A nova canção, já apresentada em palco durante a digressão europeia com os EPICA, deixa pistas claras sobre o rumo criativo dos suecos AMARANTHE.
Após vários meses a testar o tema ao vivo, os AMARANTHE acabam de lançar oficialmente o novo single «Chaos Theory», acompanhado por um vídeo-clip realizado por Jens De Vos. A canção foi misturada e masterizada por Jacob Hansen, colaborador habitual da banda, reforçando uma parceria que tem sido determinante para o som moderno e incisivo do grupo.
Note-se que o tema, que já podes conferir no player ali em baixo, tem feito parte dos alinhamentos dos AMARANTHE na Arcane Dimensions Tour, partilhada com os EPICA, digressão que passou recentemente por Portugal e voltou a confirmar a forte ligação da banda ao público nacional.
Apesar de «Chaos Theory» estar a ser tocada ao vivo, os AMARANTHE fazem questão de sublinhar que não se trata, pelo menos para já, do primeiro single oficial do sucessor de «The Catalyst», LP lançado em 2024. Numa entrevista recente ao programa “The Autopsy”, da TotalRock Radio, o guitarrista Olof Mörck explicou que a decisão de lançar este tema prende-se sobretudo com a vontade de oferecer algo novo aos fãs durante a digressão europeia.
“Não diria que o novo álbum está a chegar muito, muito em breve, mas é definitivamente um sinal de que há música nova a caminho”, afirmou o timoneiro dos AMARANTHE, acrescentando ainda que a banda já tem a maior parte do próximo disco escrita e que a gravação deverá acontecer ainda este ano, com uma data de lançamento prevista para o final de 2026 ou início de 2027.
Segundo Olof Mörck, esta «Chaos Theory» funciona como uma espécie de ponte entre o passado e o presente da banda, recuperando elementos do ADN inicial dos AMARANTHE, mas sem perder o foco na modernidade que tão bem os caracteriza. “É uma canção muito rápida, que olha para a frente, mas que também tem algo do espírito dos primeiros álbuns, como «Amaranthe» e «The Nexus», mantendo-se actual e muito 2026”, explicou. Essa combinação entre nostalgia controlada e ambição futurista parece estar no centro da nova fase criativa do grupo.
Questionado sobre a direcção musical do próximo álbum, o guitarrista admite que ainda é cedo para definições rígidas, mas deixa claro que a energia será um elemento central. “A ideia é fazer um disco altamente enérgico, com um pulso muito forte. O «The Catalyst» era propositadamente mais disperso, explorava muitas direcções diferentes. Agora queremos manter essa diversidade, mas com um andamento mais implacável e furioso”, revelou, descrevendo um processo ainda em aberto, com composições que podem ou não chegar à versão final do álbum.
Formados em 2008, os AMARANTHE sempre seguiram um percurso próprio dentro do metal moderno, cruzando melodias pop, electrónica e peso metálico de forma assumidamente acessível e eficaz. Com três vocalistas em palco, uma presença constante em grandes palcos internacionais e números que, por esta altura, ultrapassam mil milhões de streams e meio milhão de discos vendidos, a banda sueca consolidou-se como uma referência incontornável do género.
Desde o álbum de estreia homónimo, em 2011, passando por «Massive Addictive» e «Maximalism», até ao mais recente «The Catalyst», os AMARANTHE têm vindo a refinar uma identidade muito bem vincada, que equilibra impacto imediato e ambição conceptual. Descrito como o trabalho mais coeso e poderoso da sua carreira, «The Catalyst» explorou temas de transformação e revelação, aprofundando a dimensão conceptual da banda.
Agora, com «Chaos Theory» a servir de primeiro sinal do que aí vem, os AMARANTHE parecem prontos para acelerar novamente, apostando num som mais urgente e directo, sem abdicarem da versatilidade que sempre definiu o seu percurso.











