BLYTHE

RANDY BLYTHE, dos LAMB OF GOD, revela os concertos, livros, filmes, lugares e discos favoritos [vídeo]

Muitos parabéns, Mr. Blythe!

Randy Blythe, o vocalista dos LAMB OF GOD, foi convidado a citar os seus três concertos, livros, filmes, lugares e discos favoritos, pessoas inspiradoras, coisas pelas quais gostaria de ter conhecido antes, itens de digressão e até as suas próprias canções. Podes conferir as respostas no vídeo em baixo, cortesia da Impericon.

Japão, Austrália, Estados Unidos“, diz Blythe quando solicitado a nomear os seus lugares favoritos. “Esses são os três primeiros. São lugares muito, muito diferentes. É por isso que gosto deles. Os Estados Unidos, claro, porque são o meu lar e são certamente o país mais fácil para fazer uma digressão; é tudo muito conveniente lá. Mas gosto, especialmente, de lugares como o Japão, que é tão culturalmente diferente. É um lugar onde é muito fixe tocar. Adoro ir lá.

E adoro ir para a Austrália. Culturalmente, é mais parecido com os Estados Unidos, mas é um lugar muito tranquilo e descontraído; é como estar na praia o tempo todo. No entanto, a maioria das bandas, vão dizer Japão e Austrália se lhes perguntares onde é que mais querem tocar — pelo menos a maioria das bandas americanas.

Recorde-se que, quatro anos depois do seu último álbum de estúdio, os LAMB OF GOD vão regressar às edições com «Into Oblivion», novo disco com lançamento marcado para 13 de Março, via Epic. O anúncio do lançamento do disco foi acompanhado pela estreia do tema-título, «Into Oblivion», já com direito a vídeo-clip oficial, assinalando um novo capítulo para uma das bandas mais influentes do metal norte-americano contemporâneo.

Descrito como um registo que abraça plenamente o estatuto de veteranos do género, «Into Oblivion» apresenta dez temas que revisitam as raízes da banda sem perder de vista uma abordagem renovada. O álbum reforça o groove característico da banda liderada por Randy Blythe, ao mesmo tempo que expande subtilmente o seu vocabulário sonoro, resultando num disco que soa simultaneamente consciente do seu legado e desligado de qualquer obrigação externa.

O tema «Into Oblivion» surge como um cartão-de-visita agressivo e implacável, 100% fiel à identidade da banda, mas com uma carga lírica particularmente incisiva. O vídeo-clip, realizado por Tom Flynn e Mike Watts, sublinha toda essa intensidade através de uma abordagem visual bem sombria e psicologicamente tensa, em sintonia com o conteúdo lírico do tema.

Em declarações sobre o processo criativo por detrás do álbum, o guitarrista Mark Morton sublinhou a importância da liberdade artística nesta fase da carreira da banda. “Para mim, este álbum tem tudo a ver com ter espaço para respirar criativamente e não sentir que temos de acompanhar qualquer tendência ou expectativa”, explica o músico. “É bom estar desligado de qualquer agenda que não seja simplesmente a ideia de fazermos música que achamos fixe, que é, no fundo, onde tudo começou.”

Já o vocalista Randy Blythe é ainda mais directo ao explicar a escolha do título «Into Oblivion»“Porque é para lá que estamos a caminhar”, afirma sem rodeios. “No geral, o álbum fala sobre a degradação contínua e acelerada do contrato social, particularmente aqui nos Estados Unidos. Hoje em dia, são aceitáveis coisas que teriam horrorizado as pessoas há apenas duas décadas.” Esta leitura pessimista do presente atravessa grande parte do disco, conferindo-lhe um peso conceptual que vai além da habitual ferocidade musical da banda.

Antes do anúncio oficial do álbum, os LAMB OF GOD já tinham dado a conhecer dois temas que ajudaram a antecipar o alcance de «Into Oblivion»«Sepsis», a primeira música nova desde 2022, prestou homenagem à cena underground de Richmond do início dos anos 90, que moldou os primeiros passos da banda. Depois, seguiu-se «Parasocial Christ», um petardo directo, com pouco mais de três minutos de duração, que recuperou a faceta mais clássica da banda.

A produção e mistura de «Into Oblivion» ficaram novamente a cargo de Josh Wilbur, colaborador de longa data dos LAMB OF GOD. As gravações do álbum decorreram em vários locais intimamente ligados à identidade da banda: a bateria foi registada em Richmond, na Virgínia; guitarras e baixo foram gravados no estúdio caseiro de Mark Morton; e as vozes de Randy Blythe foram captadas no lendário Total Access Studio, em Redondo Beach, Califórnia, um espaço histórico associado a discos seminais de bandas como BLACK FLAGHÜSKER DÜ e DESCENDENTS.

As pré-encomendas de «Into Oblivion» já se encontram disponíveis, incluindo várias edições limitadas em vinil e exemplares assinados. Uma primeira prensagem, colocada discretamente à venda através do site oficial da banda no início desta semana, esgotou de forma quase imediata, sinal claro da expectativa em torno deste regresso dos LAMB OF GOD aos registo de longa-duração.

Importa referir ainda que, paralelamente ao lançamento do novo álbum, os LAMB OF GOD preparam-se para uma digressão norte-americana a decorrer na Primavera, descrita como “a mais pesada de 2026”. A rota arranca a 17 de Março e contará com a participação dos KUBLAI KHAN TXFIT FOR AN AUTOPSY e SANGUISUGABOGG, prometendo noites de intensidade máxima. Os bilhetes e pacotes VIP encontram-se à venda através dos canais oficiais da banda.