EXODUS

EXODUS revelam «Promise You This», o último avanço antes da chegada de «Goliath» [vídeo-clip]

Os veteranos do thrash da Bay Area EXODUS apresentam um dos temas mais pesados da sua carreira, antecipando o sucessor de «Persona Non Grata» e o regresso de Rob Dukes em disco.

A poucos dias do lançamento do seu novo álbum, os lendários EXODUS divulgaram um derradeiro single de avanço para a novidade «Goliath», o seu muito aguardado 12.º registo de estúdio, que tem data de edição marcada para a próxima sexta-feira, 20 de Março (o mesmo dia em que actuam na Sala Tejo da MEO Arena, em Lisboa), através da Napalm Records. Dúvidas restassem esta nova composição, intitulada «Promise You This», apresenta-se como mais uma demonstração da intensidade que continua a definir a banda oriunda da Bay Area.

Impulsionada por riffs densos e uma abordagem directa, a nova faixa evidencia o ADN sonoro do grupo, sustentado pelo trabalho de guitarra de Gary Holt, eterna figura central na composição da banda norte-americana. A interpretação vocal de Rob Dukes, de regresso ao posto de vocalista principal, acrescenta um tom agressivo e determinado ao tema, sublinhando uma nova fase na trajectória dos EXODUS.

A propósito de «Promise You This», a banda partilhou a seguinte declaração: “A «Promise You This» é uma das nossas músicas favoritas do novo disco, é extremamente pesada, mas também tem um groove muito forte. A canção foi inspirada em algumas das lições de vida que aprendi com o meu pai e no tempo que levei até realmente as compreender.”https://youtu.be/1EhNCCwvtLs?si=OfERcC36XNJBpsOR

Recorde-se que, há uma semanas, a banda tinha revelado o tema-título do disco, um temas que mostrou os músicos californianos a mergulharem de cabeça num ambiente mais opressivo que nunca. O resultado revelou-se uma peça dominada por guitarras sinuosas, percussão imponente e um inteligente arranjo de cordas, interpretado pela violinista Katie Jacoby, cuja presença no tema contribui bastante para ampliar a sua dimensão dramática. O trabalho de guitarra de Gary Holt, uma figura central na identidade sonora dos EXODUS desde os seus primórdios, mantém-se como um elemento estruturante, equilibrando peso e precisão com uma sensibilidade mais expansiva.

Comentando o novo single, os próprios EXODUS não escondem o entusiasmo face à ousadia do tema: “«Goliath» pode muito bem ser a coisa mais pesada que alguma vez fizemos e certamente a música mais lenta do nosso catálogo, o mais próximo do doom metal que conseguimos chegar. É puro mal, tão sinistro quanto possível, com a participação da nossa amiga Katie Jacoby, que gravou 18 pistas de cordas na secção harmónica central, transformando a música de puro horror em algo de uma beleza inesperada.”

«Goliath», o álbum, surge como um marco particularmente relevante na longa trajectória do grupo, não apenas por representar o seu décimo segundo registo de estúdio, mas também por assinalar o regresso de Rob Dukes ao posto de vocalista nos EXODUS. O cantor, cuja primeira passagem pela banda ficou marcada pelo lançamento de «Shovel Headed Kill Machine», em 2005, é descrito pelos próprios músicos como tendo entregue aquela que consideram ser a melhor interpretação da sua carreira.

Musicalmente, o disco afirma-se como uma das obras mais diversificadas dos EXODUS. A abertura com «3111» estabelece imediatamente um ambiente carregado de tensão, enquanto canções como «Hostis Humani Generis» e «The Changing Me» revelam uma abordagem que combina a intensidade tradicional do thrash com estruturas bastante mais amplas e momentos melódicos cuidadosamente integrados. A participação de Peter Tägtgren, conhecido pelo seu trabalho com HYPOCRISY e PAIN, acrescenta novas texturas ao conjunto, particularmente através de linhas vocais limpas que contrastam com a agressividade dominante.

Outros momentos de destaque incluem «Promise You This», construída para alimentar o caos dos mosh pits, e «Summon Of The God Unknown», uma composição épica com quase oito minutos de duração que explora dinâmicas contrastantes e um desenvolvimento narrativo mais progressivo. O encerramento com «The Dirtiest Of The Dozen» funciona como uma síntese da identidade contemporânea da banda, reunindo solos cruzados, secções instrumentais isoladas e uma performance vocal particularmente incisiva.

Produzido pelos próprios EXODUS e misturado e masterizado por Mark Lewis, famoso pelo seu trabalho com nomes como os WHITECHAPEL ou NILE, «Goliath» reafirma a recusa da banda em acomodar-se ao legado já conquistado. Quatro décadas após o lançamento do influente «Bonded By Blood», o grupo da Bay Area continua empenhado em expandir os limites do seu som e em preservar o espírito combativo que os definiu desde que deu os primeiros passos.

Nas palavras da própria banda, o entusiasmo é evidente: “Se estamos entusiasmados com este disco? Isso é dizer pouco. Colocámos tudo o que tínhamos neste álbum e é um dos feitos de que mais nos orgulhamos. É o disco mais colaborativo que já fizemos, com canções escritas por vários membros e uma dose de energia devastadora do início ao fim. Está quase na hora de libertar o monstro. Inclinai-vos.”

Uma coisa é certa: com «Goliath»que já pode ser pré-encomendado nos formatos físicos, os EXODUS não parecem mesmo nada interessados em revisitar fórmulas passadas apenas por conforto. O que está em causa é uma afirmação de vitalidade criativa e relevância contínua, num género onde a longevidade só se sustenta com convicção e risco. Março de 2026 marcará, assim, o regresso de uma das bandas mais influentes do thrash metal com um álbum que promete pesar tanto pela sua intensidade como pela sua ambição artística.