LOUD! 198 NAS BANCAS DIA 2 DE SETEMBRO

Não há como escapar ao dedo acusatório do Satyr na capa da LOUD! de Setembro. Esta é para comprar antes que o homem se chateie, e pronto. É já no Sábado que ela está nas bancas, metam aí um post-it no monitor um uma nota no telemóvel para não se esquecerem. Nem sequer é grande sacrifício – só a conversa que mantivemos com o famoso músico norueguês, sempre assertivo e mordaz na apreciação da sua arte, já vale o “preço de admissão”. Para além dos Satyricon, no entanto, há mais um monte de motivos de interesse na nova edição da revista para lhes apontarmos o dedo. Por exemplo:
- Continuamos a meter o nariz onde só as bandas são chamadas e a revelar os segredos todos que se passam nos estúdios onde o barulho nasce. Desta vez, demonstrando bem a variedade da oferta actual da extremidade musical portuguesa, fomos ter com a Besta e com os Scarificare que nos preparam novas descargas para breve, e sobre as quais podem já começar a ter as primeiras luzes. Ou escuridões, é mais assim.
- O LOUD! DJ também não é chamado para lado nenhum, mas continua a chamar bandas para as atormentar com adivinhas musicais. A mais recente a sentir a pressão foram os Hourswill, que até as coisas mais esquisitas do Tom G. Warrior foram capazes de identificar.
- A rentrée está cheia de nomes grandes. São os Satyricon, claro, mas também são os Paradise Lost, que nos dizem que o «Medusa» é o disco mais próximo dos primórdios da banda que já fizeram (concordam?), os Queens of the Stone Age, que confessam, entre outras pérolas, que a ideia rítmica de um dos temas era “recriar um robot dançarino, mas rígido” (a sério), ou os Cradle of Filth, que estão “cansados para caralho” de falar no Brexit. Por isso, o Dani Filth fala de uma data de outras coisas ao longo de três páginas irresistíveis.
- Achámos que tinha piada revisitar a discografia toda dos Deftones, álbum a álbum. Vale sempre a pena recordar as coisas boas. Vai daí, pedimos ao Chino Moreno e ao Abe Cunningham para o fazerem connosco e contarem umas histórias.
- Estivemos hora e meia na conversa com o Tony Dolan, porque o homem é impagável. O melhor dessa longa cavaqueira (incluindo uma boa onda assinalável no que diz respeito aos “dois Venoms” que existem actualmente) está nas duas páginas que dedicámos aos Venom Inc. Cujo disco novo recomendamos vivamente, já agora.
- O guitarrista dos Epica, Mark Jensen, diz que ver o cosmos como um holograma é que faz sentido. É para verem até onde foi a conversa sobre o novo EP da banda. E porque a LOUD! de Setembro parece ter desenvolvido ali a certa altura uma temáticazita meio cósmica, também os UFOMAMMUT dissertam sobre a infinidade do universo, por entre riffs dos Beatles e dos Pink Floyd. Compreende-se. No fundo, no fundo, “música” e “espiritualidade” são apenas palavras. Não há grande diferença. É o que nos dizem os Wolves In The Throne Room, sempre sábios.
- O Chris Spencer dos UNSANE anda irritado, porque Nova Iorque agora é só barzinhos da moda e universitários bèbados. A gentrificação estraga a vida a toda a gente, e o Chris aproveita para descarregar nos malhões novos que o lendário power trio nos oferece em «Sterilize».
- Sabem qual foi o primeiro disco de black metal que a Amalie Bruun, vulgo Myrkur, ouviu? Ela diz-nos. Ainda fala da Chelsea Wolfe, dos pesadelos que teve, e das pessoas que a odeiam. Sempre com uma frontalidade notável.
- Já ouviram os malhões novos dos Grave Pleasures? Esperem só pelo disco completo então. Quem tinha saudades do «Climax» dos Beastmilk vai ficar muito satisfeito. Nós também ficámos e demos-lhe o prémio justíssimo de disco do mês.
- Até admira ter havido tempo para esta catrefada de coisas. É que basicamente passámos o mês inteiro em festivais. Fomos ao VOA Fest, ao Vagosmetalfest, ao Milhões de Festa, ao Laurus Nobilis Music, ao Super Bock Super Rock ver os Deftones e ao MEO Marés Vivas ver os Scorpions, e voltámos com fôlego suficiente para contar como foi!
- É isto e muito, muito mais, já no Sábado. Se já forem assinantes, só precisam de se levantar do sofá para ir buscar a revista à caixa do correio, se é que não vos chegou já. Se forem assinantes digitais, nem precisam de sair do sofá, é só pegar na vossa engenhoca digital de eleição.
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