Vinte e seis anos depois, o magnífico «White Pony», dos DEFTONES, não precisa de contexto nem de nostalgia. Precisa apenas de volume.
Hoje, o RETROVISOR viaja até à Alemanha, num momento em que os DEFTONES promoviam «White Pony», porventura o trabalho mais icónico do grupo de Chino Moreno. Essa é, no entanto, apenas uma desculpa para vos contarmos como o «White Pony» e a LOUD! andaram sempre de mãos dadas. 2000 foi um ano interessante para o metal em Portugal; pela primeira vez, um estilo no auge da força, chegava no tempo até nós, o nu-metal.
Os KORN, os LIMP BIZKIT e os DEFTONES vieram ao nosso país no mesmo ano. O Pavilhão Atlântico, hoje MEO Arena, consolidava-se como grande sala de espectáculos nacional, e aceitava nomes mais pesados dentro das suas paredes. Um festival surgia, o mítico Ermal, em Vieira do Minho.
A LOUD! dava então os primeiros passos e, na Câmara Municipal de Vieira do Minho, os media eram recebidos para se falar do evento — pela primeira vez, uma revista de metal nacional estava presente. Três ou quatro elementos da equipa estiveram por lá, alguns exemplares da revista também, já com os DEFTONES na capa, cabeças-de-cartaz dessa edição do evento. Alguma coisa começava a bater certo.
É também por isso que «White Pony» é um disco importante. Porém, ele também tem um significado musical, para lá do umbigo da LOUD!, pisando terrenos já preparados em «Around The Fur», editado três anos antes. Temas como «Feiticeira», que abre o disco, conjugam o groove do nu- metal, com a melodia, vozes mais cruas com outras mais melódicas, antecipando algo muito popular no metalcore, anos mais tarde.
Não fosse alguma infelicidade no percurso do grupo, bem como uma excessiva colagem a uma “onda” com que tinham pouco em comum e talvez os DEFTONES fossem hoje ainda maiores. Vinte e seis anos depois, sabe bem mergulhar nos acordes deste trabalho, celebrando, também, a criação da nossa/vossa revista.




