SIX FEET UNDER

SIX FEET UNDER revelam novo single, com o sugestivo título «Mutilated Corpse In The Woods» [vídeo-clip]

A nova amostra do próximo álbum dos SIX FEET UNDER evidencia a faceta mais narrativa e sombria da banda liderada por Chris Barnes, que volta a explorar o imaginário do crime real com contornos ficcionais.

Os veteranos norte-americanos SIX FEET UNDER acabam de apresentar o single «Mutilated Corpse In The Woods», acompanhado por um novo vídeo que serve de antevisão para o aguardado álbum «Next To Die», que vai ser editado no dia 24 de Abril pela Metal Blade Records. O tema surge como mais uma incursão da banda norte-americana pelo seu território já habitual, onde o death metal cru se cruza com narrativas perturbadoras inspiradas tanto pela ficção como por episódios reais.

A génese da canção, segundo o guitarrista Jack Owen, teve origem num momento aparentemente banal. “Esta música começou quando eu e a minha mulher estávamos numa loja de antiguidades e ela encontrou um pendente de quartzo âmbar com linhas por todo o lado”, recorda. “Perguntei-lhe o que era e ela disse que era um quartzo rutilado. Isso foi tudo o que precisei para um título e algumas ideias líricas.”

A partir desse ponto, o processo criativo evoluiu para um registo mais sombrio, alimentado por relatos de um programa dedicado ao true crime. “Os versos vieram de um programa onde uma mulher descrevia ter sido atacada, amarrada a uma árvore e degolada. Na vida real, ela sobreviveu… nesta música, infelizmente, não sobrevive.” O guitarrista dos SIX FEET UNDER, e ex-CANNIBAL CORPSE, acrescenta que construiu toda a componente musical a partir dessas imagens e conceitos.

O novo longa-duração, «Next To Die», é o décimo quinto capítulo na discografia dos SIX FEET UNDER, iniciada com «Haunted» em 1995. Composto por doze temas, o disco organiza-se conceptualmente em duas vertentes distintas — “Death” e “Groove” — procurando equilibrar a agressividade característica da banda com dinâmicas rítmicas mais marcadas. A intenção, segundo os próprios, passa por satisfazer tanto a identidade artística do grupo como as expectativas de uma base de fãs que atravessa já várias gerações do death metal.

Para dar vida às novas composições, Chris Barnes voltou aos históricos Criteria Recording Studios, em Miami, um espaço com forte carga simbólica na sua carreira. “Gravei 90% das minhas vozes dos SIX FEET UNDER lá, com o meu amigo e engenheiro de som Chris Carroll”, explica. “O Criteria tem uma história rica, com alguns dos álbuns mais importantes da música. Sinto-me muito confortável a trabalhar ali.”

Produzido pelo próprio Barnes em conjunto com Jack Owen, e com mistura e masterização a cargo de Mark Lewis, nos MRL Studios, em Nashville, o disco sucede a «Killing For Revenge», editado em 2024, e marca a terceira colaboração entre os dois músicos desde a sua reunião em 2017.

O título do álbum foi retirado do tema «Next To Die», escolhido por sintetizar o espírito das letras. Barnes sublinha uma abordagem criativa aberta e intuitiva: “Não discutimos temas líricos. Cada um escreve sobre o que sente e acha interessante.” O vocalista e timoneiro dos SIX FEET UNDER incentiva ainda uma escuta atenta e pessoal: “Essa é a grande coisa da música, da arte e também da leitura. Leva-te a explorar a tua própria imaginação. Quando alguém te diz o significado, retira essa magia.”

Formados originalmente como um projecto paralelo de Barnes nos seus últimos anos nos CANNIBAL CORPSE, os SIX FEET UNDER tornaram-se a sua prioridade em 1995. Hoje, a banda apresenta-se com uma formação consolidada que inclui, além de Barnes e Owen, o guitarrista Ray Suhy, o baixista Jeff Hughell e o baterista Marco Pitruzzella, mantendo uma actividade consistente dentro do espectro do death metal norte-americano.

Com «Next To Die», que já está disponível para pré-encomenda, prestes a chegar e uma agenda de concertos particularmente preenchida, 2026 surge como um momento importante para os SIX FEET UNDER, que continuam a procurar afirmar o seu lugar num género em constante evolução, mas profundamente ligado às suas raízes históricas.