Joe Hahn realizou um filme sobre luto, reinvenção e o regresso dos LINKIN PARK aos palcos. A estreia mundial está marcada para o dia 30 de Setembro e o primeiro ‘trailer’ oficial já pode ser visto em baixo.
Há histórias que precisam de tempo para serem contadas condignamente. A dos LINKIN PARK é uma delas. Quase uma década depois da morte de Chester Bennington, a banda norte-americana prepara-se agora para lançar “Unshatter”, um documentário que promete revisitar, sem filtros, o percurso que separou o colapso da reconstrução. A realização ficou a cargo de Joe Hahn, um dos membros fundadores do grupo e responsável pelos elementos visuais e electrónicos da banda desde a formação, em 1996. A estreia mundial está marcada para 30 de Setembro, em salas de cinema de todo o mundo.
O filme não se limita a documentar um concerto ou um álbum. Segundo o próprio realizador, “Unshatter” procura captar um momento muito específico da história do grupo: aquele em que a incerteza e a dor deram lugar, ainda que lentamente, a um caminho de reconstrução.
“‘Unshatter’ acompanha um momento muito particular da história dos Linkin Park e documenta um percurso feito de perda, incerteza, amizade e reinvenção”, afirma Hahn em comunicado. “Espero que os fãs de longa data vejam partes da nossa caminhada que nunca tinham visto antes, e espero que quem está agora a descobrir a nossa música fique com uma melhor compreensão de como chegámos até aqui.”
O realizador foi ainda mais longe ao definir as ambições do projecto, que ultrapassam o universo estrito da banda. “Mas para além dos Linkin Park, espero que as pessoas se identifiquem com esta história como uma história sobre relações, resiliência e sobre o que é realmente preciso para seguir em frente quando não se têm todas as respostas”, acrescentou. O novo filme reserva especial atenção ao processo criativo que resultou em «From Zero», álbum editado em 2024 que assinalou o regresso oficial dos LINKIN PARK à actividade, após anos de silêncio motivados pela morte de Bennington, em 2017.
É também nesse contexto que “Unshatter” aborda a chegada de dois novos elementos à formação: a vocalista Emily Armstrong e o baterista Colin Brittain, cuja integração representou um dos momentos mais delicados e escrutinados da história recente deste grupo, tanto pela comunidade de fãs como pela crítica especializada.
As imagens de bastidores prometem, assim, um olhar próximo sobre esse processo de reconfiguração, raramente documentado com este grau de detalhe em bandas do calibre dos LINKIN PARK.
Paralelamente às gravações e aos bastidores do estúdio, o filme integra também imagens captadas ao vivo durante o concerto que os LINKIN PARK realizaram em Novembro de 2025 no Allianz Parque, em São Paulo, Brasil, uma das datas mais emblemáticas da actual digressão do grupo. É precisamente esse espectáculo que dá origem à banda sonora que acompanhará o lançamento do documentário: um álbum com vinte faixas, editado a 25 de Setembro, cinco dias antes da estreia do filme nas salas. O registo já está disponível para pré-encomenda, tanto em formato vinil como em CD.
Mais do que uma peça de arquivo destinada aos seguidores mais fiéis, “Unshatter” posiciona-se como um relato sobre perda e continuidade, temas que ultrapassam largamente o contexto específico dos LINKIN PARK. Ao colocar o enfoque nas relações humanas por detrás da máquina promocional de uma das bandas mais bem-sucedidas da viragem do milénio, Joe Hahn parece querer contrariar a ideia de que documentários musicais servem apenas para reforçar mitologias já consolidadas.
Resta agora saber se este filme conseguirá equilibrar intimidade e espectáculo, numa altura em que o género do documentário musical, cada vez mais comum entre bandas de grande dimensão, enfrenta o desafio de dizer algo que ainda não tenha sido dito. Informações sobre exibições podem ser consultadas no site oficial do filme.



