JINJER

JINJER trazem uma mensagem de resistência a Lisboa: “Continuamos vivos e a lutar!”

Os ucranianos JINJER voltam ao nosso país num dos momentos mais intensos da sua carreira e prometem um concerto arrebatador no LAV – Lisboa Ao Vivo.

Os JINJER regressam a Portugal para um dos concertos mais aguardados do primeiro semestre de 2026, que decorre no LAV – Lisboa Ao Vivo já amanhã sexta-feira, d6 de Fevereiro. Numa fase particularmente fértil da sua carreira, a banda ucraniana liderada por Tatiana Shmayluk apresenta-se com um novo disco na bagagem, novos desafios assumidos e também uma energia renovada. O grupo, conhecido pela sua capacidade de misturar groove metal, metalcore, prog e até elementos de jazz e reggae, prepara-se para entregar ao público português um espectáculo que promete ficar na memória.

Numa entrevista recente, Tatiana Shmayluk revelou-se entusiasmada com o actual momento da banda e com o facto dos JINJER estarem a explorar territórios sonoros e colaborativos novos. Após terem passado alguns meses a dividir palcos com bandas tão distintas como BABYMETAL e os Bloodywood, a vocalista confessou: “Estou aberta a experimentar coisas novas. Sinto que esta fase mais recente da nossa digressão tem sido uma óptima oportunidade para testar outras dinâmicas, e perceber como o nosso som se encaixa em contextos um pouco mais inesperados.”

Esta abertura à experimentação não significa, no entanto, um sacrifício da identidade que transformou os JINJER um dos nomes mais respeitados da nova vaga do metal europeu e esta passagem por Portugal, já após uma apoteótica actuação na mais recente edição do EVILLIVƎ FESTIVAL, surge como uma paragem particularmente simbólica para a banda e também para os seus muitos seguidores por cá.

Desde as primeiras passagens por palcos nacionais, os JINJER conquistaram paulatinamente uma base muito sólida de fãs, fascinados pela potência da voz de Tatiana — capaz de alternar entre linhas guturais devastadoras e um registo limpo incrivelmente cristalino —, mas também pela complexidade técnica da secção instrumental.

Verdade seja dita, as canções de discos como «Macro» ou «Wallflowers» continuam a ser cantadas em uníssono por plateias sedentas de intensidade, mas é com o novo álbum «Duél», lançado no início de 2025, que o grupo quer realmente consolidar ainda mais o seu estatuto junto do público português.

Sobre o novo trabalho, Tatiana reconheceu que este é o resultado de um processo de busca e superação em conversa com o Metalsucks. “Este álbum surgiu de momentos muito difíceis. Há nele muita raiva, mas também muita reflexão. E ao vivo sentimos que as músicas novas ganham outra dimensão. É um desafio físico e emocional enorme interpretá-las noite após noite, mas vale a pena.”

A vocalista sublinhou ainda o papel fundamental do público na energia do espectáculo: “Nós temos uma ligação única com os fãs. Quando sentimos que o público está connosco, que entende aquilo que estamos a transmitir, tudo se torna mais fácil, mesmo nos momentos em que o cansaço aperta.”

Essa ligação será certamente posta à prova no LAV – Lisboa Ao Vivo, onde os JINJER actuam amanhã na sequência de uma breve passagem por cá no Verão passado, durante a qual partilham cartaz com alguns dos maiores nomes da cena pesada mundial. Desta vez, a banda chega a Lisboa durante uma digressão europeia intensa, com concertos marcados por actuações ferozes e um alinhamento que mistura todos os “clássicos” da banda com as novas composições.

A própria frontwoman dos JINJER admite que “é preciso encontrar o equilíbrio certo, porque nem sempre conseguimos manter aquele nível de brutalidade do início ao fim do concerto”, mas o certo é que o grupo continua a surpreender pela capacidade de entrega total em palco e boa parte desse equilíbrio passa na escolha criteriosa dos temas que compõem o alinhamento. Canções como «Pisces», «Teacher, Teacher!» ou «Vortex» mantêm lugar cativo, mas o novo álbum trouxe à tona outros temas que têm provocado um grande impacto ao vivo, como são os casos de «Overcome» e «The Abyss Gaze».

Ainda assim, um dos aspectos mais destacados da actual digressão dos JINJER tem sido precisamente a sua enorme capacidade de se adaptarem a públicos e contextos muito distintos. Ao partilhar palcos com as BABYMETAL, por exemplo, a banda viu-se perante audiências muito pouco habituadas às sonoridades extremas, mas isso não foi um obstáculo. “Foi uma experiência curiosa e até enriquecedora, na verdade. Há um lado nosso que também gosta de explorar o inesperado, e estas parcerias fazem-nos crescer muito como músicos e como pessoas”, explicou Tatiana.

É precisamente esse espírito aberto e combativo que a banda promete trazer ao palco do LAV – Lisboa Ao Vivo, num espectáculo que poderá muito bem revelar novos contornos do seu som e da sua performance. Além da componente musical, os JINJER trazem consigo uma forte mensagem de resistência e resiliência, ainda mais significativa tendo em conta as origens da banda e o contexto difícil que a Ucrânia atravessa actualmente.

Desde o início do conflito no seu país, os músicos têm usado a sua arte como forma de sensibilização e de apoio ao seu povo essa dimensão emocional e política acaba por tornar cada actuação um momento de comunhão, algo que, certamente, se fará sentir também em Lisboa. “Há sempre um peso emocional quando subimos ao palco. Cada concerto é uma oportunidade de dizer ao mundo que continuamos aqui, que continuamos vivos e a lutar”, sublinhou Tatiana.

O concerto dos JINJER no LAV – Lisboa ao Vivo, que conta ainda com os TEXTURES e UNPROCESSED, na primeira parte, já está completamente esgotado.