Apesar das preocupações geradas pela visível perda de peso nos últimos meses, o guitarrista e principal compositor dos PARADISE LOST sublinha que a digressão de promoção a «Ascension» prossegue sem alterações.
Gregor Mackintosh, o guitarrista e membro cofundador dos PARADISE LOST, revelou estar a lidar com “problemas de saúde contínuos” que se agravaram recentemente e que resultaram numa perda de peso significativa. A declaração foi partilhada esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, através das redes sociais do músico, numa tentativa de travar a especulação que vinha a circular entre fãs durante os últimos meses.
“Disseram-me que temos recebido muitas mensagens sobre a minha perda de peso nos últimos meses. Normalmente não comentaria algo tão privado, mas penso que, neste caso, é melhor fazê-lo para parar qualquer especulação adicional”, começou por escrever o guitarrista de 55 anos, figura central da formação britânica desde a sua criação, há quase quatro décadas.
Sem entrar em detalhes clínicos, o timoneiro dos PARADISE LOST esclareceu: “Tenho alguns problemas de saúde contínuos, que se intensificaram recentemente. Não vou aborrecer ninguém com os pormenores, mas estou a receber bons cuidados e sinto-me bem. Nada disto vai afectar a minha capacidade de tocar e estou actualmente em digressão com os PARADISE LOST.”
O músico acrescentou ainda uma nota positiva sobre o momento actual da banda: “O público é incrível e os PL estão a soar melhor do que em anos.” A mensagem termina com um agradecimento directo aos fãs: “Agradeço verdadeiramente a preocupação de todos. Vemo-nos na estrada.”
Os PARADISE LOST encontram-se actualmente em digressão de promoção ao seu 17.º álbum de estúdio, «Ascension», editado em Setembro passado via Nuclear Blast Records. O disco marcou o primeiro registo de originais da banda britânica em cinco anos, sucedendo a «Obsidian», de 2020, amplamente elogiado pela crítica e pelos fãs. Produzido por Mackintosh e misturado/masterizado por Lawrence Mackrory, esse mais recente registo do grupo reafirmpu a identidade melancólica e sombria que consolidou o estatuto dos PARADISE LOST como uma das formações mais influentes do metal de pendor gótico europeu.
Numa entrevista concedida em 2025, Gregor Mackintosh reflectiu sobre a relação ambivalente que mantém com a vida na estrada, revelando que o entusiasmo continua, ainda que com nuances. “Sim, porque cada noite é diferente; é sempre diferente. Certas coisas acontecem, boas ou más, ao longo do dia, que tornam tudo memorável, e nunca nos aborrecemos realmente de viajar.
Quer dizer, viajar é aborrecido. Voar é aborrecido. Farto-me de aeroportos, mas ver lugares e estar em sítios diferentes é óptimo.” O guitarrista admitia ainda uma postura bem reservada fora do palco: “Sou um pouco solitário. Não sou uma borboleta social, por isso sou muito selectivo quanto a como e quando convivo nesses lugares, mas sim, continuo a gostar.”
Mais do que a performance ao vivo, parece ser o processo criativo que continua a motivá-lo. “O palco não foi o que me trouxe até aqui. Foi o lado criativo. Alguns membros da banda vivem para o palco. Para mim, pessoalmente, é ter uma pequena ideia na cabeça e vê-la ganhar forma até se tornar um disco que sempre me entusiasmou mais — e continua a entusiasmar”, explicou. Ainda assim, reconhece que os concertos mantêm a sua intensidade própria: “As actuações tem os seus altos e baixos.”
Agora, num momento em que a sua condição física suscitou inquietação, a mensagem partilhada surge como um esclarecimento directo e ponderado. Sem dramatizações, o músico reafirma que permanece activo, motivado e plenamente capaz de continuar a defender o legado dos PARADISE LOST em palco.






