CORROSION OF CONFORMITY

CORROSION OF CONFORMITY estreiam o novo single «Gimme Some Moore»

Os lendários CORROSION OF CONFORMITY protagonizam um regresso discográfico aguardado há sete anos e assinam um dos capítulos mais singulares da história recente da banda.

Os CORROSION OF CONFORMITY revelaram finalmente música nova. A banda norte-americana partilhou o single «Gimme Some Moore», o primeiro avanço do seu próximo LP de estúdio, num formato já pouco habitual nos tempos que correm: um vinil de 7″, disponível só em formato físico. A edição aconteceu de forma exclusiva durante o concerto da banda no passado dia 10 de Janeiro, no Multiforo Cultural Alicia, na Cidade do México, transformando o momento num verdadeiro acontecimento para os fãs presentes.

O single surge acompanhado por uma surpresa adicional: uma versão de «I Love Livin In The City», tema originalmente lançado pelos lendários FEAR em 1981, que ocupa o lado B do vinil. Esta escolha, que vem suceder a umnova série de singles intitulada «Riffissippi Studio Jam Sessions», dedicada a recriações de canções que marcaram os quatro músicos. reforça a ligação histórica dos CORROSION OF CONFORMITY à energia crua do punk e do hardcore, influências que sempre coexistiram com o seu peso característico no espectro do metal/rock sulista.

Apesar do entusiasmo gerado por «Gimme Some Moore», os detalhes oficiais sobre o novo álbum — título, data de edição e formato final — continuam por anunciar. Ainda assim, está confirmado que este será o 11.º trabalho de estúdio da banda e que assumirá a forma de um álbum duplo, algo inédito na sua discografia. Até que mais novidades sejam reveladas, os CORROSION OF CONFORMITY podem ser vistos ao vivo na digressão norte-americana Suffer No Evil Tour, ao lado dos CLUTCH e de JD Pinkus, durante a Primavera.

Recorde-se que a génese deste novo capítulo começou a ganhar forma mais concreta em Setembro do ano passado, quando a banda anunciou oficialmente o fim das gravações do sucessor de «No Cross No Crown», álbum editado em 2018. A revelação surgiu através de uma publicação feita nas redes sociais do grupo, acompanhada por uma fotografia dos guitarristas Woody Weatherman e Pepper Keenan, e por uma mensagem directa, marcada por entusiasmo e orgulho no trabalho levado a cabo:

“Para todos os pensadores livres e pessoal que bebe cerveja… O Woody e o Pepper terminaram a gravação de um dos discos mais significativos e poderosos de que já fizemos parte. Isto não teria sido possível sem as competências de todos os que se juntaram a esta caravana, que continua em plena perseguição. Stanton Moore, Bobby Rock e o senhor Warren Riker entre as colunas, nunca nos disseram para baixar o volume…

Agora segue para a fase de mistura. Há muitos outros sem os quais isto não teria sido possível e que não serão esquecidos. Isto esteve na nossa cabeça durante três anos e, agora, podemos dizer que já não nos pertence. Obrigado a todos… Vemos-nos no horizonte. Ah, sim… é um álbum duplo. FOREVER AMPLIFIED. COC.”

O peso histórico deste novo trabalho é difícil de ignorar. Além de marcar o primeiro LP dos CORROSION OF CONFORMITY em quase uma década, representa também uma fase clara de renovação criativa, tanto pela escala do projecto como pelo contexto em que foi desenvolvido. A confirmação de que se trata de um álbum duplo aponta para um lançamento extenso e ambicioso, pensado sem pressas e com espaço para explorar diferentes facetas da identidade dos CORROSION OF CONFORMITY.

Um dos aspetos mais curiosos deste processo passou despercebido a muitos: parte das sessões de captação das guitarras decorreu num estúdio privado em Miami pertencente a Barry Gibb, figura incontornável dos BEE GEES. A ligação improvável surgiu através de Stephen Gibb, filho do músico, conhecido pelo seu trabalho com bandas como os BLACK LABEL SOCIETY e os CROWBAR. Stephen encontrava-se a desenvolver um novo projeto, KILL THE ROBOT, com produção de Warren Riker, nome histórico no universo dos CORROSION OF CONFORMITY.

Riker esteve envolvido na gravação da clássica «Stare Too Long» e assinou a produção de dois álbuns dos DOWN, funcionando aqui como uma ponte natural entre diferentes momentos da carreira da banda. Num relato partilhado durante o mês de julho, os CORROSION OF CONFORMITY não esconderam todo o espanto perante o acesso privilegiado a instrumentos de valor histórico incalculável:

“O que se seguiu foi demasiado épico para partilhar aqui, mas levou-nos a outro nível. Nunca, na nossa juventude, pensámos estar aqui a gravar e a ter o Barry a partilhar connosco os seus instrumentos mais valiosos… incluindo a Strat com que gravaram a «Staying Alive»! Sem jive talkin’, estamos humildemente agradecidos.” A presença de Warren Riker, agora responsável pela mistura do álbum, reforça a ideia de continuidade estética, ao mesmo tempo que aponta para um som cuidado, mas fiel à aspereza e honestidade que sempre definiram os CORROSION OF CONFORMITY.

O contraste com o processo de «No Cross No Crown» é evidente. O álbum de 2018 foi gravado ao longo de cerca de quarenta dias, repartidos por um ano, em estúdios da Carolina do Norte, com produção de John Custer, colaborador habitual da banda. Desta vez, a escala de um álbum duplo, o simbolismo das colaborações e a experiência em Miami sugerem uma abordagem mais expansiva, pensada a longo prazo e sem compromissos.

Com «Gimme Some Moore» agora apresentado ao mundo, mesmo que apenas em vinil, fica claro que os CORROSION OF CONFORMITY entram nesta nova fase com confiança renovada e uma vontade clara de deixar marca. Resta saber quando e como este ambicioso álbum duplo verá finalmente a luz do dia — mas os sinais apontam já para um dos lançamentos mais relevantes da sua carreira.