NEVERMORE

NEVERMORE regressam aos palcos com nova formação e estreiam-se ao vivo em Istambul [vídeos]

Depois de anos de silêncio e incerteza, o regresso dos NEVERMORE ganhou finalemente forma diante do público, revelando uma nova encarnação da banda norte-americana e reacendendo o legado deixado por Warrel Dane.

Os NEVERMORE deram, finalmente, o primeiro passo concreto no seu aguardado regresso aos palcos. A nova formação da banda fez a sua estreia ao vivo na noite de 1 de Abril, no IF Performance Hall Beşiktaş, em Istambul, apresentando-se perante o público com uma formação renovada liderada por Jeff Loomis e Van Williams.

A acompanhar o guitarrista e o baterista nesta nova fase estão Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e o vocalista Berzan Önen, escolhido após um processo de selecção que procurou encontrar a voz capaz de honrar o passado sem deixar de abrir novas possibilidades criativas. O alinhamento apresentado em Istambul percorreu uma grande parte do vasto catálogo dos NEVERMORE, incluindo temas clássicos como «Narcosynthesis», «Believe In Nothing», «The Heart Collector» ou «This Godless Endeavor», que culminou num encore composto por «Born» e «Dead Heart In A Dead World».

Formados na sequência do final dos SANCTUARY, desde meados dos 90s, os NEVERMORE construíram, uma identidade marcada por rigor técnico, pela complexidade composicional e por uma carga emocional distintiva. Álbuns como «Dead Heart In A Dead World» cimentaram o estatuto da banda como uma das vozes mais singulares do metal contemporâneo, garantindo-lhes uma base de fãs global e uma influência duradoura.

Após a dissolução em 2011, os caminhos dos seus membros divergiram. Jeff Loomis lançou trabalhos a solo como «Zero Order Phase» e «Plains Of Oblivion», integrou os ARCH ENEMY durante quase uma década e participou em projectos como os CONQUERING DYSTOPIA. Já Van Williams manteve-se activo nos ASHES OF ARES e GHOST SHIP OCTAVIUS. Por sua vez, Warrel Dane continuou a criar música até à sua morte, em 2017, deixando um legado que permanece central na identidade da banda.

A história dos NEVERMORE é também feita de uma linhagem de músicos que ajudaram a moldar o seu som, incluindo guitarristas como Pat O’Brien, Tim Calvert, Steve Smyth e Chris Broderick, bem como o baixista Jim Sheppard, figura central nos anos definidores da banda. A ausência deste último no regresso não passou despercebida, tendo Van Williams abordado o tema de forma directa, explicando que a falta de comunicação prolongada e divergências antigas tornaram inviável a sua participação neste capítulo.

Sobre o regresso, Van Williams sublinhou o carácter inevitável do momento: “Isto tem estado a ganhar forma há bastante tempo e agora começou finalmente a materializar-se. Que melhor altura para começar do que agora?” O baterista acrescentou ainda, sobre novo material, “se tivesse de descrever a nova música numa palavra, seria ‘deliciosa’, porque é tão boa que vai deixar as pessoas com vontade de mais.”

Agora, com esta estreia em Istambul, os NEVERMORE dão início a um novo ciclo que procura equilibrar respeito pelo passado e ambição renovada. O primeiro concerto deixou claro que o nome continua vivo em palco — agora com uma nova voz e um caminho ainda por definir.