HELLRIPPER

HELLRIPPER anunciam novo álbum e revelam o tema-título, «Coronach» [vídeo-clip]

Uma viagem pela história, pelo folclore e pelo lado mais sombrio da Escócia marca o quarto LP dos HELLRIPPER. O muito aguardado novo álbum do projecto liderado por James McBain chega já em Março, via Century Media Records.

O projecto escocês HELLRIPPER anunciou recentemente o seu quarto álbum de estúdio, «Coronach», com lançamento previsto para o dia 27 de Março via Century Media Records. Agora, já na sequência de «Kinchyle (Goatkraft And Granite)» e «Hunderprest», foi revelado o terceiro avanço do disco, que já pode ser escutado no player em baixo.

«Coronach», tema que dá nome ao seu aguardado quarto álbum de estúdio dos HELLRIPPER, chega-nos através de um lyric vídeo e apresenta-se como uma das peças centrais do novo registo, tanto pelo peso conceptual como pela abordagem musical que amplia o espectro sonoro do projeto liderado por James McBain. “Um ‘coronach’ é o lamento vocal tradicionalmente interpretado em funerais nas Terras Altas da Escócia”, diz o músico escocês, explicando a origem do título e o enquadramento temático da composição, que ublinha a ligação da letra às tradições das Terras Altas.

Entrelaçadas com as minhas próprias palavras estão o poema com o mesmo nome, de Sir Walter Scott, que serviu de inspiração para esta história: o funeral de uma figura ambivalente e misteriosa, venerada pela sua comunidade pelos seus feitos heroicos, mas cuja vida escondia muitos segredos sombrios”, remata o músico.

A dimensão literária reforça uma faceta cada vez mais vincada no percurso dos HELLRIPPER, que têm vindo a consolidar uma identidade assente na fusão de black e speed metal com referências históricas e culturais escocesas. Em «Coronach», essa narrativa ganha contornos ainda mais dramáticos, colocando o ouvinte perante um retrato fúnebre marcado por reverência e inquietação.

Do ponto de vista musical, McBain assume tratar-se de uma experiência singular dentro da discografia do grupo: “Além do plano lírico, esta canção é também uma experiência musical para mim… Pode dizer-se que foi influenciada sobretudo pelo thrash do final dos anos 80, mas também como por bandas como Bathory, Gallowbraid e Atlantean Kodex. Tem um toque de pós-punk, uma boa dose de harmonias de guitarra ao estilo dos Iron Maiden, referências clássicas e o lamento assombroso das gaitas de foles a desaparecer ao longe: esta canção parece-me a despedida perfeita para o álbum.”

Recorde-se que, na recta final de Janeiro, já tínhamos dado a conhecer «Hunderprest», cujo lançamento foi acompanhado por um vídeo-clip captado pela Sethpicturesmusic durante uma explosiva actuação da banda no Damnation Festival 2025, que veio sublinhar toda a intensidade crua e directa que tem definido o percurso do grupo desde os primeiros passos.

Segundo James McBain, fundador e principal força criativa por detrás dos HELLRIPPER, «Hunderprest» é uma verdadeira porta de entrada para o universo do novo álbum. “A «Hunderprest» atinge imediatamente, com um dilúvio caótico de dissonância, e pareceu-me a forma perfeita de abrir o disco, sem dar tempo ao ouvinte para se preparar”, explicou o músico quando o tema foi originalmente disponibilizado.

O tema inspira-se na lenda de Hunderprest, também conhecido como o “padre-cão”, figura associada à Abadia de Melrose, descrito como uma espécie de vampiro que, após a morte, regressa para atormentar os vivos. “Diz-se que o seu espírito não encontrava descanso e que se erguia do túmulo ao cair da noite para perseguir os aldeões e a sua antiga amante, até ser finalmente derrotado por monges que queimaram o seu corpo e lançaram as cinzas ao vento”, acrescenta o timoneiro dos HELLRIPPER.

Do ponto de vista musical, a canção reflete a abordagem híbrida que atravessa «Coronach», cruzando referências do thrash clássico com a agressividade do black metal, sem esquecer algumas influências mais atmosféricas. “Este tema bebe tanto do thrash dos Kreator, Merciless ou Metallica como do black metal dos Watain, Rotting Christ ou Tribulation, com uma dose bem saudável de elementos d-beat mais atmosféricos, inspirados em nomes como Oathbreaker ou Fall of Efrafa”, detalha McBain.

Mais do que uma simples coleção de canções, «Coronach» assume-se assim como um retrato pessoal da identidade escocesa, explorada através da música, literatura, história e folclore. “É uma exploração muito pessoal da cultura escocesa, dos mistérios pictos à literatura gótica vitoriana, passando por lendas sinistras, poesia clássica e narrativas urbanas contemporâneas”, refere o líder dos HELLRIPPER, sublinhando toda a ambição conceptual do novo disco.

As influências convocadas para este novo trabalho são amplas e reveladoras da versatilidade do projecto. “Há inspiração em tudo, desde Venom e Mercyful Fate até Watain, Opeth, Manic Street Preachers, bandas sonoras de cinema e música tradicional escocesa. No fundo, é uma boa representação de quem eu sou, mas embrulhada num pacote de speed metal”, afirma. McBain destaca ainda o lado experimental do processo criativo, com cada faixa a procurar um elemento inédito. “Quis que todas as músicas tivessem algo que nunca tivesse feito antes, fosse a introdução de um instrumento diferente ou uma nova forma de começar um tema”.

O título do LP remete para o lamento vocal tradicional entoado em funerais nas Terras Altas da Escócia, reforçando a ligação entre passado e presente. “«Coronach» engloba tudo aquilo que a banda representa: a fusão entre influências modernas e mais old school, narrativas antigas e contemporâneas, o lado negro da história escocesa e a minha interpretação pessoal desse legado”, resume.Tal como nos discos anteriores, a escrita e gravação decorreram no estúdio caseiro de James McBain, com contributos pontuais de outros músicos.

Além do novo álbum, os HELLRIPPER apresentam-se ao vivo com uma formação reforçada, composta por James McBain na guitarra e voz, Joseph Quinlan na guitarra, Andy Milburn no baixo e Max Southall na bateria, alinhamento que também pode ser visto no vídeo de «Hunderprest». O disco já se encontra em pré-encomenda, antecipando um dos lançamentos mais aguardados do ano no espectro do black/speed metal europeu.

01. Hunderprest | 02. Kinchyle (Goatkraft And Granite) | 03. The Art Of Resurrection | 04. Baobhan Sith (Waltz Of The Damned) | 05. Blakk Satanik Fvkkstorm | 06. Sculptor’s Cave | 07. Mortercheyn | 08. Coronach