Os BULLET FOR MY VALENTINE voltam a Lisboa no início do próximo ano, desta vez com o novo «Social Apocalypse» já no horizonte e uma dupla de convidados que acrescenta uma dimensão particularmente ecléctica ao cartaz desta data.
Os BULLET FOR MY VALENTINE vão regressar a Portugal no início do próximo ano. A banda galesa acaba de anunciar um novo álbum e uma nova digressão europeia, que passa pelo SAGRES Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 21 de Janeiro de 2027, numa noite que terá os PENDULUM como convidados especiais e os DARK DIVINE na abertura.
A data surge poucos meses antes da edição de «Social Apocalypse», o oitavo álbum dos BULLET FOR MY VALENTINE, que chega às lojas no dia 19 de Março de 2027 através da Spinefarm Records. Com dez temas, o disco assinala o início de um novo capítulo para uma banda que, quase três décadas depois de ter dado os primeiros passos, continua a procurar novas formas de expandir uma identidade construída entre o metalcore, o heavy metal e o rock.
A passagem por Lisboa terá ainda um significado especial por representar a terceira visita dos BULLET FOR MY VALENTINE a Portugal. A estreia aconteceu em Fevereiro de 2023, na Sala Tejo da MEO Arena, no período de promoção do álbum homónimo de 2021. Na altura, Matt Tuck descrevia aquela fase como “o começo dos Bullet 2.0“, acrescentando: “A música é fresca, é muito agressiva, é mais visceral e mais apaixonada que nunca.“
Dois anos depois, o grupo regressou ao nosso país para actuar no SAGRES Campo Pequeno, palco onde voltará a subir em Janeiro de 2027. A próxima passagem do grupo por Portugal acontece, assim, num momento particularmente interessante da trajectória dos britânicos: depois de revisitar o passado recente e de assinalar vinte anos de «The Poison», a banda prepara-se agora para tocar material inédito nesta nova etapa.
Formados em Bridgend, no País de Gales, em 1998, os BULLET FOR MY VALENTINE tornaram-se uma das bandas mais reconhecidas da geração que ajudou a colocar o metalcore no centro das atenções durante os anos 2000. O impacto de «The Poison», editado em 2005, abriu caminho para uma sequência de registosque inclui «Scream Aim Fire», de 2008, e «Fever», de 2010, consolidando uma fórmula onde melodias, riffs pesados e refrões de grande escala convivem sem grandes cerimónias.
Ao longo da carreira, a formação liderada por Matt Tuck ultrapassou os três milhões de discos vendidos em todo o mundo e já recebeu três certificações de ouro. Mais do que uma questão de números, porém, o exemplar percurso dos BULLET FOR MY VALENTINE tem sido marcado por uma sucessão de fases distintas, com a banda a reformular regularmente o equilíbrio entre agressividade, melodia e elementos mais acessíveis.
«Social Apocalypse» surge precisamente desse processo de evolução. O novo álbum teve uma gestação de cerca de seis anos e começou a ganhar forma durante um período particularmente exigente para o grupo. Entretanto, a celebração do 20.º aniversário de «The Poison» e a dimensão dos concertos associados a essa efeméride acabaram por devolver aos músicos uma energia renovada. Matt Tuck resume a abordagem ao novo álbum através de contrastes: “luz e sombra“, “limpo e sujo“, “intenso e cinematográfico“. O vocalista e guitarrista acredita que o resultado reúne elementos provenientes de diferentes momentos da história dos BULLET FOR MY VALENTINE, ao mesmo tempo que procura empurrá-los para territórios ainda não explorados.
“Este será o LP definitivo para os fãs dos Bullet, porque junta sons e ideias de cada capítulo da nossa história, enquanto continua a levá-los para novos territórios“, explica o timoneiro dos BULLET FOR MY VALENTINE. A expectativa em torno do novo disco deverá, naturalmente, contaminar a digressão de 2027. O vocalista não esconde, aliás, a vontade de voltar a apresentar música nova perante o público: “Estamos tão famintos e ferozes para levar música nova aos fãs como eles estão para a ouvir.“
A acompanhar os BULLET FOR MY VALENTINE nesta rota estarão os PENDULUM, uma das propostas mais singulares a surgir da intersecção entre a música electrónica e o rock pesado. Formados originalmente na Austrália e posteriormente estabelecidos no Reino Unido, os músicos construíram uma identidade própria a partir da fusão entre drum and bass, electrónica e rock, transformando essa mistura num espectáculo que tanto depende da intensidade de uma banda convencional como da precisão da maquinaria electrónica.
«Hold Your Colour», de 2005, estabeleceu as bases dessa linguagem e tornou-se um dos discos fundamentais da primeira fase do projecto. Cinco anos depois, «In Silico» aprofundou a componente rock e confirmou a capacidade do grupo para transportar a sua música para um contexto de grandes palcos.
Depois de um período afastados da actividade ao vivo, os PENDULUM regressaram à actividade em 2016 e voltaram a apostar numa formação híbrida, mantendo a electrónica e o drum and bass no centro de uma abordagem pensada para funcionar em palco. Esta passagem por Lisboa colocará, assim, duas bandas com percursos bastante diferentes no mesmo cartaz, mas igualmente interessadas em explorar a fronteira entre peso, electrónica e espectáculo. A completar o alinhamento estarão os norte-americanos DARK DIVINE, escolhidos para assegurar a abertura da noite.
Os bilhetes para o concerto de regresso dos BULLET FOR MY VALENTINE a Portugal custam entre 40€ e 55€ e vão ser postos em pré-venda exclusiva nas lojas FNAC a partir do dia 29 de Setembro, às 10:00, durante um período de apenas 24 horas. A venda ao público em geral arranca a 30 de Setembro, à mesma hora, em primeartists.eu e nos locais habituais.






