Para ouvir na íntegra! As remisturas conduzidas por Brendan Duffey dão nova dimensão a dois momentos distintos da carreira a solo de BRUCE DICKINSON, que revisita o passado com uma perspectiva sonora mais ampla e actual.
O legado a solo de Bruce Dickinson, mais conhecido mundialmente como vocalista dos IRON MAIDEN, continua a ganhar nova vida. O vocalista britânico anunciou o lançamento de versões em Dolby Atmos de dois dos seus álbuns mais emblemáticos fora da banda: «Skunkworks» e «Tattooed Millionaire», ambos agora revisitados com recurso a tecnologia de mistura imersiva.
A iniciativa surge na sequência do trabalho realizado em 2025 com o LP «Balls To Picasso», que também recebeu nova abordagem sonora em Dolby Atmos, sendo que este processo de revisitação tem permitido ao cantor brutânico reavaliar a sua discografia a solo e dar-lhe uma dimensão mais próxima daquilo que sempre imaginou.
No caso de «Skunkworks», originalmente editado em 1996 e que podes escutar aqui, este relançamento coincide com o seu 30.º aniversário. O álbum marcou um momento particularmente singular na carreira de Dickinson, reflectindo uma abordagem mais experimental e afastada das convenções tradicionais do heavy metal.
O próprio BRUCE DICKINSON recorda esse período com evidente entusiasmo, afirmando: “Vai deixar-vos de queixo caído. É um disco do qual tenho um orgulho imenso… Na verdade, à medida que os anos passam, sinto-me cada vez mais orgulhoso de tudo o que aconteceu naquele álbum. Em muitos aspectos, estava um pouco à frente do seu tempo, porque estávamos a trazer para o estúdio todo o tipo de influências que outras pessoas no metal tinham receio de explorar. É muito emocional e bastante sombrio em alguns momentos.”
A nova versão foi misturada por Brendan Duffey, cuja intervenção procurou preservar o espírito original do álbum, ampliando simultaneamente o seu alcance sonoro e a profundidade da experiência auditiva.
Já «Tattooed Millionaire», lançado originalmente em 1990 e disponível aqui, ocupa um lugar diferente na trajectória de Dickinson. Gravado pouco depois da sua primeira saída dos IRON MAIDEN, o disco foi concebido num contexto de urgência criativa e espontaneidade, contando com a colaboração próxima do guitarrista Janick Gers, que viria posteriormente a integrar a formação da banda britânica de forma permanente.
Bruce Dickinson descreve esse processo com alguma distância crítica, mas também com reconhecimento pelo resultado alcançado: “Foi mais ou menos o LP a solo que não era suposto ser. Tivemos duas semanas para o escrever tudo, por isso eu e o Janick divertimo-nos e compusemo-lo em casa dele. Na altura, o Chris Tsangarides fez um excelente trabalho na produção e agora, com a tecnologia moderna, podemos reforçar tudo e torná-lo grandioso no universo Atmos. Sonicamente, o álbum soa realmente bem.”
Feitas as contas, estas novas edições em Dolby Atmos acabam por reflectir não só a evolução tecnológica, mas também uma reavaliação artística. Ao regressar a estes discos com os recursos actuais, o cantor vem reafirmar a relevância do seu percurso a solo, sublinhando o dinamismo criativo que sempre coexistiu em paralelo ao seu trabalho nos IRON MAIDEN. Mais que simples exercícios de nostalgia, estas revisitações surgem como uma reafirmação consciente de uma discografia que continua a revelar novas camadas com o passar do tempo.








