SANTA MARIA SUMMER FEST: Quase a começar, ficam as sugestões da LOUD!

É já para a semana, na 5ª feira, dia 8 de Junho, que os caminhos da música pesada portuguesa vão todos dar a Beja. Regressa o já habitual Santa Maria Summer Fest, SMSF para os amigos, um evento que se soube impôr no cada vez mais populado calendário nacional e que já se tornou motivo de “romaria” por parte de metaleiros, e não só, de todos os pontos do país. Este ano, as razões para essa peregrinação metaleira maiores do que nunca, com o festival alentejano a dar um salto substancial na dimensão e alcance dos artistas convidados, tendo algumas bandas de verdadeiro renome internacional a conviver com valores emergentes e muita aposta nacional, duas traves-mestras que felizmente se mantiveram mesmo com o aumentar do âmbito do SMSF. A LOUD! vai estar também presente, fechando o certame com três horas de Rádio Pirata – podem esperar dos DJs LOUD! a mais refinada barulheira e caos instalado -, e ainda com a presença do José Carlos Santos para um debate, algumas horas antes, igualmente no último dia.

A estrutura do horário, que podem consultar no final deste artigo, afortunadamente permite que não haja sobreposições, ainda assim, resolvemos escolher alguns destaques para vos guiar da melhor forma pelos caminhos do SMSF. Vemo-nos na 5ª, no Parque de Merendas de Beja!

DIA 1
(8 DE JUNHO)

O headliner: Rotten Sound
Os mais famosos grinders da Finlândia já têm um historial de visitas ao nosso país, em variados festivais e concertos em nome próprio, e o denominador comum de todas elas é sempre a impiedosa violência instantânea que debitam e que inspiram nos presentes. Certamente não será diferente no SMSF, e espera-se uma apoteose estrondosa logo no primeiro dia.

O must-see: Hypothermia
Suecos com historial já largo, tendo começado por um black metal gélido a fazer jus ao nome da banda, que com o passar dos anos se foi transformando em algo mais retorcido, mas de impacto semelhante. Kim Carlsson (ex-Lifelover), Phil Cirone (Craft) e companhia prometem baixar a escaldante temperatura consideravelmente durante a sua áspera actuação.

O que é nacional é bom: Dokuga
Num festival de música pesada, o que é que se exige às duas da manhã, ainda por cima do primeiro dia, aquele de todos os excessos, em que está tudo ainda fresquinho e a pedir destruição? Punk do mais porco e mais confrontacional que possa haver, como é óbvio, para deitar abaixo o que ainda restar de sanidade e sobriedade. Já com uma década de improvável existência, os portuenses Dokuga vão d-beatar todos os corajosos presentes até à exaustão final.

O joker: Booze Abuser
Só o facto de existir uma banda chamada Booze Abuser já é motivo de regozijo. Que abram o palco principal no primeiro dia de festival, é praticamente uma espécie de dar o mote ao que se pretende. Quatro jovens da zona de Cascais que vão descer até Beja para começar a thrashing all around desde o primeiro minuto do SMSF.

DIA 2
(9 DE JUNHO)

O headliner: Krisiun
Só não se pode dizer que os Krisiun são a banda extrema brasileira de maior sucesso porque os Sepultura ainda existem, seja de que forma for, mas de qualquer forma o trio de irmãos Camargo/Kolesne é uma máquina extremamente bem oleada de devastação, e com uma carreira que já comporta dez disparos certeiros de longa-duração, poucos são aqueles que dominam as brutas artes do death metal com tanta mestria.

O must-see: King Dude
O SMSF tem este ano o seu cartaz mais variado de sempre, e portanto já não se pode sequer considerar que se trata de um evento mais ou menos dedicado a este ou àquele estilo, mas mesmo neste melting pot, o King Dude continua a ser um nome à parte, e isso diz muito da postura de TJ Cowgill. O sensual e escuríssimo neofolk que o norte-americano pratica ecoa vários nomes do passado, mas através dos seus “filtros” muito próprios e daquela voz, torna-se numa obra de arte sombria que nunca dispensamos.

O que é nacional é bom: Process Of Guilt/Mão Morta
Impossível escolher só uma, quando se tem dois dos nomes mais importantes da música pesada portuguesa a actuar no mesmo dia. Por um lado, os icónicos Mão Morta, de quem há já pouco mais a dizer, influenciadores directa ou indirectamente de qualquer músico de peso português que tenha decidido montar uma banda ou gravar um disco nos últimos vinte e tal anos. Por outro, os “locais” (em termos alentejanos, já que provêm de Évora) Process Of Guilt, uma pedrada no charco da música extrema nacional deste século e uma das bandas do nosso underground com maior aceitação fora de portas. Estraga-nos com mimos, o SMSF.

O joker: Paulo Colaço
Já se tornou um marco do SMSF, este músico de Beja, um homem todo ele saído da cultura e da música tradicional alentejana, um nome que em teoria estaria completamente à parte do resto, mas que na companhia da sua viola campaniça e com o sentido de humor sempre aguçado, se insere no espírito do festival de forma completamente natural. A não perder, seja qual for o vosso estilo de eleição.

DIA 3
(10 DE JUNHO)

O headliner: Exodus
Talvez a banda mais icónica que já pisou o palco do SMSF, os Exodus fazem parte da história do thrash, e do metal em geral, de forma indelével. Os autores do mítico «Bonded By Blood» têm uma carreira que fala por si só, e não é invulgar a opinião de que mereceriam fazer parte do “Big Four” do thrash norte-american, nem que tivesse que se passar a chamar “Big Five” para isso. Reunidos desde há três anos a esta parte com o vocalista Steve “Zetro” Souza, com quem gravaram o explosivo «Blood In Blood Out», vão ser responsáveis pela maior onda de headbanging da história do SMSF. Apostamos nisso.

O must-see: Wolfbrigade
Se o hardcore/crust punk dos suecos já seria obrigatório tendo em conta a sua carreira passada, desde o dia 28 de Abril, data de lançamento de «Run With The Hunted», que se tornou ainda mais. Um dos nossos discos favoritos do ano, incorpora as influências death metal como nunca, e debita tudo num bolo raivoso, imediato e altamente viciante. Expectativas altíssimas!

O que é nacional é bom: RDB
Não são, de facto, a banda mais prolífica no que diz respeito a lançamentos de estúdio, mas os RDB são, isso sim, a banda perfeita para dar cabo do que resta de um festival às duas e tal da manhã do seu último dia. Foram várias as ocasiões em que já nos submetemos às duas descargas brutais de death/grind que versam essencialmente sobre o maravilhoso mundo da construcção civil, e saímos sempre de lá enriquecidos espiritualmente, meio confusos e com dores por todo o corpo. Missão cumprida!

O joker: Malthusian
Os Dread Sovereign têm a vantagem de ter uma cara extremamente conhecida, na figura do grande Alan Averill (Primordial), a liderá-los, mas tomámos a liberdade de vos direccionar para os seus parceiros irlandeses que irromperão pelo palco 2 um par de horas antes, e que certamente deixarão muita gente de cara à banda. A negritude do black metal praticado, que conta com membros dos Mourning Beloveth, Wreck Of The Hesperus e Altar Of Plagues, vai tornar ainda mais escura a noite de Beja, e fazer toda a gente esquecer-se do calor que se fará sentir.

Podem consultar toda a informação no site do festival, e não se esqueçam de os seguir no facebook. Até 5ª!

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