta imprópria, alegações que tiveram consequências imediatas e profundas.
Como é do conhecimento geral, o músico viu-se afastado da sua editora, da equipa de management e da agência de booking, ficando praticamente excluído do circuito profissional que sustentou a sua carreira ao longo das últimas décadas. Desde então, grande parte desses processos conheceu desenvolvimentos em tribunal, enquanto outros continuam ainda em curso.
Ao longo deste período, MARILYN MANSON tem negado publicamente todas as acusações, mantendo uma postura de defesa firme e reiterada. Apesar de alguns casos terem sido arquivados ou resolvidos, o impacto das denúncias continua a fazer-se sentir, tanto na percepção pública como também na recepção institucional à sua actividade artística. Esse contexto tornou-se particularmente visível ao longo de 2024 e já em 2025, com vários concertos a enfrentarem resistência local.
No Reino Unido, duas datas da digressão foram alvo de críticas e apelos ao cancelamento por parte de políticos e activistas, enquanto no México um dos espectáculos foi antecedido por protestos à porta do recinto. Ainda assim, os espectáculos realizaram-se, confirmando a existência de uma enorme base de fãs que continua a acompanhar o cantor e a responder às suas propostas, apesar do clima de contestação.
Do ponto de vista criativo, a ideia de dividir «One Assassination Under God» em capítulos sugere uma obra pensada como narrativa prolongada, algo que não é inédito na discografia de MARILYN MANSON, mas que ganha agora uma leitura adicional à luz dos acontecimentos recentes da sua vida profissional. O primeiro capítulo apresentou um regresso a ambientes sombrios e confrontacionais, com uma produção austera e uma abordagem lírica centrada na queda, no julgamento e na reconstrução.
A expectativa em torno do segundo capítulo passa, naturalmente, por perceber de que forma essa narrativa será aprofundada ou transformada. Para já, resta aguardar por mais informações oficiais. A promessa de que o novo álbum chegará “muito em breve” indica que o anúncio formal poderá estar iminente, possivelmente acompanhado de um primeiro avanço ou de detalhes sobre edições físicas e digitais.
Independentemente da forma que esse lançamento venha a assumir, é claro que MARILYN MANSON, que vai regressar a Portugal em 2026 após um regresso triunfal perante um Campo Pequeno totalmente esgotado, procura consolidar um regresso que, longe de 100% consensual, continua a gerar um debate intenso dentro e fora do universo musical.











