A cantora canadiana ALISSA WHITE-GLUZ já revelou o primeiro single e mais alguns detalhes do projecto que marca uma nova etapa na sua carreira.
Depois de ter anunciado a sua saída dos ARCH ENEMY em Novembro do ano passado, Alissa White-Gluz revelou recentemente os primeiros detalhes do seu novo projecto musical. A vocalista canadiana regressa com uma nova banda chamada BLUE MEDUSA, formação que descreve como sendo o passo seguinte na evolução artística que tem vindo a construir ao longo da sua carreira.
O anúncio foi feito no Dia Internacional da Mulher, uma data escolhida de forma deliberada pela cantora. Na apresentação do projecto, Alissa White-Gluz explicou a visão que está por detrás da nova banda: “É a próxima evolução de tudo aquilo que tenho vindo a construir ao longo dos anos. É o meu caldeirão criativo. Tudo aquilo que os fãs apreciam na energia, intensidade e presença em palco que sempre viram em mim nas últimas duas décadas continua aqui — ainda mais forte.”
Agora, as BLUE MEDUSA surpreendem com o lançamento do single «Checkmate». A canção chega como um primeiro movimento explosivo, onde Alissa White-Gluz abraça totalmente o seu estilo mais extremo e assina uma canção que funde fusão de técnica, agressividade e teatralidade.
Como podes conferir no player ali em cima, «Checkmate» é uma canção onde o metal se encontra com a estratégia do xadrez, transformando a batalha em riffs densos, solos intensos e vozes brutais. White-Gluz assume o centro do tabuleiro com os seus gritos e uivos característicos, apoiados pelas guitarristas Alyssa Day e Dani Sophia, que acrescentam camadas de distorção e virtuosismo à composição. A letra deixa bem clara a determinação da frontwoman: “I choose what’s real, I choose my name”, e faz alusão à força do rei e da rainha num tabuleiro simbólico: “You forgot the queen holds the most power”.
Em comunicado, Alissa White-Gluz descreveu o processo criativo da canção como uma experiência fluida e intensa: “«Checkmate» é uma música extremamente catártica para mim. Foi criada num daqueles estados de fluxo onde as letras, melodias e ritmos simplesmente se escrevem sozinhos e se sente que se está a tocar algo poderoso. Provavelmente é a coisa mais pesada que já escrevi em termos de letra, e provavelmente a mais leve do que temos a cozinhar em termos de som.”
Segundo a vocalista, BLUE MEDUSA nasce como um espaço de total liberdade criativa, onde pretende expandir as ideias musicais que tem desenvolvido ao longo do tempo. “Isto sou eu, é quem sempre fui. Agora está amplificado e libertado numa visão artística totalmente soberana. A nossa música tem solos de guitarra incendiários, riffs esmagadores, vozes brutais, bateria rápida e agressiva, melodias pensadas com cuidado e, o mais importante para mim, letras realmente reflexivas.”
A nova formação conta com as guitarristas Alyssa Day e Dani Sophia, a baterista Delaney Jaster e ainda a baixista Alicia Vigil, todas elas com experiência na cena metal norte-americana. Para Alissa White-Gluz, a química musical encontrada neste novo colectivo teve um efeito imediato na sua motivação artística. “A química musical que sinto com estas mulheres está realmente a trazer-me de volta à vida. É algo muito refrescante e entusiasmante.”
Segundo Alissa, a escolha de revelar o novo projecto no Dia Internacional da Mulher está também ligada à importância que a cantora atribui à representação feminina na música pesada. “Quis partilhar esta notícia nesta data porque construir plataformas mais fortes para mulheres na música pesada é algo que me importa profundamente.”
Logo após deixar os ARCH ENEMY, Alissa White-Gluz lançou o single «The Room Where She Died», embora ainda não seja claro se o tema fará parte do repertório de BLUE MEDUSA. O grupo encontra-se actualmente a trabalhar em novo material e já tem presenças confirmadas em dois grandes festivais norte-americanos: o LOUDER THAN LIFE e o AFTERSHOCK, ambos agendados para este ano.
Entusiasmada com esta nova fase, a cantora canandiana afirma que o processo criativo está em pleno andamento. “Tenho muitas ideias a fervilhar neste momento, o meu cérebro está em total fluxo criativo. Tenho aberto o meu próprio caminho neste género há muito tempo e quero ajudar a pavimentar o caminho para a próxima geração de mulheres que amam metal tanto quanto eu.” A vocalista conclui a apresentação do projecto com uma metáfora que dá nome à banda: “A Medusa transformava as pessoas em pedra… eu quero pavimentar a estrada em safira.”



