Entre vampirismo, black/doom e fantasia gótica, os misteriosos WORM aprofundam a narrativa do seu próximo álbum. «Necropalace» chega em Fevereiro de 2026 via Century Media Records.
O colectivo WORM, que tem raízes profundamente cravadas nos pântanos da Flórida, deu mais um passo decisivo na sua carreira com a assinatura de um contrato com a gigante Century Media Records, que está a preparar-se para lançar o quarto álbum de estúdio do colectivo. Intitulado «Necropalace», o LP chega no próximo dia 13 de Fevereiro de 2026. Esta será a sua primeira obra sob o selo da renomada editora, um marco que confirma a ascensão do projecto norte-americano no panorama do metal extremo.
Criadores de um singular cruzamento entre black metal, doom e imagética necro, os WORM revelaram hoje «Witchmoon – The Infernal Masquerade», o terceiro single do disco e, até agora, o mais ambicioso. O tema conta com a participação especial de Marty Friedman, antigo guitarrista dos MEGADETH, numa colaboração que cruza universos aparentemente distantes, mas que encontra aqui um terreno comum na teatralidade, na técnica e na intensidade.
Com quase 14 minutos de duração, «Witchmoon – The Infernal Masquerade» desenvolve-se em vários movimentos bem definidos, alternando passagens de peso gótico arrastado com explosões de black metal caótico e momentos de melancolia glacial. A voz de Phantom Slaughter surge envolta em ecos cavernosos, evocando imagens de rituais nocturnos e uma fome de sangue latente que atravessa todo o tema.
Do ponto de vista instrumental, a faixa destaca-se como uma verdadeira peça de exibição guitarrística. Para além da presença de Marty Friedman, o tema dá amplo espaço ao guitarrista dos WORM, Wroth Septentrion, resultando numa sucessão prolongada de solos densos e ornamentados. Perto do nono minuto, o tema entra numa secção particularmente exuberante, com vários minutos consecutivos de solos sobrepostos, onde o virtuosismo barroco e a agressividade extrema coexistem sem concessões.
Este novo avanço volta a confirmar a identidade singular dos WORM, que se autodefinem como uma banda de “black/doom necromântico” e que têm vindo a construir um percurso próprio dentro do underground extremo. «Witchmoon – The Infernal Masquerade» sucede aos singles «Necropalace» e «Blackheart», já divulgados anteriormente como antecipação do álbum. Recorde-se que «Blackheart», o single anterior, chegou acompanhado por um vídeo-clip que integra a segunda parte da série oficial de curtas-metragens que os WORM têm desenvolvido em torno do universo conceptual do novo LP.
Nesse sentido, «Blackheart» funciona como uma descida literal às profundezas do «Necropalace», que conduz o ouvinte pelas criptas e catacumbas subterrâneas do castelo onde repousa “Nightfang”, figura central desta mitologia sombria. Junto ao seu caixão negro encontra-se o artefacto que dá nome a esta canção: o Blackheart, aprisionado no gelo e a pulsar num vermelho sanguíneo, descrito como a fonte de energia que mantém as muralhas do palácio vivas e assegura a imortalidade do senhor vampiro.
Tal como a primeira parte da série, o novo capítulo visual volta a contar com uma equipa profundamente ligada ao cinema de horror clássico e contemporâneo. A realização está novamente a cargo de Norman Cabrera, conhecido pelo seu trabalho com DANZIG, pela série The Walking Dead e por Fright Night II. A produção é assinada por Maya Kay, enquanto a cor fica a cargo de Alex Nicolaou, associado aos DRAB MAJESTY, tudo sob a direcção criativa de Ted Nicolaou, nome incontornável do culto cinematográfico dos anos 1980 e 1990, responsável por títulos como TerrorVision e a saga Subspecies.
Musicalmente, «Blackhear» apresenta-se como uma peça bastante distinta dentro do alinhamento de «Necropalace», explorando outras tonalidades emocionais sem quebrar a identidade dos WORM. O vocalista Phantom Slaughter descreve a canção como “uma balada de amor vampírica”, acrescentando que “partilha um tipo diferente de emoção e de cor em relação ao resto do álbum”. As letras, segundo o músico, abordam “o isolamento e a perda sentidos por quem vive como uma criança da noite”, trazendo mais profundidade aos temas de solidão, desejo e eternidade que atravessam todo o conceito do disco.
Desde o aclamado «Foreverglade», de 2021, os WORM construiram uma identidade musical que auto-denominam como ‘Necromantic Black Doom’ — uma sonoridade que remete tanto para a grandiosidade do black metal sinfónico dos 90s como para a técnica emocional das guitarras shred dos anos 80. A nova proposta reforça essa pluralidade sonora e acaba por revelar uma ambição renovada, com composições majestosas e densas.
Dúvidas restassem, a faixa de abertura e tema-título do disco é uma viagem de doze minutos através de corredores subterrâneos à luz de velas, onde riffs em constante mutação criam um labirinto sonoro. A voz de Phantom Slaughter conduz esta banda-sonora com imponência, afirmando-se como guia e porta-voz de um domínio assombrado. Por seu lado, o guitarrista Wroth Septentrion evidencia desde logo domínio composicional ao tecer melodias sofisticadas que se entrelaçam e convergem num todo coerente, apesar das suas mudanças constantes.
Em comunicado de imprensa, o universo de «Necropalace» é descrito como uma paisagem de veludo escuro e ouro ostentoso, coberta pelo pó do tempo e habitada por sombras que parecem mover-se nos cantos da visão. É um lugar onde a solidão permanece eterna, onde feridas físicas podem cicatrizar, mas as da alma permanecem abertas. Este cenário fantasioso e lúgubre é o palco para a narrativa do álbum.
“Sejam muito bem-vindos ao domínio de terror conhecido como «Necropalace“, diz o sempre enigmático Phantom Slaughter. “Esta fortaleza guardou as minhas memórias e pesadelos por séculos… Entrem se tiverem coragem, mas tenham isto em mente: as trevas podem consumir a vossa alma mortal para todo sempre. O mal supremo voltou.” Enquanto Fevereiro não chega, já podes conferir a capa e o alinhamento completo do novo LP dos WORM em baixo; os formatos físicos estão disponíveis para pré-encomenda aqui.

01. Gates to the Shadowzone (Intro) | 02. Necropalace | 03. Halls Of Weeping | 04. The Night Has Fangs | 05. Dragon Dreams | 06. Blackheart | 07. Witchmoon – The Infernal Masquerade (Feat. Marty Friedman)











